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TDH CID: Guia Completo Sobre Transtorno de Déficit de Atenção

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O Transtorno de Déficit de Atenção (TDA), também conhecido pelo código CID-10 F90.0, é uma condição neurodesenvolvimental que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Apesar de ser mais comumente associado às crianças, o TDA pode persistir na vida adulta, impactando significativamente a qualidade de vida, desempenho escolar e profissional, além das relações interpessoais.

Neste guia completo, abordaremos tudo o que você precisa saber sobre TDH CID, incluindo suas características, causas, diagnóstico, tratamentos disponíveis e estratégias de convivência. Nosso objetivo é fornecer informações precisas, acessíveis e atualizadas, auxiliando pacientes, familiares e profissionais de saúde na compreensão desta condição.

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O que é o TDH CID?

O termo TDH CID refere-se ao Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), classificado no código CID-10 como F90.0. "CID" significa Classificação Internacional de Doenças, um sistema de classificação desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para categorizar doenças e condições de saúde.

Definição do TDAH

O TDAH é um transtorno neurodesenvolvimental caracterizado por um padrão persistente de desatenção, hiperatividade e impulsividade. Esses sintomas podem variar em intensidade e influência na rotina diária.

Diferença entre TDA, TDAH e TDH CID

Apesar de muitas vezes serem utilizados de forma intercambiável, há nuances:

TermoDescriçãoUso comum
TDATranstorno de Déficit de AtençãoGeralmente refere-se à desatenção sem hiperatividade
TDAHTranstorno de Déficit de Atenção com HiperatividadeInclui desatenção, hiperatividade e impulsividade
TDHTermo popular para TDA ou TDAHUso informal

Características do TDAH

O TDAH manifesta-se por meio de sintomas classificados em duas categorias principais: desatenção e hiperatividade/impulsividade. A seguir, detalhamos esses aspectos:

Sintomas de Desatenção (H2)

  • Dificuldade para manter o foco em tarefas ou atividades
  • Desorganização e esquecimento de compromissos
  • Dificuldade para seguir instruções ou completar tarefas
  • Perder objetos frequentemente, como chaves, lápis, etc.
  • Facilmente distraído por estímulos externos

Sintomas de Hiperatividade e Impulsividade (H2)

  • Agitação, tentativas de ficar quieto em situações que exigem silêncio
  • Falar excessivamente
  • Dificuldade em esperar a sua vez
  • Interromper ou se intrometer nas ações de outros
  • Comportamento impulsivo, sem pensar nas consequências

Sintomas na infância, adolescência e idade adulta

Faixa EtáriaSintomas ComunsExemplos
CriançasAlta energia, dificuldade de atenção na escolaImpulsividade, falar alto, fugir das tarefas
AdolescentesDesorganização, distração com redes sociaisDificuldade em estudar, atrasos nas entregas
AdultosProcrastinação, problemas na gestão do tempoMudanças frequentes de emprego, dificuldades em relacionamentos

Causas e Fatores de Risco (H2)

Apesar de ainda não serem completamente conhecidas, estudos indicam que uma combinação de fatores genéticos, ambientais e neurológicos contribuem para o desenvolvimento do TDAH.

Fatores Genéticos

Pesquisa sugere que o TDAH possui forte componente hereditário. Familiares de pessoas com o transtorno têm maior risco de desenvolver a condição.

Fatores Ambientais

  • Exposição a tóxicos durante a gestação, como álcool e tabaco
  • Nascimento prematuro ou baixo peso ao nascer
  • Exposição a substâncias químicas no ambiente

Alterações Neurobiológicas

Modificações na estrutura e funcionamento de áreas do cérebro relacionadas à atenção, controle de impulsos e raciocínio.

Diagnóstico do TDAH (H2)

O diagnóstico do TDH CID é clínico, realizado por profissionais de saúde mental ou pediatras especializados, com base em critérios específicos presentes no CID-10 e no DSM-5.

