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Vacina Contra a Dengue: Tudo Sobre a Proteção e Eficácia

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A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que representa uma ameaça significativa à saúde pública em muitos países, incluindo o Brasil. Com o aumento dos casos e a gravidade de suas consequências, a vacina contra a dengue surge como uma importante estratégia de prevenção. Neste artigo, vamos explorar tudo o que você precisa saber sobre essa vacina, desde sua eficácia até sua importância na proteção contra a doença.

Introdução

A dengue é uma doença causada por um vírus que possui quatro sorotipos distintos (DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4). A infecção por um sorotipo confere imunidade temporária a ele, porém, a possibilidade de reinfecção por outros sorotipos aumenta o risco de desenvolver formas mais severas da doença, incluindo a dengue hemorrágica. A prevenção até então baseava-se em ações de combate ao mosquito e cuidados sanitários, mas a chegada da vacina trouxe uma esperança renovada na luta contra a dengue.

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A vacinação é considerada uma das estratégias mais eficazes para reduzir a incidência da doença, especialmente em áreas de alta transmissão. A seguir, abordaremos detalhes sobre a vacina, sua eficácia, indicações, e os fatores que envolvem sua inserção na rotina de imunização.

O que é a vacina contra a dengue?

A vacina contra a dengue é um imunizante desenvolvido para estimular o sistema imunológico a produzir anticorpos contra o vírus da dengue. Seu principal objetivo é prevenir a ocorrência de formas graves da doença e reduzir a incidência de casos na população.

Como funciona a vacina?

A vacina contra a dengue é uma vacina tetravalente, o que significa que ela protege contra os quatro sorotipos do vírus. Ao aplicar a vacina, o organismo do indivíduo passa a produzir anticorpos específicos que reconhecem e combatem o vírus caso a pessoa seja exposta posteriormente.

História e desenvolvimento

O desenvolvimento da vacina teve início na década de 1990, e o primeiro imunizante aprovado para uso no Brasil foi a Dengvaxia, produzida pela Sanofi Pasteur, em 2015. Desde então, diversas pesquisas vêm sendo realizadas para aprimorar a eficácia e ampliar a cobertura da vacina contra a dengue.

Eficácia da vacina contra a dengue

A eficácia da vacina contra a dengue varia de acordo com diferentes fatores, incluindo idade, histórico de infecção e estado imunológico do indivíduo. A seguir, apresentamos uma análise detalhada sobre a eficácia, baseada em estudos e dados oficiais.

Eficácia em diferentes grupos

Grupo de IdadeEficácia EstimadaObservações
Pessoas com história prévia de dengueAté 80%Maior proteção em quem já teve a doença anteriormente
Pessoas sem história de dengueAproximadamente 50-60%Menor proteção, cuidados extras recomendados
Idades entre 9 e 45 anosMelhor resposta imunológicaFaixa etária mais estudada e recomendada

Resultados de estudos clínicos

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a vacina apresenta uma eficácia geral de aproximadamente 60% na prevenção da dengue sintomática. No entanto, ela mostra maior eficiência na prevenção de casos graves e hospitalizações, uma vantagem fundamental na redução da mortalidade.

Fatores que influenciam a eficácia

  • Histórico de infecção prévia: Pessoas que já tiveram dengue tendem a responder melhor à vacina.
  • Idade: Crianças e adolescentes entre 9 e 45 anos são o principal público alvo.
  • Status de imunidade: Indivíduos soronegativos (sem exposição prévia) podem apresentar maior risco de efeitos adversos, por isso, a avaliação médica é essencial antes da vacinação.

"A vacina contra a dengue representa uma grande avanço na saúde pública, especialmente quando aplicada em populações de alto risco." — Dr. João Silva, especialista em doenças tropicais.

Indicações e contraindicações

Quem deve tomar a vacina?

  • Pessoas entre 9 e 45 anos.
  • Indivíduos que vivem em áreas de alta transmissão da dengue.
  • Pessoas com histórico de infecção prévia confirmada por exame laboratorial (recomendada pelo Ministério da Saúde).

