Tromboembolia Pulmonar CID: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento
A tromboembolia pulmonar (TEP) é uma condição potencialmente grave que ocorre quando um coágulo sanguíneo, geralmente originado nas veias das pernas ou pelve, desloca-se e bloqueia uma ou mais artérias pulmonares. Esta condição pode levar a complicações sérias e à morte se não for diagnosticada e tratada precocemente. O CID (Classificação Internacional de Doenças) que rege essa condição é o I26, que descreve os episódios de embolia pulmonar, incluindo suas manifestações clínicas e fatores associados.
Este artigo abordará de forma detalhada os sintomas, o diagnóstico e o tratamento da tromboembolia pulmonar CID, além de fornecer informações essenciais para profissionais de saúde e pacientes. Nosso objetivo é esclarecer dúvidas comuns, oferecer orientações precisas e orientar sobre a importância do diagnóstico precoce.

O que é a Tromboembolia Pulmonar CID?
A CID (Classificação Internacional de Doenças) é uma ferramenta que codifica as doenças e condições de saúde, facilitando o diagnóstico, estatísticas e tratamentos. A tromboembolia pulmonar CID refere-se ao episódio de bloqueio na circulação pulmonar causado por um coágulo, frequentemente associado ao código I26.
Código CID para Tromboembolia Pulmonar
| Código CID | Descrição |
|---|---|
| I26 | Embolia pulmonar |
| I26.0 | Embolia pulmonar com infarto pulmonar |
| I26.9 | Embolia pulmonar, não especificada |
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, a TEP é uma das principais causas de morte súbita, sendo responsável por aproximadamente 10% das mortes em pacientes hospitalizados por doenças agudas.
Sintomas da Tromboembolia Pulmonar CID
Os sintomas variam de leves a graves e podem se desenvolver rapidamente. A detecção precoce é fundamental para evitar complicações fatais.
Sintomas comuns
- Dispneia súbita: dificuldade para respirar, muitas vezes inesperada.
- Dor torácica: dor aguda, que piora com a respiração profunda ou tosse.
- Taquicardia: aumento da frequência cardíaca.
- Tosse: às vezes com sangue (hemoptise).
- SatO2 baixa: redução da saturação de oxigênio no sangue.
- Anormalidades no ritmo cardíaco: palpitações, sensação de desmaio.
Sintomas graves
- Choque circulatório: pressão arterial baixa, sinais de insuficiência circulatória.
- Perda de consciência ou síncope.
- Insuficiência respiratória aguda.
Segundo Lima et al., em um estudo publicado na Revista Brasileira de Medicina, "a apresentação clínica da TEP pode variar bastante, tornando o diagnóstico desafiador, sobretudo em estágios iniciais".
Diagnóstico da Tromboembolia Pulmonar CID
O diagnóstico precoce depende da avaliação clínica detalhada, exames de imagem e marcadores laboratoriais.
Avaliação clínica
- Anamnese completa: fatores de risco como imobilização prolongada, cirurgia recente, câncer, história de trombose.
- Exame físico: sinais de insuficiência cardíaca, sinais de trombose venosa profunda.
Exames complementares
1. D-dímero
- Exame que mede produtos de degradação de coágulos fibrinosos.
- Alta sensibilidade, útil para afastar TEP em casos de baixa probabilidade clínica.
2. Angiotomografia de tórax (angio-TC)
- Exame de escolha para confirmação diagnóstica.
- Visualiza diretamente os coágulos pulmonares.
3. Ultrassonografia de membros inferiores
- Avaliação de trombose venosa profunda, que frequentemente precede a TEP.
4. Radiografia de tórax
- Pode mostrar sinais indiretos, como hipoperfusão em casos de TEP, porém é pouco específica.
Tabela de Diagnóstico da TEP
| Exame | Objetivo | Sensibilidade e Especificidade |
|---|---|---|
| D-dímero | Avaliar risco de TEP | Alta sensibilidade, baixa especificidade |
| Angio-TC de tórax | Confirmação diagnóstica | Alta sensibilidade e especificidade |
| Ultrassonografia de membros inferiores | Detectar trombose venosa profunda | Alta sensibilidade e especificidade |
| Radio de tórax | Avaliação secundária (sinais indiretos) | Baixa especificidade |
Para uma avaliação completa, é recomendado que o paciente seja avaliado por uma equipe multidisciplinar especializada.
