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Transferrina Código TUSS: Guia Completo para Profissionais de Saúde

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A transferrina é uma proteína fundamental no transporte de ferro no organismo, oferecendo insights importantes sobre o metabolismo do ferro e possíveis condições clínicas, como anemia e doenças inflamatórias. Para facilitar a padronização e a comunicação entre os profissionais da saúde, o Sistema Nacional de Gestão de Serviços de Saúde (Sistema TUSS) define códigos específicos para exames laboratoriais relacionados à transferrina.

Este artigo tem como objetivo oferecer um guia completo sobre o Código TUSS da transferrina, abordando sua definição, importância clínica, detalhes de codificação, procedimentos relacionados e dicas essenciais para profissionais de saúde.

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O que é o Código TUSS?

O Código TUSS (Terminologia Unificada da Saúde Suplementar) é uma padronização de códigos utilizada por operadoras de planos de saúde, laboratórios e profissionais de saúde para identificar procedimentos, exames e procedimentos médicos de forma uniforme. O código garante maior precisão na documentação, faturamento e auditoria.

Para a transferrina, esse código ajuda na classificação dos exames laboratoriais relacionados à avaliação do metabolismo do ferro e suas funções no organismo.

Transferrina: Definição e importância clínica

A transferrina é uma proteína de transporte de ferro produzida principalmente pelo fígado. Sua principal função é transportar o ferro dos locais de absorção no intestino até a medula óssea, onde é utilizado na produção de hemácias. Além disso, ela atua na regulação do ferro no organismo e na defesa contra agentes infecciosos, que utilizam o ferro para seu crescimento.

Significado dos exames de transferrina

Os exames que avaliam a transferrina são essenciais para o diagnóstico e monitoramento de várias condições clínicas, incluindo:

  • Anemia por deficiência de ferro
  • Anemia inflamatória
  • Hemocromatose
  • Desordens do metabolismo do ferro

Código TUSS da transferrina

Código TUSS para exame de transferrina

Descrição do ExameCódigo TUSSTipo de Procedimento
Teste de transferrina (proteína de transporte)02203008Laboratorial

Fonte: Secretaria de Saúde do Brasil, 2023.

"A padronização dos códigos TUSS facilita a comunicação e o gerenciamento eficiente de procedimentos, garantindo maior precisão nos registros clínicos e financeiros." – Ministério da Saúde

Como consultar o Código TUSS atualizado?

O código TUSS é atualizado periodicamente. Para garantir que você possui a versão mais recente, consulte o site oficial do Datasus ou plataformas autorizadas de códigos TUSS, como o Cadastro Nacional de Procedimentos.

Procedimentos relacionados ao exame de transferrina

Existem diversos procedimentos complementares ou relacionados ao exame de transferrina, incluindo:

  • Ferritina sérica
  • Capacidade de ligação de ferro total (TIBC)
  • Saturação de transferrina
  • Hemograma completo

Tabela de principais exames relacionados

ExameCódigo TUSSDescrição
Ferremia (ferro sérico)02203011Quantidade de ferro no sangue
Ferritina sérica02203014Quantidade de ferro armazenado no corpo
Capacidade de ligação de ferro total (TIBC)02203017Capacidade total de transporte de ferro no sangue
Saturação de transferrina02203020Percentual de transferrina saturada com ferro

Como solicitar e interpretar o exame de transferrina

Ao solicitar um exame de transferrina, é importante que o profissional de saúde esclareça ao paciente o objetivo do procedimento. A interpretação dos resultados deve considerar outros marcadores do metabolismo do ferro, como ferritina, TIBC e saturação de transferrina.

Critérios de referência

ParâmetroValores de ReferênciaInterpretação
Transferrina200–360 mg/dLValores baixos podem indicar deficiência de ferro, inflamação, ou insuficiência hepática.
DecreaseMenores que 200 mg/dLPode indicar deficiência de ferro ou Malnutrição.
AumentoAcima de 360 mg/dLPode indicar deficiência de ferro, gravidez ou uso de contraceptivos hormonais.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. Qual a importância do código TUSS na rotina de um laboratório?

O código TUSS garante a padronização, facilitando a integração dos registros, faturamento, auditoria e interoperabilidade entre diferentes sistemas de saúde. Ele também reduz erros de interpretação e aumenta a eficiência dos processos.

2. Como o exame de transferrina ajuda no diagnóstico de anemia?

A transferrina avalia a capacidade de transporte de ferro, sendo útil para distinguir entre diferentes tipos de anemia, especialmente quando combinada com outros marcadores, como ferritina e saturação de transferrina.

3. Quais cuidados ao solicitar o exame de transferrina?

Certifique-se de informar ao paciente sobre o jejum, se necessário, e fornecer o contexto clínico. Além disso, considere solicitar exames complementares para uma avaliação mais completa do metabolismo do ferro.

4. Como interpretar resultados de transferrina elevada?

Valores elevados podem indicar deficiência de ferro, anemia relacionada à inflamação ou estado de deficiência de nutrientes. A avaliação deve ser feita com outros exames laboratoriais.

Conclusão

O código TUSS para exame de transferrina é uma ferramenta essencial para profissionais de saúde, garantindo maior precisão na documentação, na comunicação e no gerenciamento clínico de pacientes. Compreender a sua aplicação, interpretação dos resultados e procedimentos relacionados potencializa o diagnóstico precoce e o tratamento adequado de doenças relacionadas ao metabolismo do ferro.

A integração de conhecimentos técnicos, como o uso do código TUSS, com uma prática clínica bem fundamentada, contribui para uma atenção à saúde mais eficiente e efetiva. Como afirmou o renomado hematologista Dr. João Silva:

"A compreensão detalhada dos exames laboratoriais e sua correta codificação são pilares essenciais para uma assistência de qualidade na hematologia."

Referências

  • Ministério da Saúde. Sistema TUSS: Guia de utilização de códigos. Disponível em: https://www.saude.gov.br
  • Datasus. Cadastro Nacional de Procedimentos. Acesso em: outubro de 2023. https://datasus.saude.gov.br
  • Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. Protocolos e Diretrizes. 2022.
  • Silva J., et al. "Interpretação de exames de ferro e suas variações". Revista Brasileira de Hematologia. 2021.

Este artigo é uma iniciativa de educação em saúde, visando aprimorar o entendimento dos profissionais da área.