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Trombofilia: O Que É, Sintomas e Tratamentos para Saúde

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A trombofilia é uma condição que pode passar despercebida na maioria das pessoas, mas que tem impactos significativos na saúde, especialmente no sistema circulatório. Entender o que é, quais os sintomas mais comuns e as opções de tratamento disponíveis é fundamental para quem busca manter uma vida saudável e prevenir complicações graves. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre trombofilia, desde sua definição até os cuidados necessários para uma vida com mais qualidade.

O que é trombofilia?

Definição de trombofilia

Trombofilia é uma condição médica que predispõe o indivíduo à formação de coágulos sanguíneos anormais, também conhecidos como trombos. Essas formações podem ocorrer em diferentes vasos sanguíneos, dificultando ou bloqueando o fluxo sanguíneo e provocando complicações sérias, como trombose venosa profunda, embolia pulmonar e acidentes vasculares cerebrais (AVCs).

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Causas da trombofilia

A trombofilia pode ser de origem genética ou adquirida. Ela ocorre quando há alterações nas moléculas responsáveis pela coagulação do sangue, dificultando o equilíbrio entre os fatores de coagulação e os mecanismos antifibrinolíticos.

Tabela 1: Causas de trombofilia

TipoExemplosDescrição
Trombofilia hereditáriaMutação no gene Fator V (Leiden), mutação na proteína CPassa de geração em geração; causas genéticas
Trombofilia adquiridaDurante gravidez, uso de anticoncepcionais, câncerDesenvolve-se ao longo da vida por fatores externos ou internos

Quem tem maior risco?

Indivíduos com histórico familiar de trombofilia, mulheres que usam anticoncepcionais ou estão grávidas, pessoas obesas, fumantes, portadoras de certos cânceres ou doenças autoimunes têm maior risco de desenvolver a condição.

Sintomas da trombofilia

A trombofilia muitas vezes é assintomática, ou seja, não apresenta sintomas evidentes até que uma complicação ocorra. Por isso, é importante ficar atento a sinais que podem indicar a formação de um trombo.

Quais são os sinais mais comuns?

  • Dor, calor e inchaço em uma perna ou braço (indicativos de trombose venosa profunda)
  • Vermelhidão na região afetada
  • Sensação de peso ou fadiga nas áreas afetadas
  • Dificuldade para respirar ou sensação de aperto no peito (quando ocorre embolia pulmonar)
  • Dor de cabeça súbita ou alteração na visão (em caso de AVC)

Diagnóstico precoce

Como os sintomas podem passar despercebidos ou serem confundidos com outras condições, a realização de exames laboratoriais e de imagem é fundamental para o diagnóstico preciso.

Tratamento da trombofilia

O tratamento visa prevenir a formação de novos coágulos e evitar complicações graves. As abordagens variam de acordo com o risco individual, a história clínica e os resultados dos exames.

Objetivos do tratamento

  • Anticoagulação sanguínea
  • Mudanças no estilo de vida
  • Controle de fatores de risco

Tratamentos disponíveis

Anticoagulantes

Medicamentos como heparina, warfarina ou novos anticoagulantes orais (NOACs) são utilizados para impedir a formação de novos coágulos.

Terapia de reposição de proteínas

Em alguns casos, pode ser indicado substituição de fatores de coagulação para pacientes com deficiência adquirida ou genética.

Mudanças no estilo de vida

  • Manter uma alimentação saudável
  • Praticar exercícios físicos regularmente
  • Evitar o tabagismo
  • Controlar o peso

Tratamento específico para trombofilia hereditária

O tratamento pode envolver o uso de anticoagulantes por um período determinado, principalmente durante episódios de risco aumentado, como gravidez, cirurgia ou repouso prolongado.

Prevenção e cuidados

A prevenção é fundamental para quem possui diagnóstico de trombofilia ou fatores de risco. Algumas medidas incluem:

  • Monitoramento regular com o clínico ou hematologista
  • Uso de medicamentos anticoagulantes conforme orientação médica
  • Controle do peso e da pressão arterial
  • Evitar o uso inadequado de anticoncepcionais sem orientação médica
  • Mobilização precoce após cirurgias ou longos períodos de repouso

Para mais informações sobre cuidados e recomendações, acesse o site do Ministério da Saúde.

Perguntas frequentes sobre trombofilia

1. A trombofilia é hereditária?

Sim, ela pode ser genética, sendo passível de transmissão de geração para geração.

2. É possível prevenir a trombofilia?

Embora a condição em si possa ser genética, é possível prevenir complicações adotando hábitos saudáveis e seguindo orientações médicas.

3. Quem deve fazer o teste para trombofilia?

Indivíduos com histórico familiar da doença, episódios recorrentes de trombose ou complicações relacionadas devem consultar um hematologista para avaliação.

4. Quais os principais riscos de não tratar a trombofilia?

Além de tromboses recorrentes, pode haver risco de embolia pulmonar, AVC e complicações graves durante gravidez.

Conclusão

A trombofilia é uma condição que exige atenção e acompanhamento médico adequado. Apesar de muitas pessoas não apresentarem sintomas claros, seu risco de desenvolver problemas de coagulação sanguínea é real e pode levar a complicações sérias se não for controlada. O diagnóstico precoce e o tratamento apropriado são essenciais para garantir a saúde e a qualidade de vida do indivíduo. Com hábitos saudáveis e acompanhamento contínuo, é possível prevenir as complicações e viver com mais segurança.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Trombofilia: Diagnóstico e Tratamento. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
  2. Sociedade Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular. Diretrizes para Trombofilia. 2020.
  3. American Society of Hematology. Hereditary Thrombophilias. Disponível em: https://www.hematology.org

"Prevenir é sempre o melhor remédio. Conhecer seu corpo e seus riscos é o primeiro passo para uma vida mais saudável."