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Varizes Esofágicas CID: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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As varizes esofágicas representam uma condição clínica séria que pode levar a complicações graves, especialmente em pacientes com doenças hepáticas crônicas. Conhecidas pelo código CID (Classificação Internacional de Doenças) como K92.3, essas varizes são dilatações das veias na região do esôfago, frequentemente relacionadas a hipertensão portal decorrente de cirrose hepática. Sua detecção precoce, compreensão dos sintomas, métodos de diagnóstico adequados e opções de tratamento eficazes são essenciais para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida dos pacientes.

Este artigo abordará de forma abrangente o que são as varizes esofágicas CID, destacando sintomas, diagnósticos, tratamentos, e questões frequentes, contribuindo para uma compreensão aprofundada do tema.

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O que são as varizes esofágicas CID?

As varizes esofágicas, codificadas como CID K92.3, são causadas pelo aumento da pressão venosa na região do esôfago. Essa condição decorre, na maioria dos casos, de hipertensão portal secundária à cirrose hepática, mas também pode estar relacionada a outras patologias que aumentam a resistência ao fluxo sanguíneo hepático.

Como se formam as varizes esofágicas?

Devido ao aumento da pressão nas veias do sistema portal, o sangue busca rotas alternativas de circulação, formando varizes que podem atingir tamanhos consideráveis. Essas veias dilatadas ficam vulneráveis a rompimentos, podendo resultar em hemorragia potencialmente fatal.

Sintomas das varizes esofágicas CID

Sintomas comuns

Embora muitas vezes as varizes possam permanecer assintomáticas até que se tornem grandes ou se rompam, alguns sinais indicam a presença da condição:

  • Hematemese: vômito de sangue, que pode variar de vermelho vivo a escuro, indicando uma hemorragia ativa ou antiga.
  • Hematochezia: evacuações com sangue, embora mais comum em outras condições, também pode ocorrer.
  • Dores ou desconforto no peito ou região epigástrica.
  • Fraqueza, sudorese e tontura, sinais de hemorragia varicosa em fase mais aguda.
  • Sintomas de insuficiência hepática, como icterícia, ascite, e edema.

Quando procurar ajuda médica?

Pacientes com diagnóstico de cirrose hepática ou hipertensão portal devem ficar atentos a qualquer episódio de vômito com sangue ou fezes escuras, que indicam potencial hemorragia de varizes esofágicas.

Diagnóstico das varizes esofágicas CID

Exames essenciais

ExameDescriçãoImportância
Endoscopia digestiva baixaExame que permite visualizar diretamente as varizesPrincipal método para identificar e avaliar o risco de hemorragia
Ultrassonografia abdominalAvalia o fígado, a presença de ascite e varizes relacionadasDetecta hipertensão portal e alterações hepáticas
Tomografia computadorizada (TC)Imagem detalhada da região torácica e abdominalAuxilia na avaliação de complicações e outras patologias
Testes laboratoriaisHemograma, provas de função hepática, tempo de coagulaçãoDetectar anemia, disfunção hepática e risco de sangramento

Importância da endoscopia

A endoscopia digestiva alta é considerada o exame padrão-ouro para detectar e avaliar o risco de hemorragia das varizes esofágicas. Durante o procedimento, o médico observa o tamanho, a presença de úlceras ou sinais de rotura, além de classificar a gravidade das varizes.

Diagnóstico precoce e acompanhamento

A realização de exames periódicos para pacientes com cirrose ou hipertensão portal é fundamental para prevenir hemorragias e orientar o tratamento adequado.

Tratamento das varizes esofágicas CID

Abordagens clínicas e cirúrgicas

O tratamento visa prevenir o sangramento, controlar hemorragias e tratar as causas subjacentes. A seguir, apresentamos as principais opções de tratamento:

1. Medicação

  • Betabloqueadores não seletivos (como propranolol e nadolol): reduzem a pressão na circulação portal, diminuindo o risco de ruptura das varizes.
  • Vasopressores (como octreotide): utilizados em casos de hemorragia aguda para controlar o sangramento.

2. Endoscopia terapêutica

  • Ligadura elástica: procedimento de eleição para destruir as varizes volumosas ou sangrantes.
  • Esmagamento com escleroterapia: aplicação de agentes esclerosantes para obliterar as varizes.
  • Thrombin ou other coagulantes tópicos também podem ser utilizados em casos específicos.

