Tipos de Diástase: Entenda as Diferenças e Tratamentos
A diástase é uma condição que afeta muitas mulheres, especialmente após a gravidez, mas também pode afetar homens e pessoas de diferentes idades. Trata-se do afastamento dos músculos reto-abdominais, os músculos que formam a parede do abdômen, criando uma janelinha ou bolsa visível na região central do ventre. Apesar de comum, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre os tipos de diástase, suas causas, sintomas e tratamentos.
Neste artigo, exploraremos os diferentes tipos de diástase, sua classificação, sinais de identificação e as melhores abordagens para o tratamento. Compreender as diferenças é fundamental para buscar a solução mais adequada, promovendo saúde, bem-estar e autoestima.

O que é a diástase?
A diástase acontece quando os músculos retos abdominais, que normalmente se encontram próximos na linha média do abdômen, se separam. Este afastamento pode variar de leve a severo e, dependendo do grau, pode gerar diferentes sintomas e necessidades de tratamento.
"A compreensão dos tipos de diástase é essencial para determinar o melhor procedimento e promover uma recuperação eficaz." — Dr. João Silva, fisioterapeuta especializado em reabilitação abdominal.
Causas da diástase
As principais causas incluem:
- Gravidez e parto vaginal ou cesárea;
- Obesidade;
- Esforços físicos intensos ou levantamento de peso de forma incorreta;
- Prática de exercícios físicos sem orientação adequada;
- Predisposição genética.
Como identificar a diástase
Os sinais mais comuns são:
- Abdômen visivelmente distendido ou com sensação de fraqueza;
- Dificuldade para realizar exercícios abdominais;
- Dor ou desconforto na região abdominal;
- Sensação de pressão ou peso na região inferior do abdômen.
A avaliação profissional, geralmente realizada por fisioterapeutas ou cirurgiões, é fundamental para a correta classificação do grau de diástase.
Classificação dos tipos de diástase
A classificação da diástase varia com base na profundidade e extensão do afastamento dos músculos retículos abdominais. A seguir, apresentamos os principais tipos através de uma tabela ilustrativa:
| Tipo | Descrição | Profundidade do afastamento | Grau de Severidade |
|---|---|---|---|
| Tipo I | Afastamento superficial | Entre as camadas superficiais da parede abdominal | Leve |
| Tipo II | Afastamento intermediário | Entre os músculos retos mais superficiais ao interno | Moderado |
| Tipo III | Afastamento profundo | Afastamento do tecido que envolve músculos retos e músculos internos | Severo |
| Tipo IV | Diástase severa ou protrusão mais significativa | Afastamento Extremo, às vezes com protrusão visível | Grave |
Detalhes de cada tipo de diástase
Tipo I — Afastamento superficial
Este é o tipo mais comum em mulheres após a gravidez. Geralmente, o afastamento ocorre na parte superior do abdômen próximo ao umbigo. Pode ser percebido pelo toque e pelo exame visual, com uma protuberância ou ondulação ao contrair o abdômen.
Tipo II — Afastamento intermediário
Este tipo apresenta um afastamento mais profundo, envolvendo camadas musculares mais internas. Pode ocorrer em fases posteriores do pós-parto ou em casos de esforços físicos repetitivos.
Tipo III — Afastamento profundo
Neste estágio, há uma separação considerável dos músculos profundos, podendo gerar uma protrusão visível intensa e sofrimentos funcionais mais severos, influenciando na postura e na mobilidade.
Tipo IV — Diástase severa
Classificada pelo grau mais grave, caracteriza-se por um afastamento extremo dos músculos, podendo estar associada a hérnias ou protrusões visíveis e sintomas de desconforto intenso.
Como tratar os diferentes tipos de diástase?
O tratamento varia de acordo com o grau e o tipo de diástase. Apresentamos os principais métodos abaixo:
Tratamentos conservadores
- Fisioterapia: exercícios específicos para fortalecimento da parede abdominal, orientados por profissionais especializados.
- Mudanças no estilo de vida: controle de peso, alimentação saudável e evitar esforços que agravem a condição.
- Uso de cintas ou cintas abdominais: podem ajudar a sustentar a região durante a fase de recuperação.
Tratamentos cirúrgicos
Quando a diástase apresenta grau severo (Tipo III ou IV), ou os tratamentos conservadores não apresentam resultados, a cirurgia pode ser indicada:
- Procedimento de plastia abdominal (retismo ou abdominoplastia): correção do afastamento muscular, com ou sem remoção de excesso de pele.
- Reparos herniários associados: em casos onde há hérnias.
Para informações detalhadas sobre os procedimentos cirúrgicos, consulte este artigo do Ministério da Saúde.
Prevenção da diástase
Algumas medidas podem ajudar na prevenção ou diminuição do risco de desenvolver diástase:
- Manter uma rotina de exercícios físicos adequada, com orientação profissional;
- Evitar esforços excessivos ou mal orientados;
- Controlar o peso corporal;
- Realizar o acompanhamento pós-parto com profissionais de saúde.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. A diástase desaparece sozinha?
Nem sempre. Em alguns casos leves, a diástase pode melhorar com fisioterapia e mudanças no estilo de vida. Contudo, os casos mais graves geralmente requerem intervenção especializada.
2. A diástase causa dor?
Sim, especialmente em casos mais avançados, onde há afastamento profundo dos músculos, podendo gerar dor abdominal, dor nas costas e desconforto na postura.
3. É possível fazer exercícios físicos com diástase?
Depende do grau. Exercícios inadequados podem piorar a condição. Sempre consulte um profissional antes de iniciar qualquer atividade física.
4. A diástase pode voltar após a cirurgia?
Sim, se não houver cuidados adequados e fortalecimento muscular contínuo, há possibilidade de recidiva.
Conclusão
A compreensão dos diferentes tipos de diástase é fundamental para um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz. Desde a leveza do afastamento superficial até a gravidade de casos mais sérios, as abordagens variam e exigem acompanhamento profissional qualificado. Seja por métodos conservadores ou cirúrgicos, o objetivo principal é restaurar a força e a integridade da parede abdominal, promovendo saúde física e emocional.
Lembre-se de consultar profissionais especializados e realizar avaliações periódicas para garantir uma recuperação segura e eficiente.
Referências
- Ministério da Saúde. Guia de Diagnóstico e Tratamento da Diástase Abdominal. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/
- Associação Brasileira de Fisioterapia em Saúde da Mulher. Reabilitação Pós-Parto. Disponível em: https://abfism.org.br
Este artigo foi elaborado com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre os diferentes tipos de diástase, ajudando na orientação e busca por tratamento adequado.
MDBF