Varíola: O Que É, Sintomas e Prevenção em Detalhes
A varíola foi uma das doenças mais devastadoras da história da humanidade, responsável por milhões de mortes ao longo dos séculos. Embora considerada erradicada oficialmente desde 1980, ela permanece como um marco na história da medicina, além de servir como uma referência para campanhas de vacinação e controle de doenças infecciosas. Neste artigo, exploraremos em detalhes o que é a varíola, seus sintomas, formas de transmissão, métodos de prevenção, além de responder às perguntas frequentes sobre essa enfermidade histórica.
Introdução
A varíola foi uma doença viral altamente contagiosa que causou uma das maiores epidemias da história. Com a implementação de campanhas mundiais de vacinação, a doença foi completamente erradicada, sendo considerada a primeira doença a alcançar esse feito. Contudo, o entendimento da doença, seus sintomas e mecanismos de transmissão continuam relevantes, especialmente no contexto de bioterrorismo e preparação para possíveis reemergências.

Neste artigo, abordaremos:
- O que é a varíola
- Como ela é transmitida
- Quais são seus sintomas
- Medidas de prevenção
- A história da erradicação
- Questões frequentes e conclusões importantes
Vamos aprofundar o conhecimento sobre essa enfermidade que marcou a história da saúde pública mundial.
O que é a varíola?
Definição e Etiologia
A varíola é uma doença infecciosa causada pelo vírus Variola (do latim, "varíola"), que pertence ao grupo dos orthopoxvírus, o mesmo da vacina contra a varíola, além de outros vírus como o da vaccinia. O vírus da varíola foi o primeiro a ter seu genoma totalmente sequenciado, e sua história remonta há milhares de anos.
Histórico
Desde as antigas civilizações, relatos indicam a existência de uma doença semelhante à varíola. No século XVIII, o médico Edward Jenner introduziu a vacinação com vírus cowpox (vacina) como uma forma de imunização contra a varíola, marcando o início do controle da doença.
Características do vírus
O vírus da varíola apresenta duas formas principais:
- Variola major: mais grave, com maior taxa de mortalidade
- Variola minor: mais branda, com menor letalidade
Apesar da sua erradicação, o vírus permanece armazenado em laboratórios de alta segurança, sob vigilância internacional.
Como a varíola é transmitida?
Modo de transmissão
A transmissão da varíola ocorre de várias formas, sendo as principais:
- Contato direto com as lesões: contato pele a pele com as infeções
- Gotículas respiratórias: ao tossir ou espirrar, o vírus pode ser inalado por outras pessoas próximas
- Materiais contaminados: roupas, roupas de cama ou objetos pessoais contaminados pelas lesões
Período de transmissibilidade
A doença é altamente contagiosa durante o período de exibição de lesões cutâneas ativas, especialmente nos estágios iniciais, quando as bolhas estão presentes.
Tabela 1: Formas de Transmissão da Varíola
| Forma de Transmissão | Descrição | Período de Contágio |
|---|---|---|
| Contato direto com lesões | Pele a pele, contacto com feridas, bolhas ou secreções | Desde o início da erupção até a crosta se formar |
| Gotículas respiratórias | Tossir, espirrar, falar | Durante o aparecimento das lesões |
| Materiais contaminados | Roupas, roupas de cama, objetos pessoais | Enquanto as secreções estiverem presentes |
Sintomas da varíola
Etapas clínicas
A fase de manifestação da varíola ocorre em várias etapas, que podem variar em intensidade, especialmente entre Variola major e Variola minor.
