Casinha: o palco mais emblemático de todos do Festival

Casinha: o palco mais emblemático de todos do Festival

Este texto inaugura o Álbum de Memórias do Mississippi Delta Blues Festival. Num ano de tantas mudanças e incertezas ele vem para nos ajudar a lembrar dos momentos mais marcantes do Festival e pra contar um pouco da nossa história através das fotos desses grandes profissionais que eternizaram incontáveis momentos do MDBF.

E a primeira delas é esse registro de 2015 do Gustavo Faraco na Casinha: o palco mais emblemático de todos do Festival. Nele o mestre Terry “Harmonica” Bean enquadra o fotógrafo em pleno ato, como se dissesse: -“Ei! Presta atenção!”. Terry é um dos últimos Hill Country Bluesmen, um subgênero do Blues marcado pelo ritmo marcante que se desenvolveu em regiões específicas do Mississippi e teve como principais representantes Mississippi Fred McDowell e R.L. Burnside. É um Blues extremamente hipnótico e percussivo. Nascido em Pontotoc no Mississippi e muito ativo na região de Clarksdale, Terry foi uma grande surpresa no Festival daquele ano e encantou profundamente a todos que tiveram a oportunidade de assistí-lo. Mas além desta óbvia figura central, esse registro fotográfico ainda é uma representação de uma outra face importante do MDBF: a diversidade cultural e a amizade. A energia e a troca de experiências entre pessoas de culturas completamente diferentes que às vezes só tem o Blues em comum. É isso que torna o Mississippi Delta Blues Festival tão especial. Acompanhando esse ícone do Blues estão, curiosamente, dois argentinos. O grande guitarrista Juan Codazzi, muito concentrado em fazer o seu papel com perfeição, e o produtor e baterista Adrian Flores, que além de uma figura excêntrica e um apaixonado amante do Blue é um parceiro do Festival desde as primeiras edições. Adrian foi um dos produtores que trouxe e acompanhou inúmeros Bluesmen americanos que vieram a Caxias não somente no MDBF, mas também no Bar. Um dos grandes amigos que foram feitos nessa bela história que segue sendo escrita após 13 anos.

Por Tomás Seidl

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