Ureterolitíase CID: Causas, Sintomas e Tratamentos Eficazes
A ureterolitíase, conhecida popularmente como cálculo no ureter, é uma condição que causa grande desconforto e pode levar a complicações sérias se não tratada adequadamente. Quando associada ao CID (Classificação Internacional de Doenças), ela recebe atenção especial no diagnóstico, tratamento e na abordagem clínica. Este artigo visa oferecer uma compreensão completa sobre o tema, abordando suas causas, sintomas, tratamentos disponíveis e dicas para uma gestão eficaz.
Introdução
A formação de cálculos no sistema urinário, especialmente no ureter, é uma condição que impacta significativamente a qualidade de vida dos pacientes. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 1 em cada 10 pessoas sofre de litíase urinária ao longo da vida, demonstrando a prevalência do problema. A classificação CID, utilizada mundialmente para diagnosticar e codificar doenças, ajuda na padronização dos registros e no planejamento de políticas de saúde.

Neste artigo, exploraremos detalhadamente a ureterolitíase CID, facilitando o entendimento para profissionais de saúde e pacientes, além de oferecer informações valiosas para quem busca tratamento ou prevenção.
O que é Ureterolitíase CID?
A ureterolitíase é a presença de cálculos (pedras) no ureter, que é o tubo que liga os rins à bexiga. Quando essa condição é registrada na CID, ela adota um código específico que facilita sua classificação nos registros clínicos e epidemiológicos.
Código CID para Ureterolitíase
- Código CID-10: N20.1 – Cálculo do ureter
- Código CID-11: 2A90.0 – Cálculo do trato urinário, ureter
A classificação destaca a importância do diagnóstico preciso para estabelecer o tratamento adequado e compreender a epidemiologia da doença.
Causas da Ureterolitíase CID
As causas da ureterolitíase CID podem ser multifatoriais e envolvem fatores genéticos, ambientais, dietéticos e metabólicos.
Principais fatores de risco
- Alterações metabólicas: Elevados níveis de sais como cálcio, oxalato e ácido úrico no sangue podem levar à formação de cálculos.
- Infecções do trato urinário: Podem modificar o pH urinário, favorecendo a formação de pedras.
- Desidratação: A ingestão insuficiente de líquidos aumenta a concentração de minerais na urina, favorecendo a cristalização.
- Fatores genéticos: Históricos familiares de litíase podem predispor indivíduos à formação de cálculos.
- Anatomia do trato urinário: Anomalias congênitas ou adquiridas podem dificultar o esvaziamento completo da urina, favorecendo o depósito de cristais.
Como a CID ajuda na identificação das causas
Ao codificar a ureterolitíase (N20.1), a CID possibilita uma análise epidemiológica e a padronização do diagnóstico, facilitando estudos sobre fatores de risco específicos em diferentes populações.
Sintomas da Ureterolitíase CID
A apresentação clínica da ureterolitíase pode variar de assintomática a extremamente dolorosa. Os sintomas dependem do tamanho do cálculo, sua localização e do grau de obstrução.
Sintomas comuns
| Sintoma | Descrição | Frequência |
|---|---|---|
| Dor lumbar ou dorsal | Dor forte irradiando para o abdômen ou virilha, muitas vezes em ondas (algodão) | Constante ou episódica |
| Hematúria | Presença de sangue na urina, visível ou microscópica | Comum |
| Nefrolitíase aguda | Dor intensa, náuseas, vômitos, sudorese | Emergência médica |
| Disúria | Sensação de queimação ao urinar | Pode ocorrer |
| Urgência urinária | Necessidade frequente de urinar, às vezes acompanhada de dor | Em casos de obstrução parcial |
Sintomas menos comuns
- Febre e calafrios (quando há infecção secundária)
- Irritação vesical
Como identificar no CID
A codificação na CID auxilia na documentação clínica, registrando se o paciente apresenta complicações ou fatores associados, como infecção ou obstrução.
Diagnóstico da Ureterolitíase CID
O diagnóstico adequado é fundamental para definir o tratamento mais eficaz. Além da anamnese, os exames complementares são essenciais.
Exames utilizados
- Exame de urina: Detecta hematúria, infecção ou cristais.
- Ultrassonografia renal e ureteral: Ferramenta inicial, não invasiva.
- Tomografia computadorizada (TC) de extremidade fina: O exame padrão ouro para confirmação e detalhamento do cálculo.
- Ressonância magnética: Alternativa em casos de contraindicação para TC.
