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Todos os Pânicos: Entenda suas Causas e Como Superá-los

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O pânico é uma reação emocional intensa que pode surgir de maneira repentina e sem aviso prévio. Todos, em algum momento da vida, podem experimentar episódios de medo extremo, ansiedade ou sensação de perigo iminente. Esses momentos, conhecidos como ataques de pânico, afetam a qualidade de vida de muitas pessoas e podem estar ligados a diversas causas físicas, psicológicas ou ambientais. Conhecer os diferentes tipos de pânicos, suas causas e estratégias para superá-los é fundamental para quem busca uma vida mais equilibrada e livre do medo constante.

Este artigo tem como objetivo explicar detalhadamente todos os tipos de pânicos, suas origens, sintomas e formas de lidar com eles, além de oferecer orientações práticas e fundamentadas para melhorar sua saúde mental.

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O que é um ataque de pânico?

Antes de aprofundar os tipos de pânicos, é importante entender o que caracteriza um ataque de pânico. Segundo a psicóloga clínica Dra. Ana Paula Oliveira, “o ataque de pânico é uma manifestação súbita de medo intenso, acompanhado de sintomas físicos como taquicardia, sudorese, tremores, sensação de falta de ar e medo de morrer ou enlouquecer”.

Ele pode durar entre alguns segundos até cerca de 30 minutos e costuma surgir de forma inesperada. Essas crises muitas vezes deixam a pessoa exausta, assustada e com medo de enfrentá-las novamente.

Tipos de pânicos

Existem diferentes tipos de pânicos, dependendo da sua origem, frequência e contexto. A seguir, apresentamos os principais.

Pânico de ansiedade ou transtorno de ansiedade generalizada (TAG)

Este tipo de pânico está relacionado a uma preocupação constante e excessiva com diversas áreas da vida, como finanças, saúde ou relacionamentos.

Pânico de ansiedade aguda

Caracterizado por episódios repentinos e intensos de medo, muitas vezes desencadeados por situações específicas, como falar em público, altura ou lugares fechados.

Pânico por fobia específica

Associado a uma fobia particular, esse pânico ocorre quando a pessoa enfrenta ou pensa em um objeto ou situação específica, como aranhas, voar ou injeções.

Pânico de crise de ansiedade

Um episódio que muitas vezes se apresenta dentro de uma crise de ansiedade, marcando momentos de descontrole emocional e físico.

Pânico noturno ou terror noturno

Ocorre durante o sono, levando o indivíduo a acordar assustado com sensação de angústia, sudorese e dificuldade para dormir.

Tipo de PânicoFrequênciaQuando ocorreSintomas principais
Ansiedade GeneralizadaDiáriaPersistente ao longo do tempoPreocupação excessiva, fadiga, irritabilidade
Ataque de PânicoEsporádicoSem aviso, súbitoTaquicardia, sensação de morte, falta de ar
Fobia EspecíficaSituacionalAo enfrentar objeto/situação específicaMedo intenso, suor, tremores, tentativa de evitar a situação
Crise de AnsiedadeFrequenteDurante o diaSensação de descontrole, sensação de morte, tontura
Terror NoturnoNoturnoDurante o sonoSudorese, sensação de pavor, sensação de estar sendo perseguido

Causas dos pânicos

As causas dos ataques de pânico podem variar bastante, englobando fatores biológicos, psicológicos e ambientais. Conhecer a origem de cada um é fundamental para tratar e prevenir recorrências.

Causas biológicas

  • Desequilíbrios químicos no cérebro, especialmente em neurotransmissores como serotonina, norepinefrina e GABA;
  • Predisposição genética, onde casos familiares mostram maior propensão;
  • Condições médicas, como hipertensão, distúrbios cardíacos ou respiratórios.

Causas psicológicas

  • Traumas ou experiências negativas na infância;
  • Altos níveis de estresse contínuo;
  • Transtornos mentais, como depressão e transtorno de ansiedade generalizada;
  • Perfeccionismo e baixa autoestima refletindo em insegurança.

Causas ambientais

  • Situações de grande impacto emocional, como perda de um ente querido;
  • Stress relacionado ao trabalho, finanças ou relacionamentos;
  • Consumo de substâncias estimulantes, como cafeína ou drogas ilícitas;
  • Eventos traumáticos, como acidentes ou acidentes de trabalho.