1. Período de incubação
- Duração: aproximadamente 10-14 dias
- Sem sintomas visíveis, mas o vírus já se multiplica no organismo
2. Fase prodômica
- Duração: 2-4 dias
Sintomas iniciais semelhantes aos de uma gripe:
Febre alta
- Dor de cabeça intensa
- Dor muscular
- Mal-estar generalizado
- Dor nas costas
3. Fase da erupção cutânea
- Duração: 4-7 dias
Sintomas clássicos:
Mancha avermelhada que evolui para vesículas
- Vesículas se transformam em pústulas
- As pústulas formam crostas e cicatrizes
Quadro clínico completo
| Sintomas | Detalhes |
|---|---|
| Febre alta | Geralmente acima de 38,5°C |
| Mal-estar e fadiga | Sensação de cansaço extremo |
| Dor de cabeça | Intensa, muitas vezes acompanhado de dor atrás dos olhos |
| Lesões cutâneas | Erupções em rosto, mãos e braços primeiro, depois no resto do corpo |
| Lesões em vários estágios simultâneos | Diferentes fases de evolução na mesma área do corpo |
| Cicatrizes permanentes | Após a cura, podem deixar cicatrizes características |
Importância do diagnóstico precoce
O reconhecimento rápido dos sintomas é fundamental para o isolamento dos infectados, evitando a transmissão.
Prevenção da varíola
Vacinação
A vacina contra a varíola foi o método mais eficiente para prevenir a doença. Após a erradicação, a vacinação em massa foi interrompida na maior parte do mundo, mantendo-se somente programas de vacinação de emergência em alguns contextos.
Imunidade e estratégias atuais
- A vacina de segunda geração, produzida anteriormente, possui uma eficácia elevada.
- Novas vacinas estão em desenvolvimento para uso em situações específicas, como bioterrorismo.
Medidas de controle
- Isolamento de casos suspeitos
- Uso de equipamentos de proteção individual (EPIs)
- Desinfecção de ambientes contaminados
- Quarentena e rastreamento de contatos
Campanhas de vacinação
Mesmo com a erradicação, a vigilância epidemiológica permanece uma prioridade, sobretudo devido ao risco de reintrodução do vírus. Para mais informações sobre protocolos de saúde, acesse o Ministério da Saúde.
História da erradicação
O sucesso na erradicação da varíola é considerado uma das maiores conquistas da saúde pública mundial.
Campanha Global de Erradicação
- Iniciada na década de 1960, liderada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
- Uso massivo da vacina, identificação rápida de casos e isolamento
- Resultou na confirmação oficial de sua erradicação em 1980
Significado e lições aprendidas
A erradicação da varíola demonstrou que a cooperação internacional e estratégias de saúde pública coordenadas podem vencer uma doença altamente contagiosa.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. A varíola ainda existe em algum lugar do mundo?
Atualmente, o vírus da varíola está certificado como extinto na natureza, mas permanece armazenado em laboratórios sob condições de alta segurança para fins de pesquisa e defesa biológica.
2. Como saber se tenho varíola?
Os sintomas incluem febre alta, dores, e principalmente uma erupção cutânea característica com pústulas. Sempre consulte um profissional de saúde ao apresentar sinais suspeitos.
3. Qual a diferença entre varíola e catapora?
A catapora, causada pelo vírus varicela-zoster, apresenta uma erupção mais pruriginosa, com lesões em diferentes fases ao mesmo tempo, diferentemente da varíola.
4. É possível reintroduzir a doença no mundo?
Apesar da erradicação, há riscos teóricos devido ao armazenamento do vírus em laboratórios. Por isso, há rigorosos controles internacionais.
Conclusão
A varíola é uma doença que marcou a história da humanidade, levando a avanços significativos na medicina e na saúde pública. Sua erradicação, alcançada graças à vacinação em massa, destaca a importância dos programas de imunização e da vigilância epidemiológica. Mesmo extinta na natureza, a doença serve como um lembrete do potencial devastador de vírus infecciosos e da necessidade de preparação contínua contra possíveis reemergências, seja por causas naturais ou bioterrorismo.
Aprender sobre a varíola nos ajuda a valorizar as conquistas da medicina e a reforçar a importância da vacinação e da saúde coletiva.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Erradicação da Varíola
- Ministério da Saúde. História da Varíola
- World Health Organization. "Smallpox Eradication: The Beginning of the End." The Journal of Infectious Diseases, 1980.
- Fenner, F., et al. Smallpox and Its Eradication. World Health Organization, 1988.
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