Todos os CID: Guia Completo Para Classificação de Doenças
A classificação de doenças é fundamental para a saúde pública, diagnóstico clínico, estatísticas epidemiológicas e pesquisa científica. No Brasil, o sistema de classificação mais amplamente utilizado é o CID – Código Internacional de Doenças, mantido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Desde sua criação, o CID passou por várias atualizações, sendo a mais recente a CID-11, lançada em 2018 e adotada oficialmente pela OMS em 2022.
Este guia completo oferece uma visão aprofundada sobre o sistema CID, suas versões, categorias, aplicações práticas e importância para profissionais de saúde, pesquisadores e interessados na área.

O que é o CID?
O Código Internacional de Doenças (CID) é uma ferramenta padronizada que permite classificar e codificar doenças, sinais, sintomas, causas externas de lesões, condições de saúde e fatores que influenciam a saúde do indivíduo. Sua adoção garante uniformidade na documentação clínica, transparência em registros de saúde pública e facilita o intercâmbio de informações entre diferentes sistemas de saúde ao redor do mundo.
História do CID
- De 1893 a 1948: Primeiras versões, iniciadas pela Associação Médica Americana.
- 1948: Lançamento oficial do CID-6 pela OMS.
- 1990: Publicação do CID-10, amplamente utilizado até hoje.
- 2022: Implementação do CID-11, com melhorias tecnológicas e de abrangência.
Importância do CID
- Padronização na documentação clínica.
- Auxílio na gestão de recursos de saúde.
- Facilitação de pesquisas epidemiológicas.
- Apoio na formulação de políticas públicas de saúde.
- Código para autorização de procedimentos e planos de saúde.
Estrutura do CID
O CID é organizado em capítulos, categorias, subcategorias e códigos alfanuméricos. Essa estrutura permite uma classificação detalhada e específica para cada condição de saúde.
Capítulos do CID
| Capítulo | Descrição | Exemplos |
|---|---|---|
| Capítulo I | Algumas doenças infecciosas e parasitárias | HIV, Tuberculose |
| Capítulo II | Neoplasias | Câncer de pulmão, Melanoma |
| Capítulo III | Doenças do sangue e dos órgãos hematopoéticos | Anemia, Leucemia |
| Capítulo IV | Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas | Diabetes, Distúrbios da tireoide |
| Capítulo V | Transtornos mentais e comportamentais | Ansiedade, Depressão |
| Capítulo VI | Doenças do sistema nervoso | AVC, Epilepsia |
| Capítulo VII | Doenças do sistema circulatório | Hipertensão, Infarto |
| Capítulo VIII | Doenças do sistema respiratório | Asma, Pneumonia |
| Capítulo IX | Doenças do sistema digestivo | Gastrite, Hepatite |
| Capítulo X | Doenças da pele e do tecido subcutâneo | Psoríase, Acne |
| Capítulo XI | Doenças do aparelho osteomuscular e tecido conjuntivo | Artrite, Osteoporose |
| Capítulo XII | Doenças do sistema geniturinário | Cistite, Síndrome do Ovário Policístico |
| Capítulo XIII | Gravidez, parto e puerperio | Gestação, Pós-parto |
| Capítulo XIV | Condições perinatais | Parto prematuro, complicações neonatais |
| Capítulo XV | Congenitas, deformidades e anomalias cromossômicas | Malformações congênitas |
| Capítulo XVI | Doenças do sistema imunológico | HIV/AIDS, Reações alérgicas |
(Tabela extraída do site oficial da OMS)
Como o CID é utilizado na prática clínica e na saúde pública
O uso do CID é imprescindível na documentação do prontuário clínico, no preenchimento de formulários de procedimentos, na autorização de cirurgias, exames e tratamentos, além do envio de dados para órgãos estatísticos e de vigilância epidemiológica como o DATASUS.
Aplicações do CID
- Diagnóstico: Classificação padronizada para registros médicos.
- Billing (faturamento): Código para justificativa de procedimentos e procedimentos ambulatoriais.
- Epidemiologia: Seguimento de doenças, surtos e tendências populacionais.
- Pesquisa científica: Análise de dados e estudos clínicos.
Vantagens do uso do CID
- Maior precisão no registro dos casos.
- Comparabilidade internacional de dados.
- Otimização do planejamento em saúde.
- Identificação de áreas prioritárias para intervenção.
A importância da atualização do CID
A cada nova versão, o CID incorpora avanços científicos, inclusão de novas doenças e atualização de categorias existentes. A mudança para o CID-11 trouxe melhorias como maior abrangência, tecnologia digital e interface mais amigável, facilitando sua implementação em softwares de prontuário eletrônico.
Como consultar o CID
Existem várias plataformas online para consulta rápida do código CID, como o Site Oficial da OMS e softwares de gestão de saúde que integram o sistema CID. O profissional de saúde deve estar atento às atualizações para garantir o uso correto.
Perguntas Frequentes
1. Qual a diferença entre CID-10 e CID-11?
A CID-11 é a versão mais atualizada, com melhorias na estrutura, maior detalhamento e compatibilidade digital. Enquanto a CID-10 é amplamente utilizada, a CID-11 oferece maior precisão e recursos tecnológicos avançados.
2. Como saber o código CID correto para uma doença?
O profissional deve consultar as diretrizes clínicas e usar ferramentas de apoio, como plataformas de consulta online, além de seguir as recomendações do sistema de saúde e das normas estabelecidas.
3. O CID é utilizado apenas por médicos?
Embora seu uso primário seja na área médica, outros profissionais envolvidos na gestão de saúde, como agentes de saúde, gestores públicos e pesquisadores, também utilizam o CID para análise de dados e planejamento.
4. Como o CID impacta o tratamento do paciente?
O código CID não influencia diretamente o tratamento, mas garante uma documentação correta da condição, facilitando o acompanhamento, controle financeiro e epidemiológico.
Conclusão
O sistema de codificação CID desempenha papel vital na organização, registro e análise das condições de saúde em todo o mundo. Sua evolução contínua reflete o avanço na compreensão das doenças e a necessidade de ferramentas cada vez mais precisas para enfrentar os desafios da saúde pública.
Para profissionais de saúde, é imprescindível manter-se atualizado com as versões do CID e utilizá-las corretamente no dia a dia. Assim, contribuímos para uma atenção mais eficiente e uma gestão de recursos mais inteligente.
Como afirmou a Organização Mundial da Saúde:
"A classificação clínica deve facilitar a comunicação entre profissionais e organizações, apoiando decisões informadas e melhorias contínuas na assistência à saúde." (OMS, 2018).
Referências
- Organização Mundial da Saúde. ICD-11: Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. 2018. Disponível em: https://icd.who.int/browse11/l-m/en
- Ministério da Saúde. Sistema de Classificação de Doenças (CID-10). Disponível em: https://portaldocid.saude.gov.br/
- World Health Organization. ICD-10 Version for Mantoux. 2016.
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