Como superar os pânicos

Superar o medo de ataques de pânico envolve uma combinação de estratégias físicas, emocionais e terapêuticas. A seguir, apresentamos as principais dicas para enfrentar e conviver com esses momentos.

Técnicas de respiração

A respiração controlada é uma ferramenta eficiente para reduzir rapidamente os sintomas durante uma crise.

  • Inspire lentamente pelo nariz, contando até 4;
  • Segure a respiração por 4 segundos;
  • Expire lentamente pela boca, também contando até 4;
  • Repita o ciclo até sentir que o pânico diminuiu.

Terapia cognitivo-comportamental (TCC)

A TCC é uma das abordagens mais recomendadas para tratar transtornos de ansiedade e pânicos. Ela auxilia o paciente a identificar pensamentos distorcidos e substituí-los por outros mais realistas.

Medicações

Em alguns casos, especialmente quando o pânico é frequente ou severo, o médico pode prescrever antidepressivos ou ansiolíticos temporariamente, sempre sob orientação profissional.

Mudanças no estilo de vida

  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Manter uma rotina de sono equilibrada;
  • Evitar cafeína, bebidas alcoólicas e drogas;
  • Buscar momentos de lazer e descontração.

Terapias alternativas e complementares

  • Yoga e meditação;
  • Acupuntura;
  • Aromaterapia.

Como prevenir novos episódios

A prevenção de ataques envolve a prática contínua de técnicas de gerenciamento de estresse, o acompanhamento psicológico e o fortalecimento emocional. Algumas recomendações adicionais incluem:

  • Manter uma alimentação equilibrada;
  • Evitar situações que já tenham causado crises anteriormente, até que a pessoa esteja mais preparada para enfrentá-las;
  • Buscar suporte social com amigos, familiares ou grupos de apoio.

Perguntas Frequentes

1. Como saber se estou tendo um ataque de pânico ou um problema cardíaco?

Resposta: Ambos podem apresentar sintomas semelhantes, como dor no peito, taquicardia e sensação de falta de ar. É fundamental procurar atendimento médico imediato para descartar problemas cardíacos. Caso o diagnóstico seja de ataque de pânico, as orientações de controle e tratamento podem ser adotadas sob supervisão médica.

2. O pânico desaparece sozinho ou é necessário tratamento?

Resposta: Embora alguns episódios possam passar sem intervenção, o tratamento especializado aumenta significativamente as chances de conviver bem com os ataques e reduzir sua frequência.

3. Quem tem antecedentes familiares de pânico está mais propenso a desenvolvê-lo?

Resposta: Sim, a predisposição genética é um fator importante na manifestação de transtornos de ansiedade e ataques de pânico.

4. É possível viver sem medo de pânico?

Resposta: Com o tratamento adequado, técnicas de gerenciamento emocional e mudanças no estilo de vida, muitas pessoas conseguem reduzir drasticamente a frequência e intensidade dos ataques e, assim, retomar uma vida normal.

Conclusão

Os todos os pânicos representam um desafio emocional e físico que pode impactar significativamente a qualidade de vida de quem os vivencia. Compreender suas causas, reconhecer os sintomas e buscar as estratégias corretas para enfrentá-los são passos essenciais para superá-los.

A chave para uma vida mais tranquila está na combinação de tratamento psicológico, suporte emocional, mudanças de hábitos e técnicas de autocuidado. Lembre-se: você não está sozinho e há caminhos eficazes para superar o medo e recuperar o controle de sua vida.

"A coragem não é a ausência do medo, mas a capacidade de agir apesar dele." — Desconhecido

Se você enfrenta episódios frequentes de pânico ou ansiedade, procure ajuda profissional e invista na sua saúde mental.

Referências

  • American Psychiatric Association. DSM-5: Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed, 2014.
  • Ministério da Saúde. Guia de Saúde Mental. Brasília: Ministério da Saúde, 2020.
  • Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Transtornos de ansiedade. Disponível em: www.abp.org.br.

Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um profissional da saúde mental. Caso apresente sintomas de pânico, procure um especialista para avaliação e tratamento adequado.