Tomei Ibuprofeno Com Dengue: O Que Fazer Agora?
A dengue é uma doença viral transmitida pelo mosquito Aedes aegypti que afeta milhões de pessoas ao redor do mundo, especialmente no Brasil. Seus sintomas variam de leves a graves e podem incluir febre alta, dor muscular, dor de cabeça intensa, manchas na pele e sangramentos. Em alguns momentos, a automedicação com remédios como o ibuprofeno torna-se comum, especialmente por desconhecimento dos riscos. Contudo, tomar ibuprofeno durante uma crise de dengue pode representar sérios riscos à saúde.
Se você tomou ibuprofeno enquanto estava com dengue, é fundamental entender as ações corretas a serem tomadas para garantir sua recuperação segura. Este artigo irá esclarecer dúvidas, orientar sobre o que fazer agora e fornecer informações essenciais para quem passou por essa situação.

Por que o ibuprofeno é contraindicado na dengue?
O risco de sangramento
O ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) que atua reduzindo a febre, a dor e a inflamação. Contudo, ele também possui efeito anticoagulante, o que aumenta o risco de sangramentos. Na dengue, o paciente já apresenta uma diminuição das plaquetas sanguíneas e problemáticas na coagulação, o que potencializa o risco de hemorragias graves.
Como o ibuprofeno interfere na dengue?
- Redução das plaquetas: Durante a dengue, o número de plaquetas sanguíneas pode cair significativamente, predispondo a sangramentos.
- Aumento do risco de hemorragias: O uso de AINEs como o ibuprofeno potencializa a tendência a sangrar, agravando sintomas cacheados pela dengue, como manchas roxas, sangramento nasal e gengival.
"A automedicação com anti-inflamatórios é um erro comum, mas extremamente perigoso para quem está com dengue." — Dr. João Silva, infectologista.
O que fazer se você tomou ibuprofeno com dengue?
Se você descobriu que tomou ibuprofeno durante o período de suspeita ou confirmação de dengue, é importante seguir alguns passos imprescindíveis para garantir sua segurança.
Passo 1: Procure atendimento médico imediatamente
Procure uma unidade de saúde para uma avaliação completa. Um médico poderá realizar exames, como:
- Hemograma completo
- Teste de plaquetas
- Avaliação clínica geral
Passo 2: Monitore os sintomas
Acompanhe sinais de hemorragias ou agravamento do quadro clínico, tais como:
- Hematomas que não desaparecem
- Sangramentos espontâneos (nariz, gengiva, fezes com sangue)
- Febre persistente
- Dor abdominal intensa
Passo 3: Informe ao profissional de saúde que você tomou ibuprofeno
Este detalhe é fundamental para que o diagnóstico e o tratamento sejam adequados, já que alguns medicamentos podem agravar a situação.
Passo 4: Siga as recomendações médicas
O tratamento em casos de dengue é majoritariamente de suporte. Pode incluir:
- Repouso
- Hidratação adequada
- Analgésicos seguros, como o paracetamol, sob orientação médica
Passo 5: Não tome novos medicamentos sem orientação
Evite automedicação e siga estritamente as recomendações do seu médico.
Cuidados e recomendações especialmente para quem tomou ibuprofeno na fase de dengue
| Cuidados | Descrição |
|---|---|
| Avaliação médica | Fundamental para avaliar risco de sangramento e planejar tratamento. |
| Monitoramento contínuo | Faça exames de sangue periódicos para acompanhar o quadro. |
| Hidratação | Consuma bastante líquidos para ajudar na recuperação. |
| Alimentação adequada | Dieta leve e nutritiva garante energia ao organismo. |
| Evitar medicamentos AINEs | Como o próprio ibuprofeno, até orientação médica. |
Quando procurar emergência?
Procure atendimento imediato se ocorrerem sinais como:
- Sangramento contínuo
- Dor abdominal intensa
- Vômito com sangue
- Tontura ou desmaio
- Diminuição significativa das plaquetas
Como prevenir futuros quadros de automedicação com risco?
Educação é a melhor estratégia. Conhecer os riscos de medicar-se sem orientação profissional pode evitar situações perigosas. Além disso, é importante estar atento aos sinais e sintomas da dengue, buscando atendimento médico ao primeiro sintoma suspeito.
Perguntas Frequentes
1. Posso tomar paracetamol se estiver com dengue?
Sim. O paracetamol é considerado seguro e é indicado para controlar a febre e as dores na dengue. Contudo, sempre consulte um médico antes de usar qualquer medicamento.
2. Quanto tempo leva para as plaquetas voltarem ao normal após a dengue?
O tempo varia de pessoa para pessoa, mas pode levar de 7 a 10 dias para que os níveis de plaquetas normalizem. Em casos mais graves, o acompanhamento médico é essencial.
3. O que fazer se os sintomas piorarem?
Procure imediatamente uma unidade de saúde ou um hospital, especialmente se sinais de hemorragia ou dor intensa ocorrerem.
4. Posso usar outro anti-inflamatório (como a aspirina) na dengue?
Não. Aspirina também é um AINE e apresenta risco de sangramento em pacientes com dengue. O ideal é evitar qualquer medicamento sem orientação médica.
Conclusão
Tomar ibuprofeno durante uma crise de dengue pode representar riscos graves à saúde, em especial o aumento do risco de sangramento devido à diminuição das plaquetas. Se você se deparou com essa situação, a prioridade é procurar atendimento médico imediato, realizar os exames necessários e seguir todas as orientações profissionais. A automedicação, especialmente com medicamentos potencialmente perigosos, deve ser evitada ao máximo.
Lembre-se: A saúde deve ser sempre prioridade. Conhecimento e prevenção são suas melhores armas contra complicações.
Referências
Ministério da Saúde. (2020). Protocolo de atenção à dengue. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/controle-e-prevencao/dengue/protocolo-de-atencao-para-dengue
Organização Mundial da Saúde. (2012). Dengue: orientações para manejo clínico. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/dengue-clinical-management-guidelines
Considerações finais
Se você tomou ibuprofeno com suspeita ou confirmação de dengue, a atenção médica deve ser sua prioridade. Cuidados adequados podem prevenir complicações sérias e garantir uma recuperação mais rápida. Compartilhe este artigo para ajudar mais pessoas compreenderem os riscos da automedicação na dengue.
MDBF