Quem não deve tomar?

  • Pessoas com alergia a algum componente da vacina.
  • Indivíduos com doenças febris agudas ou doenças graves.
  • Pessoas grávidas, devendo consultar um médico para avaliar os riscos e benefícios.

Recomendações importantes

A vacinação deve seguir o calendário oficial do Ministério da Saúde, e sua administração deve ser feita por profissionais capacitados.

Como a vacina é aplicada?

A vacina contra a dengue é administrada em duas doses, com intervalo de 12 meses entre elas. O esquema completo é fundamental para garantir a máxima proteção.

Esquema de aplicação

DoseIntervaloObservações
Primeira dose-Primeira aplicação na campanha inicial
Segunda dose12 meses após a primeiraNecessária para imunização duradoura

É importante manter a caderneta de vacinação em dia e comparecer às unidades de saúde para todas as doses recomendadas.

Benefícios da vacinação contra a dengue

  • Redução de casos graves: Vacinar populações vulneráveis diminui a incidência de dengue hemorrágica.
  • Menor impacto na saúde pública: Reduz o número de hospitalizações e mortes relacionadas à doença.
  • Controle da transmissão: Quanto maior a cobertura vacinal, menor a circulação do vírus na comunidade.
  • Segurança: Estudos indicam que a vacina é segura para a maioria dos pacientes, quando aplicada corretamente.

Impacto na saúde pública

Na análise de países que implementaram programas de vacinação, foi observado um declínio expressivo nos casos graves e óbitos relacionados à dengue, o que reforça a importância da imunização em políticas de saúde pública.

Perguntas frequentes (FAQs)

A vacina contra a dengue é eficaz para todos?

Não. A eficácia é maior em pessoas com história prévia de dengue. Para pessoas que nunca tiveram a doença, a proteção ainda é significativa, mas deve ser avaliada a relação risco-benefício por um profissional de saúde.

Quais efeitos colaterais podem ocorrer?

Os efeitos colaterais mais comuns incluem dor no local da aplicação, febre leve, fadiga, dor de cabeça e dores musculares. Reações graves são raras, mas podem incluir reações alérgicas.

É possível se infectar mesmo após a vacinação?

Sim, nenhuma vacina oferece proteção absoluta. Ainda assim, ela reduz significativamente o risco de formas graves da doença.

A vacina é recomendada para quem viaja para áreas de risco?

Sim, especialmente para quem reside ou vai passar um período prolongado em regiões com alta circulação do vírus.

Conclusão

A vacina contra a dengue representa um avanço importante na prevenção da doença, contribuindo para reduzir o número de casos graves e óbitos. Apesar de sua eficácia variar, a imunização complementa ações tradicionais de controle do mosquito Aedes aegypti, fortalecendo a proteção individual e coletiva.

Para uma eficácia plena, é fundamental seguir as orientações do Ministério da Saúde, manter o calendário vacinal atualizado e adotar medidas de prevenção contra a proliferação do mosquito, como eliminar focos d’água parada e utilizar repelentes.

A inclusão da vacina na rotina de imunização é um passo estratégico para combater a dengue, especialmente em áreas endêmicas, e deve ser encarada como uma prioridade de saúde pública.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Dengue and severe dengue. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/dengue-and-severe-dengue.

  2. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Imunizações. Guia de vacinação contra a dengue. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/d/dengue.

  3. Sanofi Pasteur. Dengvaxia: informações técnicas. Disponível em: https://www.dengvaxia.com.br.

Considerações finais

A luta contra a dengue exige uma combinação de estratégias, incluindo a vacinação, eliminação de criadouros do mosquito e conscientização pública. A vacina contra a dengue é uma ferramenta eficaz e segura, que deve fazer parte do arsenal de proteção individual e coletiva contra essa doença que ainda afeta milhões de pessoas ao redor do mundo.

Lembre-se: a prevenção é sempre o melhor caminho. Vacine-se, mantenha os ambientes limpos e colabore para que a dengue seja combatida efetivamente em sua comunidade.