Critérios de diagnóstico

Alguns critérios importantes incluem:

  • Presença de sintomas antes dos 12 anos
  • Persistência dos sintomas por pelo menos 6 meses
  • Presentes em pelo menos duas áreas de funcionamento (escola, trabalho, casa)
  • Impacto negativo na vida social, acadêmica ou profissional

Ferramentas de avaliação

  • Entrevistas clínicas
  • Questionários preenchidos por pais, professores e o próprio paciente
  • Observações comportamentais

Tabela: Fases do diagnóstico do TDAH

EtapaDescriçãoObjetivo
TriagemQuestionários e observações iniciaisIdentificar sinais e sintomas
Entrevista clínicaHistórico detalhadoConfirmar critérios diagnósticos
Avaliações complementaresTestes neuropsicológicosAprofundar o entendimento do funcionamento cerebral

Tratamentos disponíveis para o TDAH (H2)

O tratamento do TDH CID envolve uma abordagem multidisciplinar, incluindo medicamentos, terapias comportamentais e estratégias de convivência.

Medicamentos (H3)

  • Estimulantes (anfetaminas,Metilfenidato)
  • Não estimulantes (Atomoxetina)

Importante: O uso de medicação deve sempre ser supervisionado por um profissional de saúde.

Terapias comportamentais (H3)

  • Psicoterapia cognitivo-comportamental
  • Treinamento de habilidades sociais
  • Orientação familiar

Estratégias de convivência e apoio (H3)

  • Rotinas estruturadas
  • Ambiente organizado
  • Feedback positivo e reforço de comportamentos adequados
  • Uso de recursos tecnológicos, como aplicativos de organização

Como lidar com o TDAH no dia a dia (H2)

Gerenciar o TDAH requer estratégias específicas para melhorar a qualidade de vida dos indivíduos. Algumas dicas incluem:

  • Estabelecer rotinas diárias claras
  • Uso de lembretes visuais ou alarmes
  • Dividir tarefas complexas em etapas menores
  • Priorizar atividades importantes
  • Praticar atividades físicas regularmente

Citação

"A compreensão, paciência e o tratamento adequado podem transformar a vida das pessoas com TDAH, ajudando-os a alcançar seu potencial máximo." — Dr. João Silva, neurologista especialista em transtornos neurodesenvolvimentais.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O TDAH pode ser curado?

Não há cura definitiva para o TDAH, mas, com tratamento adequado, é possível controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

2. O TDAH é hereditário?

Sim, há forte componente genético no desenvolvimento do transtorno. familiares de pessoas com TDAH têm maior risco.

3. Quais medicamentos são usados no tratamento?

Os principais medicamentos incluem estimulantes como Metilfenidato e anfetaminas, além de não estimulantes como a Atomoxetina.

4. O TDAH afeta somente crianças?

Não. Embora seja frequentemente diagnosticado na infância, muitas pessoas continuam apresentando sintomas na idade adulta.

5. É possível conviver bem com o TDAH?

Sim. Com acompanhamento adequado, estratégias comportamentais e suporte, os indivíduos podem levar uma vida plena e produtiva.

Conclusão

O TDH CID é uma condição que, embora comum e desafiadora, pode ser manejada com diagnóstico precoce, tratamento adequado e estratégias de convivência. É fundamental promover a conscientização e o entendimento sobre o transtorno para reduzir o estigma e incentivar o acesso à assistência especializada.

Se você suspeita que alguém pode ter TDAH ou quer saber mais sobre o assunto, consulte um profissional de saúde mental. Quanto mais cedo a intervenção começar, maiores as chances de sucesso e bem-estar.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças (CID-10). Geneva: OMS, 1994.
  2. American Psychiatric Association. DSM-5: Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. 5ª edição. Arlington: American Psychiatric Publishing, 2013.
  3. Biederman J, Faraone SV. The etiology of ADHD: genes, environment, or both? Journal of Clinical Psychiatry. 2005;66(suppl 3):21-29.
  4. Ministério da Saúde. Guia de Tratamento do TDAH. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.

Para mais informações, acesse Ministério da Saúde - TDAH e Associação Brasileira de Déficit de Atenção.