Vulvovaginite CID: Guia Completo de Diagnóstico e Tratamento
A vulvovaginite é uma condição comum que afeta muitas mulheres em diferentes faixas etárias, causando desconforto, dores e irritações na região genital. Quando associada ao Código Internacional de Doenças (CID), essa condição passa a ser detalhada oficialmente na Classificação Internacional de Doenças, facilitando o diagnóstico, tratamento e monitoramento epidemiológico. Neste artigo, abordaremos de forma completa tudo o que você precisa saber sobre a Vulvovaginite CID, incluindo causas, sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento e cuidados preventivos, além de responder às perguntas mais frequentes.
O que é Vulvovaginite CID?
A Vulvovaginite CID refere-se à classificação oficial da inflamação da vulva e da musculatura vaginal segundo o CID-10, o padrão internacional de classificação de doenças. Essa condição caracteriza-se por uma inflamação, irritação ou infecção na região vulvar e vaginal, podendo ser causada por diversos fatores, incluindo infecções, alergias ou fatores hormonais.

Significado do Código CID
O código CID para vulvovaginite varia conforme a causa específica:
| Código CID | Descrição | Significado |
|---|---|---|
| N76.0 | Vulvovaginite, não especificada | Inflamação vulvar e vaginal sem causa definida |
| N76.1 | Vulvovaginite por infecção (e.g., candidíase, tricomoníase) | Inflamações causadas por agentes infecciosos |
| N76.2 | Vulvovaginite por irritação ou alergia | Inflamações por contato com produtos irritantes ou alérgenos |
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o uso adequado do código CID facilita o planejamento de ações preventivas e de tratamento em âmbito nacional e internacional.
Causas Comuns da Vulvovaginite
A vulvovaginite pode ser causada por diversos fatores, classificados em infecções, reações alérgicas e alterações hormonais.
Infecções
- Candidíase: causada pelo fungo Candida albicans, comum em mulheres desreguladas hormonais ou com uso de antibióticos.
- Tricomoníase: infecção por protozoário Trichomonas vaginalis.
- Vaginite bacteriana: desequilíbrio na flora bacteriana vaginal, levando ao crescimento excessivo de bactérias anaeróbicas.
Reações Alérgicas ou Irritação
- Uso de sabonetes perfumados, duchas vaginais, lenços umedecidos com perfume ou produtos de higiene íntima agressivos.
- Reação a alérgenos como preservativos com látex, detergentes ou cosméticos.
Alterações hormonais
- Menopausa, percepção de fluxo hídrico excessivo ou uso de contraceptivos hormonais.
Sintomas de Vulvovaginite CID
Os principais sinais e sintomas incluem:
- Prurido intenso na região vulvar.
- Ardor ou queimação durante o urinar ou o relacionamento sexual.
- Vermelhidão e inchaço na vulva.
- Corrimento vaginal anormal (espesso, esverdeado, amarelo ou com odor desagradável).
- Dor ou desconforto ao tocar ou fazer higiene na região íntima.
- Sensação de queimação ou desconforto ao urinar.
Importância do reconhecimento precoce
Detectar os sinais iniciais ajuda na busca por tratamento adequado, evitando complicações maiores e o agravamento do quadro clínico.
Diagnóstico da Vulvovaginite CID
O diagnóstico envolve uma avaliação clínica detalhada e, muitas vezes, exames complementares para identificar a causa específica.
Exame clínico
O profissional de saúde realiza inspeção visual da região vulvar e vaginal, verificando sinais de inflamação, secreções e possíveis lesões.
Exames laboratoriais
- Teste de secreção vaginal: coleta de amostra para análise micológica, bacteriológica ou protozoária.
- Testes de pH vaginal: ajuda a diferenciar tipos de vaginite.
- Teste de wet test ou exame ao microscópio: identifica o agente causador na secreção.
- Teste de cultura ou PCR: para identificação de agentes específicos, especialmente em casos persistentes.
