Ultrassom Morfológico: Quando é Realizado Durante a Gestação?
A gestação é um período de grande expectativa e cuidados especiais para as futuras mães e seus bebês. Entre os diversos exames realizados nesse período, o ultrassom morfológico ocupa um papel fundamental por fornecer informações detalhadas sobre o desenvolvimento do feto. Muitas mulheres se perguntam: "Ultrassom morfológico faz com quantas semanas?" Este artigo foi elaborado para esclarecer essa dúvida, além de abordar os principais aspectos relacionados a esse exame, sua importância, quando é recomendado e como ele contribui para a saúde do bebê.
Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), "o acompanhamento gestacional adequado envolve a realização de exames que auxiliam na detecção precoce de possíveis anomalias". Por isso, compreender o momento e a finalidade do ultrassom morfológico é essencial para uma gestação mais tranquila e segura.

O que é o Ultrassom Morfológico?
O ultrassom morfológico é um exame de imagem que avalia detalhadamente a anatomia fetal e a placenta, permitindo detectar possíveis malformações e irregularidades no desenvolvimento do bebê. Diferente do ultrassom de rotina, que verifica o funcionamento geral, o morfológico tem um foco específico na avaliação das estruturas do feto.
Objetivos do Ultrassom Morfológico
- Avaliar a anatomia fetal detalhadamente
- Detectar malformações estruturais
- Verificar o fluxo sanguíneo e a posição da placenta
- Estimar o peso do bebê
- Detectar possíveis alterações uterinas ou placentárias
Quando é realizado o ultrassom morfológico?
Período recomendado para realização
O ultrassom morfológico normalmente é realizado entre das 18ª e 24ª semanas de gestação. Essa faixa garante uma análise mais precisa das estruturas do feto, pois, nesse momento, o bebê já está suficientemente desenvolvido.
| Semana de Gestação | Motivo da realização |
|---|---|
| Entre 18 e 20 semanas | Avaliação do desenvolvimento geral e possíveis anomalias estruturais iniciais |
| Entre 21 e 24 semanas | Detecção detalhada de malformações, confirmação de resultados preliminares, avaliação do peso fetal |
Por que esse período?
Nessa fase, o feto está com uma estrutura bem formada e de fácil visualização, permitindo uma análise detalhada de órgãos principais como coração, cérebro, coluna vertebral, e membros. Além disso, o líquido amniótico está em quantidade adequada para aquisição das imagens.
Recomendações do especialista
De acordo com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), realizar o ultrassom morfológico no momento indicado otimiza a chance de identificar anomalias e planejar o acompanhamento adequado.
Como é realizado o ultrassom morfológico?
O procedimento é geralmente realizado com uma sonda transabdominal, que envia ondas sonoras para criar imagens do interior do útero. A mulher deve estar com a bexiga cheia para melhorar a visualização, o que é particularmente importante na fase inicial do exame.
Durante a avaliação, o profissional verifica:
- Anatomia do cérebro e coluna
- Face, incluindo lábios e palato
- Pescoço e tórax
- Coração
- Estômago, intestinos e bexiga
- Rins e órgãos genitais
- Extremidades superiores e inferiores
Importância do profissional especializado
A realização por um médico ou técnico em ultrassonografia capacitado garante maior precisão nos resultados e na detecção de possíveis anomalias.
Outras etapas do acompanhamento gestacional
Além do ultrassom morfológico, a gestante realiza outros exames para monitorar a saúde do bebê e da mãe:
- Ultrassom de rotina (prenatal)
- Ultrassom de Doppler
- Exames laboratoriais
- Ultrassom de amostragem do líquido amniótico (quando necessário)
- Testes genéticos, se indicado
Para quem busca informações adicionais, a Ministério da Saúde disponibiliza guias completos sobre acompanhamento gestacional.
Por que o ultrassom morfológico é tão importante?
Segundo estudos, a ultrassonografia morfológica é capaz de detectar até 70% das malformações congênitas maiores. Essa detecção precoce permite que os profissionais e os pais se preparem para o acompanhamento especial, intervenções ou até mesmo planejamento do parto, se necessário.
Benefícios do exame:
- Diagnóstico precoce de problemas de desenvolvimento
- Planejamento do parto com equipe especializada
- Orientação para possíveis intervenções pós-natal
- Tranquilidade para os pais
Perguntas frequentes (FAQ)
1. O ultrassom morfológico pode detectar todos os tipos de malformações?
Apesar de ser bastante eficiente, o ultrassom morfológico não consegue detectar todas as anomalias. Algumas deformidades podem passar despercebidas na imagem, especialmente aquelas de estrutura muito pequenas ou que se manifestam após o nascimento.
2. Preciso estar em jejum para fazer o ultrassom morfológico?
Não é necessário jejum, mas recomenda-se que a gestante tenha uma bexiga cheia, especialmente na fase inicial do exame, para melhorar a visualização das estruturas internas.
3. O ultrassom morfológico é doloroso?
Não, o procedimento é não invasivo e geralmente confortável. Algumas gestantes podem sentir um leve desconforto devido à pressão da sonda, mas nada que comprometa a realização do exame.
4. Qual a frequência recomendada para fazer o ultrassom morfológico?
Normalmente, é realizado uma única vez na gestação entre 18 e 24 semanas, mas o médico pode solicitar outros exames de rotina de acordo com o histórico da gestante.
5. O que fazer se o ultrassom detectar alguma anomalia?
O médico irá orientar sobre os próximos passos, que podem incluir exames complementares, acompanhamento especializado e discussões nos casos que necessitem de intervenção precoce.
Conclusão
O ultrassom morfológico é um exame essencial para o acompanhamento gestacional, permitindo uma avaliação precisa do desenvolvimento fetal e a detecção precoce de possíveis malformações. Geralmente realizado entre as 18ª e 24ª semanas de gestação, esse exame oferece tranquilidade e segurança tanto para os profissionais quanto para os pais.
Entender quando e por que fazer o ultrassom morfológico é fundamental para garantir o melhor cuidado ao bebê ainda na barriga da mãe. Assim, é possível planejar o nascimento com mais segurança, preparar-se para possíveis intervenções e fazer escolhas mais informadas sobre a saúde do futuro recém-nascido.
Como bem diz a Organização Mundial da Saúde (OMS), "a detecção precoce de anomalias permite que intervenções e cuidados sejam planejados de forma a minimizar riscos e melhorias na qualidade de vida".
Referências
- Ministério da Saúde. Guia de acompanhamento pré-natal. https://bvsms.saude.gov.br/
- Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). Recomendações do ultrassom morfológico.
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). Cuidados na gestação. https://www.inca.gov.br/
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Protocolos de avaliação fetal.
MDBF