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Xantelasma CID: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes

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O xantelasma é uma condição estética que, muitas vezes, causa preocupação entre os pacientes devido à sua aparência visível na área ao redor dos olhos. Apesar de ser benigno, o xantelasma pode estar associado a questões de saúde, especialmente relacionadas ao colesterol e ao metabolismo lipídico. Quando associado ao CID (Código Internacional de Doenças), o xantelasma recebe uma classificação que auxilia profissionais de saúde no diagnóstico e tratamento. Neste artigo, exploraremos as causas, sintomas, tratamentos eficazes, além de responder às principais perguntas frequentes relacionadas ao tema.

O que é o Xantelasma?

O xantelasma é uma acumulação de gordura sob a pele, formando lesões amareladas ou translúcidas, geralmente localizadas na pálpebra superior ou inferior. Essas lesões tendem a ser pequenas, porém podem crescer e se tornar mais visíveis com o tempo.

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Xantelasma e o CID

O CID, ou Classificação Internacional de Doenças, é um sistema que categoriza diferentes condições médicas. Para o xantelasma, o CID-10 é H02.4 - Xantelasma. Essa classificação facilita a documentação, diagnóstico e estatísticas de saúde.

Causas do Xantelasma

As causas do xantelasma ainda não são totalmente compreendidas, mas vários fatores estão associados ao seu desenvolvimento:

1. Disfunções Lipídicas

A principal causa está relacionada ao aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue. Pessoas com hipercolesterolemia ou hipertrigliceridemia têm maior risco de desenvolver xantelasma.

2. Fatores Genéticos

A predisposição genética também desempenha papel importante. Caso haja histórico familiar de dislipidemias, a probabilidade de ocorrer xantelasma aumenta.

3. Idade

O xantelasma é mais comum em adultos na faixa dos 30 aos 50 anos, refletindo mudanças no metabolismo lipídico com o envelhecimento.

4. Doenças Sistêmicas

Condições metabólicas como diabetes e problemas hormonais podem contribuir para o desenvolvimento de centros de gordura na pele.

5. Exposição ao Sol

A exposição excessiva ao sol pode agravar a aparência das lesões, além de contribuir com a degeneração cutânea geral.

Fatores de RiscoDescrição
DislipidemiaNíveis elevados de colesterol ou triglicerídeos
Predisposição genéticaHistórico familiar de problemas lipídicos
IdadeAdultos entre 30 e 50 anos
Doenças metabólicasDiabetes e outros distúrbios hormonais
Exposição solarRadiação ultravioleta incidente na região dos olhos

Sintomas do Xantelasma

O xantelasma apresenta sinais específicos que auxiliam na identificação clínica:

Características visuais

  • Lesões amareladas ou translúcidas
  • Formato arredondado ou oval
  • Tamanho variável, normalmente entre 1 a 5 mm
  • Localização predominantemente na pálpebra superior, mas também na inferior
  • Podem ser múltiplas, formando grupos ou áreas extensas

Sintomas associados

  • Geralmente assintomático, sem dor ou desconforto
  • Sensação de irritação ou coceira ocasional
  • Alterações estéticas podem afetar a autoestima

A seguir, uma ilustração visual para facilitar o reconhecimento:

Imagem de xantelasma na pálpebra

Diagnóstico

O diagnóstico do xantelasma é clínico, realizado por dermatologista ou oftalmologista, baseado na aparência das lesões. No entanto, é importante realizar exames de sangue para verificar os níveis de lipídios, especialmente quando há suspeita de dislipidemia associada.

Exames complementares

ExameObjetivo
Perfil lipídicoAvaliação de colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos
Glicemia de jejumPara verificar presença de diabetes ou resistência à insulina
Avaliação hormonalQuando houver suspeita de distúrbios hormonais

Tratamentos Eficazes para o Xantelasma

O tratamento do xantelasma visa remover as lesões, melhorar a estética da região ocular e tratar possíveis causas subjacentes, como dislipidemia.