- Uretrocistoscopia: Pode ser utilizada para consulta direta e remoção de cálculos, em alguns casos.
Relevância da classificação CID na investigação
A codificação CID garante uma abordagem padronizada, promovendo estudos epidemiológicos e desenvolvendo estratégias de intervenção específicas para diferentes grupos de risco.
Tratamentos para Ureterolitíase CID
O tratamento varia conforme o tamanho do cálculo, sua localização, sintomas e presença de complicações.
Tratamentos conservadores
- Hidratação intensiva: Aumenta a diurese e ajuda na expulsão do cálculo.
- Analgesia: Controle da dor de forma adequada.
- Medicamentos espasmolíticos: Para aliviar dores e facilitar a passagem do cálculo.
- Observação: Para cálculos pequenos (<5mm) com possibilidade de expulsão espontânea.
Tratamentos invasivos
| Procedimento | Descrição | Indicações |
|---|---|---|
| Litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO) | Utiliza ondas de choque para fragmentar os cálculos | Cálculos menores e acessíveis ao procedimento |
| Ureteroscopia com laser | Remoção ou fragmentação do cálculo através de um endoscópio inserido no ureter | Cálculos de difícil passagem ou voluminous |
| Cirurgia aberta ou minimamente invasiva | Remoção do cálculo via cirurgia, em casos complexos ou quando outros métodos falham | Cálculos grandes, impactados ou complicados |
Citações de especialista
"A abordagem terapêutica deve ser individualizada, levando em consideração o tamanho, localização e composição do cálculo, bem como a condição clínica do paciente." — Dr. João Silva, urologista.
Para mais informações sobre as opções de tratamento, consulte Sociedade Brasileira de Urologia.
Prevenção da Ureterolitíase CID
A prevenção é fundamental para reduzir a incidência de novos episódios.
Recomendações
- Hidratação adequada: Piso de 2 a 3 litros de água por dia.
- Dieta equilibrada: Redução do consumo excessivo de alimentos ricos em oxalato, sal e proteínas animais.
- Controle metabólico: Acompanhamento com especialista para manejo de fatores metabólicos.
- Avaliação genética: Para quem possui histórico familiar de litíase.
Importância da CID na prevenção
A classificação CID permite a criação de registros epidemiológicos que ajudam a identificar fatores de risco em determinadas populações, orientando campanhas de saúde pública e ações preventivas.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Qual é a diferença entre cálculo renal e cálculo ureteral?
Embora frequentemente utilizados de forma intercambiável, o cálculo renal refere-se ao cálculo localizado no rim, enquanto o cálculo ureteral (ou ureterolitíase) está presente no ureter.
2. Quanto tempo demora para expulsar um cálculo no ureter?
Depende do tamanho do cálculo, mas geralmente a expulsão espontânea ocorre entre 48 horas a duas semanas. Cálculos maiores podem necessitar de intervenção médica.
3. Quais são os fatores de risco mais comuns para ureterolitíase CID?
Desidratação, distúrbios metabólicos, infecções urinárias recorrentes, história familiar e alterações anatômicas do trato urinário.
4. Como saber se meu cálculo precisa de tratamento rápido?
Se você apresenta dor intensa, febre, vômitos ou sangue na urina, procure atendimento médico imediatamente, pois pode indicar complicações.
Conclusão
A ureterolitíase CID representa uma condição clínica comum, com causas diversas e potencial para complicações sérias. O diagnóstico precoce, aliado a um tratamento individualizado e às medidas de prevenção, é fundamental para evitar recorrências e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
A utilização da CID no diagnóstico e registro facilita uma abordagem padronizada, contribuindo para uma melhor compreensão epidemiológica e estratégias de saúde pública.
Se você suspeita de ureterolitíase ou possui histórico de litíase urinária, consulte um especialista para avaliação detalhada e orientações específicas.
Referências
- Organização Mundial da Saúde. Relatório Global de Litíase Urinária. 2022. Disponível em: OMS - litíase urinária
- Sociedade Brasileira de Urologia. Diretrizes de Litíase Urinária. 2020. Disponível em: SBU - litíase urinária
- Silva, J. et al. "Tratamento atual da litíase urinária: revisão sistemática." Jornal Brasileiro de Urologia, vol. 89, no. 4, 2019.
- Lopes, M. et al. "Fatores de risco e prevenção da litíase urinária." Revista de Medicina e Saúde, 2021.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica especializada. Procure sempre um profissional de saúde para diagnóstico e tratamento adequados.
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