Teste de Contato: Quais São as 30 Substâncias Avaliadas?
O teste de contato é uma ferramenta fundamental na área de alergologia, dermatologia e toxicologia para identificar quais substâncias podem causar reações alérgicas ou irritativas na pele. Compreender as substâncias avaliadas nesse teste é essencial tanto para profissionais de saúde quanto para pacientes que buscam entender melhor suas alergias e sensibilizações. Este artigo traz uma análise detalhada das 30 substâncias avaliadas no teste de contato, explicando seus efeitos, usos comuns e importância na avaliação de reações cutâneas.
O que é o teste de contato?
O teste de contato consiste na aplicação de pequenas quantidades de substâncias na pele do paciente, normalmente na região das costas, para verificar se há reações adversas. É um método diagnóstico que ajuda a identificar agentes alérgicos específicos, como conservantes, fragrâncias, metais, entre outros.

Segundo a Sociedade Brasileira de Alergia e Immunologia (SBAI), "o teste de contato é uma ferramenta clínica indispensável para o diagnóstico de dermatite de contato alérgica, contribuindo para a gestão eficaz das alergias ocupacionais e de rotina."
Quais são as 30 substâncias avaliadas no teste de contato?
As substâncias avaliadas no teste de contato abrangem uma variedade de compostos químicos, metais, conservantes e fragrâncias comuns que causam sensibilização na pele. A seguir, apresentamos uma tabela com as 30 substâncias mais frequentemente utilizadas nesse exame:
| Número | Substância | Categoria | Uso Comum |
|---|---|---|---|
| 1 | Ni (Níquel) | Metal | Jóias, botões, acessórios |
| 2 | Cobalt | Metal | Cerâmicas, pigmentos |
| 3 | BHT (Butil Hidroxitolueno) | Conservante | Alimentos, cosméticos |
| 4 | Formaldeído | Conservante, fixador | Cosméticos, produtos de limpeza |
| 5 | Fragrância | Composto químico | Perfumes, produtos de higiene |
| 6 | Parabenos | Conservante | Cosméticos, cremes |
| 7 | Borato de sódio | Conservante | Cosméticos, detergentes |
| 8 | Epoxy resinas | Resinas plásticas | Pisos, encanamentos |
| 9 | Miristicina | Fragrância | Perfumes, cosméticos |
| 10 | Marina (Morinda citrifolia) | Fragrância | Cosméticos, perfumes |
| 11 | Cromo hexavalente | Metal | Couros, tintas |
| 12 | Parafenilenodiamina (PPD) | Corantes | Tintas, cabelo, tinturas |
| 13 | Resina de formaldeído | Fixador, conservante | Cosméticos |
| 14 | Kathon CG | Conservante | Cosméticos, produtos de limpeza |
| 15 | Linalol | Fragrância | Cosméticos, perfumes |
| 16 | Eugenol | Fragrância | Cosméticos, óleos essenciais |
| 17 | Cresol | Conservante, solvente | Produtos de limpeza |
| 18 | Colofônia | Resina natural | Cosméticos, adesivos |
| 19 | Acrilato | Monômero | Próteses, lentes de contato |
| 20 | Pinho | Conservante, fragrância | Cosméticos, produtos de limpeza |
| 21 | Quartenário do amônio | Conservante | Produtos de limpeza, higiene pessoal |
| 22 | Formaldeído liberado | Conservante | Cosméticos, produtos de higiene |
| 23 | Resina epóxi | Resina | Encadernação, pisos |
| 24 | Fruta de Parque (Paphia) | Fragrância | Cosméticos |
| 25 | Fenilendiamina | Corante | Tintas, cosméticos |
| 26 | Taltina | Conservante | Cosméticos, produtos de cuidado pessoal |
| 27 | Benzocaína | Anestésico tópico | Pomadas, produtos dentários |
| 28 | Formol | Conservante, fixador | Cosméticos, produtos de higiene |
| 29 | Conservantes de tecidos | Conservantes | Roupas, estofados |
| 30 | Resinas de poliéster | Resinas plásticas | Montagem, construção |
Importância do teste de contato para a saúde
A realização do teste de contato possibilita a identificação precisa de agentes sensibilizadores, levando a estratégias de evitação eficazes e tratamentos específicos. Entre os benefícios estão:
- Prevenção de reações graves
- Redução do desconforto e da inflamação cutânea
- Orientação sobre o uso de produtos personalizados
- Gerenciamento de condições ocupacionais
Como é realizado o teste de contato?
Processo passo a passo
- Avaliação clínica inicial: O médico avalia o histórico do paciente e indica o teste, se necessário.
- Aplicação das substâncias: Pequenas porções das substâncias são colocadas na pele, geralmente na região das costas, utilizando almofadas ou "patch tests".
- Período de observação: As placas permanecem na pele por 48 horas, com inspeções feitas em intervalos específicos.
- Leitura dos resultados: Após 48 horas, o médico avalia as reações de cada substância, procurando sinais de vermelhidão, inchaço ou pápulas.
Recomendações
- Realizar o teste em ambiente controlado por profissional qualificado.
- Evitar a aplicação de produtos na pele antes do exame.
- Informar ao médico sobre uso de medicamentos, pois alguns podem afetar os resultados.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. Quais substâncias causam mais reações na pele?
As mais comuns incluem níquel, cobalto, fragrâncias e conservantes como formaldeído. Cada indivíduo possui sensibilizações específicas.
2. Quanto tempo leva para obter o resultado do teste de contato?
Normalmente, os resultados são avaliados após 48 horas, com uma possível segunda avaliação após 96 horas para observar reações tardias.
3. É seguro fazer o teste de contato?
Sim, quando realizado por profissionais treinados, o teste é seguro. Contudo, reações severas são raras, mas possíveis, especialmente em casos de sensibilizações graves.
4. Como me preparar para o teste?
Informe seu médico sobre medicamentos em uso e evite aplicar cremes ou outros produtos na região onde o teste será realizado nos dias que antecedem o exame.
Conclusão
O teste de contato avalia 30 substâncias essenciais para identificar sensibilizações cutâneas. Essas substâncias abrangem metais, fragrâncias, conservantes, corantes e resinas, presentes no cotidiano e em diversos produtos. Compreender quais substâncias são avaliadas ajuda tanto na prevenção quanto no manejo de dermatites de contato.
Se você sofre de reações cutâneas recorrentes, procurar um especialista para realizar esse teste pode ser o primeiro passo rumo a uma vida mais confortável e saudável.
Referências
- Sociedade Brasileira de Alergia e Immunologia (SBAI). Manual de Alergia e Imunologia. 2020.
- Fregonezi, J.C., et al. "Patch Test: Guia para Diagnóstico de Dermatite de Contato Alérgica." Revista Brasileira de Alergia e Imunologia, vol. 40, no. 2, 2017, pp. 124-132.
- Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH). Allergy and Contact Dermatitis. Disponível em: https://www.niaid.nih.gov
Para mais informações sobre alergias e testes de contato, acesse também o site da Sociedade Brasileira de Dermatologia: https://www.sbd.org.br.
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