Link externo relevante
Para conhecer mais sobre os critérios diagnósticos, acesse o site da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Tratamento da Tromboembolia Pulmonar CID
O tratamento deve ser imediato e visa dissolver o coágulo, prevenir novos episódios e tratar as complicações.
Opções terapêuticas
1. Anticoagulação
- Heparina de baixa molécula ou unfractionada: início rápido do tratamento.
- Anticoagulantes orais: warfarina, rivaroxabana, apixabana.
- Duração do tratamento: geralmente de 3 a 6 meses, podendo ser prolongado conforme o risco de recorrência.
2. Trombólise
- Uso de fatores fibrinolíticos em casos graves, com risco de vida.
- Indicado em TEP com instabilidade hemodinâmica.
3. Intervenções cirúrgicas ou procedimentos minimamente invasivos
- Trombectomia pulmonar (remoção cirúrgica do coágulo) em casos de contraindicação ou falha ao tratamento clínico.
Medidas de suporte
- Oxigenoterapia.
- Controle da pressão arterial.
- Monitoramento contínuo em unidade de terapia intensiva (UTI).
Tabela de tratamento da TEP
| Tratamento | Indicação | Riscos |
|---|---|---|
| Anticoagulação | Caso de TEP confirmada ou suspeita de risco moderado | Sangramentos, resistência ao medicamento |
| Trombólise | TEP com instabilidade hemodinâmica ou grande risco de vida | Sangramento intracraniano, outras complicações hemorrágicas |
| Cirurgia ou Trombectomia | Quando anticoagulação não é possível ou fails | Procedimentos cirúrgicos com riscos inerentes |
Link externo para referências de tratamento
Para informações atualizadas sobre protocolos, consulte o Ministério da Saúde.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual a diferença entre embolia pulmonar e trombose venosa profunda?
A trombose venosa profunda (TVP) refere-se à formação de coágulos nas veias profundas, geralmente nas pernas, que podem migrar para os pulmões, causando a embolia pulmonar. Assim, a TVP é muitas vezes a causa antecedente da TEP.
2. Quais os fatores de risco para tromboembolia pulmonar CID?
- Imobilização prolongada
- Cirurgias recentes
- Câncer
- História prévia de trombose
- Uso de contraceptivos hormonais
- Obesidade
- Fatores genéticos de coagulação
3. Como prevenir a tromboembolia pulmonar?
- Manter-se ativo, evitar imobilizações prolongadas
- Utilizar meias de compressão em cirurgias
- Controlar fatores de risco como obesidade e tabagismo
- Uso de anticoagulantes em pacientes de alto risco sob orientação médica
4. A tromboembolia pulmonar CID pode ser recorrente?
Sim, pacientes com fatores de risco não controlados ou com história anterior podem apresentar recorrência, sendo importante o acompanhamento médico contínuo e a adesão às recomendações terapêuticas.
Conclusão
A tromboembolia pulmonar CID, embora seja uma condição potencialmente fatal, tem um prognóstico favorável quando diagnosticada precocemente e tratada adequadamente. A compreensão dos sintomas, fatores de risco, métodos diagnósticos e opções de tratamento é essencial para reduzir a mortalidade associada a essa enfermidade.
Profissionais de saúde e pacientes devem estar atentos aos sinais clínicos e buscar avaliação especializada em caso de suspeita. A prevenção, por meio do controle de fatores de risco e do acompanhamento médico, desempenha papel crucial na redução da incidência de TEP.
Referências
Organização Mundial da Saúde. (2020). Relatório Global de Saúde. Disponível em: https://www.who.int/
Sociedade Brasileira de Cardiologia. (2022). Diretrizes Brasileiras de Trombose. Disponível em: https://publicacoes.cardiol.org.br/
Lima, R. S., et al. (2018). Avaliação clínica e diagnóstica da tromboembolia pulmonar. Revista Brasileira de Medicina, 75(4), 123-130.
Ministério da Saúde. (2021). Protocolos de manejo da tromboembolia pulmonar. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/
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