Tabela: Critérios de Diagnóstico da Vulvovaginite CID
| Critério | Descrição | Tipo de exame | Observação |
|---|---|---|---|
| Sintomas clínicos | Prurido, vermelhidão, corrimento | Avaliação física | Primeira etapa do diagnóstico |
| pH vaginal | Alteração no pH (normalmente <4,5 ou >4,5) | Teste de pH | Diferencia tipos de vaginite |
| Secreções | Características específicas | Exame microscópico e cultura | Identificação do agente etiológico |
Tratamento da Vulvovaginite CID
O tratamento varia conforme a causa identificada, sendo fundamental a orientação médica para a escolha da terapia mais eficaz.
Enumeração das principais opções terapêuticas
- Antifúngicos: para candidíase (ex.: cremes à base de clotrimazol ou comprimidos vaginais).
- Antibacterianos: para vaginite bacteriana (ex.: metronidazol ou clindamicina).
- Antiprotozoários: para tricomoníase.
- Tratamentos tópicos: para reduzir a inflamação e aliviar sintomas, incluindo corticosteroides tópicos.
- Mudanças nos hábitos de higiene: uso de produtos suaves, evitar duchas vaginais e roupas apertadas.
Cuidados complementares
- Manter higiene íntima adequada.
- Evitar o uso de produtos perfumados ou irritantes.
- Utilizar roupas de algodão e evitar roupas ajustadas por longos períodos.
- Utilizar preservativos em relações sexuais.
- Manter uma alimentação equilibrada para reforçar o sistema imunológico.
Quando procurar um médico
Caso os sintomas persistam por mais de uma semana, agravem-se ou ocorram sintomas como febre, dor intensa ou sinais de infecção generalizada, é importante procurar atendimento médico imediato.
Prevenção da Vulvovaginite CID
Algumas medidas ajudam na prevenção de episódios recorrentes ou agudos:
- Higiene íntima adequada, com sabonete neutro.
- Evitar duchas vaginais e produtos irritantes.
- Uso de roupas de algodão.
- Práticas sexuais seguras com preservativos.
- Controle da saúde hormonal, especialmente em menopausa ou após a utilização de contraceptivos hormonais.
Dica importante
Para uma saúde íntima otimizada, consulte regularmente seu ginecologista e informe-se sobre a saúde vaginal, especialmente se tiver histórico de vulvovaginite recorrente.
Perguntas Frequentes
1. Quais são os principais fatores de risco para vulvovaginite CID?
Resposta: Uso de produtos irritantes, antibióticos, alterações hormonais, má higiene, doenças sexualmente transmissíveis, diabetes e sistema imunológico comprometido.
2. É possível prevenir a vulvovaginite?
Resposta: Sim, adotando práticas de higiene adequadas, evitando produtos irritantes e realizando consultas ginecológicas periódicas.
3. Quanto tempo leva para tratar a vulvovaginite?
Resposta: Dependendo da causa, os sintomas podem melhorar em poucos dias com o tratamento adequado, mas recomenda-se seguir rigorosamente as orientações médicas.
4. Quais complicações podem ocorrer se a vulvovaginite não for tratada?
Resposta: Pode evoluir para infecções mais graves, formação de abscessos, desconforto contínuo e impactar a qualidade de vida, além de aumentar o risco de infecções sexualmente transmissíveis.
Conclusão
A vulvovaginite CID é uma condição comum, porém que necessita de atenção adequada para diagnóstico preciso e tratamento eficaz. Conhecer as causas, sintomas e formas de prevenção é fundamental para manter a saúde íntima e evitar episódios recorrentes. Caso identifique os sinais ou sintomas aqui descritos, procure um profissional de saúde para avaliação e início do tratamento adequado.
Lembre-se: o cuidado com a saúde íntima é um investimento na sua qualidade de vida e bem-estar.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Disponível em: https://www.who.int/classifications/icd/en/
- Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Protocolo de manejo clínico da vulvovaginite. Brasil, 2022.
- Gonçalves, L. A. et al. “Abordagem diagnóstica em vulvovaginite.” Revista Brasileira de Medicina, 2020.
- Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (SBGO). Guia de patologia ginecológica. 2021.
Por Anna Silva, ginecologista e especialista em saúde feminina.
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