1. Tratamentos Cosméticos e Cirúrgicos

a) Peelings químicos

Utilização de agentes como o ácido tricloroacético (TCA) para esfoliação da camada superficial da pele.

b) Crioterapia

Aplicação de nitrogênio líquido para congelar e destruir as lesões.

c) Laser

Técnicas a laser, como o laser de CO₂ ou Er:YAG, oferecem resultados precisos e com menor risco de cicatrizes.

d) Curetagem e incisões

Procedimentos cirúrgicos que removem as lesões de forma rápida e eficaz.

2. Tratamento da Dislipidemia

Após a remoção do xantelasma, é fundamental tratar as alterações lipídicas. Medicações, dieta balanceada e mudanças no estilo de vida são essenciais.

3. Mudanças no Estilo de Vida

  • Alimentação saudável com redução de gorduras saturadas
  • Prática regular de exercícios físicos
  • Controle do peso corporal
  • Evitar exposição excessiva ao sol

4. Cuidados Importantes

Antes de qualquer procedimento, é importante consultar um profissional qualificado para avaliação adequada, visto que a estética deve estar associada a uma análise de saúde completa.

Remoção do Xantelasma: Tabela de Opções de Tratamento

MétodoVantagensDesvantagensFrequência de sessões
Peelings químicosNão invasivo, acessívelPode causar irritação1-3 sessões, dependendo do caso
CrioterapiaRápido, eficaz em pequenas lesõesRisco de manchas ou cicatrizes1-2 sessões
LaserPrecisão, menor risco de cicatrizCusto mais elevado1 sessão geralmente suficiente
Cirurgia (curetagem)Remoção rápida e definitivaPode deixar cicatrizGeralmente única

Para maiores informações sobre tratamentos a laser, acesse o Site da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Perguntas Frequentes

1. O xantelasma é cancerígeno?

Não, o xantelasma é uma lesão benigna e não representa risco de câncer.

2. Como saber se o xantelasma está relacionado a colesterol alto?

Realizando exames de sangue, especialmente o perfil lipídico. Caso os níveis estejam elevados, o tratamento da dislipidemia é prioritário.

3. Pode reaparecer após o tratamento?

Sim, há possibilidade de retorno, principalmente se fatores de risco, como dislipidemia, não forem controlados.

4. O tratamento é doloroso?

A maioria dos procedimentos é minimamente invasiva e causa pouco desconforto. Anestésico local pode ser utilizado em procedimentos mais invasivos.

5. É possível prevenir o xantelasma?

Manter níveis de colesterol controlados, adoção de hábitos saudáveis, uso de proteção solar e acompanhamento médico regular são fundamentais na prevenção.

Conclusão

O xantelasma, embora seja uma condição benigna, pode representar um sinal de disfunções lipídicas e afetar a autoestima. Conhecer suas causas, sintomas e tratamentos é essencial para uma abordagem eficaz, tanto do ponto de vista estético quanto de saúde. A combinação de tratamentos dermatológicos e cuidados com o estilo de vida pode proporcionar resultados satisfatórios e prevenir o reaparecimento das lesões.

O tratamento adequado, aliado ao acompanhamento médico, garante não apenas a melhora estética, mas também a saúde geral do paciente.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Dermatologia. Xantelasma: Diagnóstico e Tratamento. Disponível em: https://www.sbd.org.br

  2. Ministério da Saúde. CID-10 - Classificação Internacional de Doenças. Disponível em: https://www.datasus.gov.br

  3. Becker, M. et al. "Dislipidemias e suas implicações na saúde ocular." Revista Brasileira de Oftalmologia, 2022.

  4. Oliveira, P. et al. "Técnicas modernas de remoção de xantelasma." Jornal Brasileiro de Dermatologia, 2021.

Obs: Para identificar o xantelasma e demais condições oculares ou da pele, sempre consulte um profissional qualificado.