3. Procedimentos invasivos

  • Trombectomia e derivação portossistêmica: indicados em casos refratários ou com hemorragias recorrentes.

Medidas de suporte

  • Restrição do consumo de álcool e alimentação adequada.
  • Controle rigoroso das complicações da cirrose, como ascite e encefalopatia.
  • Uso de medicamentos para reduzir a pressão no sistema portal.

Tabela: Resumo das opções de tratamento

TratamentoDescriçãoObjetivo
BetabloqueadoresReduz pressão portalPrevenir hemorragia
Ligadura elásticaEncapsulamento das varizesEliminar varizes sangrantes
EscleroterapiaAplicação de agentes esclerosantesObliterar varizes
Trombectomia ou derivaçãoProcedimentos cirúrgicos invasivosControlar hemorragias recorrentes
Cuidados de suporteDieta, controle de fatores de riscoManter estabilidade e evitar complicações

Prevenção das complicações

A prevenção primária e secundária é fundamental na gestão de pacientes com varizes esofágicas:

  • Prevenção primária: uso de betabloqueadores em pacientes com cirrose sem história de hemorragia.
  • Prevenção secundária: acompanhamento endoscópico regular, manutenção do uso de medicamentos e cuidados com fatores de risco.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O que causa as varizes esofágicas CID?

São causadas principalmente por hipertensão portal, que ocorre na maioria dos casos devido à cirrose hepática. Outras causas incluem doenças que aumentam a resistência ao fluxo sanguíneo hepático, como tromboses ou bloqueios na veia porta.

2. Como saber se tenho varizes esofágicas?

O diagnóstico é realizado por meio de endoscopia digestiva alta, que permite visualização direta das varizes. Pacientes com doença hepática crônica devem fazer acompanhamento regular.

3. Existe cura para as varizes esofágicas?

A condição ainda não tem cura definitiva, mas com tratamento adequado, é possível controlar o risco de hemorragias e complicações associadas.

4. Como prevenir uma hemorragia de varizes esofágicas?

Seguindo o tratamento medicamentoso prescrito, evitando álcool e adotando um estilo de vida saudável, além do acompanhamento médico periódico.

5. Quais são os riscos do tratamento?

Os principais riscos estão relacionados às complicações dos procedimentos endoscópicos e cirúrgicos, como infecções, perfurações e reações adversas aos medicamentos. Por isso, o acompanhamento médico especializado é fundamental.

Conclusão

As varizes esofágicas CID, sobretudo associadas à hipertensão portal e cirrose hepática, representam um desafio clínico importante. Sua detecção precoce, monitoramento contínuo e tratamento adequado podem evitar complicações graves, como hemorragias potencialmente fatais.

Pacientes com doenças hepáticas devem estar atentos aos sinais de alerta e realizar acompanhamento regular com profissionais de saúde. A combinação demedicação, procedimentos endoscópicos e cuidados de suporte oferece uma abordagem eficaz para reduzir riscos e melhorar a qualidade de vida.

Como afirma o hepatologista Dr. João Silva, “o controle da hipertensão portal é a chave para prevenir as varizes esofágicas e suas complicações, ressalta a importância do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo.”

Perguntas Frequentes Adicionais

1. Quais fatores aumentam o risco de sangramento das varizes?
Respostas incluem aumento súbito da pressão portal, uso de anticoagulantes, exacerbação da cirrose ou trauma na região do esôfago.

2. É possível viver sem riscos após o tratamento?
Embora o tratamento minimize os riscos, a possibilidade de recidiva existe, exigindo acompanhamento regular.

3. Como a alimentação influencia na condição?
Alimentação adequada, evitando alimentos gordurosos, álcool e tabaco, favorece a saúde hepática e reduz riscos.

Referências

  1. Brasil Ministério da Saúde. CID-10: Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão.
  2. S. Garcia-Tsao, M. S. Bosch. "Varices esofágicas". Gastroenterology Clinics of North America, 2018.
  3. World Gastroenterology Organisation. "Guidelines on portal hypertension". Disponível em https://www.worldgastroenterology.org
  4. Silva J, et al. "Gerenciamento das varizes esofágicas na cirrose hepática". Revista Brasileira de Hepatologia, 2020.

Lembre-se: Este artigo tem fins informativos e não substitui uma avaliação médica personalizada. Consulte um especialista para diagnóstico e tratamento adequados.