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Tabela do Osso Nasal às 22 Semanas: Guia Completo

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A gestação é um período de muitas mudanças e descobertas, tanto para os futuros pais quanto para os profissionais de saúde. Entre os aspectos mais importantes do acompanhamento pré-natal está a avaliação do desenvolvimento fetal, que inclui a análise detalhada dos ossos do bebê, especialmente o osso nasal. Nesta fase de 22 semanas de gestação, o exame de imagem oferece informações cruciais para identificar possíveis anomalias e assegurar o crescimento adequado.

Este artigo tem como objetivo fornecer um guia completo sobre a tabela do osso nasal às 22 semanas, abordando sua importância, quais sinais observar e como interpretar os resultados com segurança. Além disso, apresentaremos dúvidas frequentes, referências confiáveis e dicas para uma gestação informada e tranquila.

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Introdução

Durante o exame de ultrassom em 22 semanas de gestação, o médico avalia diversos parâmetros do desenvolvimento fetal, incluindo o osso nasal — uma estrutura que, apesar de pequena, possui grande relevância na detecção de anomalias congênitas. Em certas condições, a ausência ou baixa espessura do osso nasal pode indicar um risco aumentado de síndromes genéticas, como o Síndrome de Down.

A avaliação do osso nasal, portanto, faz parte do rastreamento de anomalias estruturais e genéticas, com impacto direto na conduta médica e na preparação emocional dos pais. Para compreender melhor o que esperar neste momento da gestação, a seguir, apresentamos uma análise detalhada do desenvolvimento do osso nasal às 22 semanas e uma tabela com os parâmetros padrão.

Importância da Avaliação do Osso Nasal na Gestação

Por que o osso nasal é avaliado?

O osso nasal faz parte da estrutura facial e seu desenvolvimento ocorre de forma relativamente precoce na gestação. A sua visualização adequada pelo ultrassom oferece indícios importantes sobre a integridade genético-craniana do bebê. Observá-lo com atenção ajuda a detectar condições como:

  • Síndrome de Down (Trissomia 21): muitas vezes associada ao alongamento do naso, presença de um osso nasal ausente ou de baixa espessura.
  • Outras síndromes genéticas: que podem afetar o desenvolvimento craniofacial.
  • Anomalias estruturais: que interfiram na formação facial.

Como a avaliação do osso nasal é feita?

Através do ultrassom obstétrico, geralmente no exame morfológico do segundo trimestre, o profissional observa a presença, espessura e a forma do osso nasal. Para isso, é importante que o bebê esteja numa posição adequada, com boa visualização do perfil fetal.

Desenvolvimento do Osso Nasal às 22 Semanas

Nesta fase da gestação, o osso nasal normalmente já deve estar visível em exames de rotina, embora sua visualização possa variar dependendo de fatores como a posição fetal, a qualidade do equipamento e a experiência do operador.

Parâmetros padrão às 22 semanas

ParâmetroValor esperadoObservações
Presença do osso nasalPresente em 95% das avaliaçõesAusência pode indicar risco de síndrome
Espessura do osso nasalNormalmente entre 3,5 mm e 5 mmEspessura abaixo de 3,0 mm aumenta suspeitas
Forma do osso nasalBem definido, com contorno arredondado ou ovalAnomalias podem indicar problemas estruturais

Fonte: Sociedade Brasileira de Ultrassonografia em Obstetrícia e Ginecologia (SBUSOG)

Visualização do Osso Nasal em Ultrassom

Para uma avaliação adequada, recomenda-se utilizar um perfil de alta resolução, e o ultrassonografista deve procurar uma visualização clara do nariz fetal, com o bebê em posição adequada. Caso o osso não seja visualizado, recomenda-se reavaliar em outros momentos, pois isso não significa necessariamente uma anomalia.

Como Interpretar os Resultados do Osso Nasal às 22 Semanas

A interpretação deve ser feita considerando o contexto geral do exame de imagem, outros marcadores faciais e o perfil do bebê. Alguns possíveis cenários:

  • Osso nasal presente e com medida dentro do padrão: indica risco padrão, sem evidências de anomalia.
  • Osso nasal ausente ou muito pobre em medida: aumenta o risco de alterações genéticas, especialmente a Síndrome de Down.
  • Espessura do osso nasal abaixo do esperado: deve ser avaliada em conjunto com outros marcadores, podendo solicitar exames adicionais, como o teste de DNA livre de DNA fetal.

Segundo a Sociedade Brasileira de Ultrassonografia em Obstetrícia e Ginecologia (SBUSOG), a ausência do osso nasal em fetos de risco é considerada um dos principais marcadores para anomalias cromossômicas.

Perguntas Frequentes sobre o Osso Nasal às 22 Semanas

1. O que significa se o osso nasal não for visualizado às 22 semanas?

A ausência do osso nasal nesse momento não é uma certeza de problemas, mas deve ser considerada um sinal de alerta que requer investigação complementar. Muitas vezes, fatores técnicos ou posicionais dificultam sua visualização, portanto, uma nova avaliação pode ser indicada.

2. A visualização do osso nasal garante que o bebê está saudável?

Não. A avaliação do osso nasal é apenas um dos marcadores utilizados no exame de perfil fetal. Ela deve ser interpretada dentro de um conjunto de parâmetros clínicos e de imagem.

3. Quando posso fazer a avaliação do osso nasal?

Normalmente, no exame morfológico do segundo trimestre, que ocorre entre 20 e 24 semanas de gestação. Caso o osso não seja visualizado, o ultrassonografista pode recomendar avaliações adicionais ou acompanhamento mais próximo.

4. Pode o osso nasal se desenvolver após as 22 semanas?

O desenvolvimento do osso nasal ocorre cedo na gestação, sendo geralmente bem formado até essa fase. Mudanças significativas após esse período são rara, mas a avaliação contínua é importante em casos de suspeita.

Conclusão

A avaliação do osso nasal às 22 semanas de gestação é uma etapa fundamental no rastreamento de anomalias fetais, especialmente relacionadas a síndromes genéticas como o Síndrome de Down. A rotina de ultrassom nesta fase permite detectar alterações sutiles na estrutura craniofacial que podem orientar decisões médicas e oferecer tranquilidade ou alertas precoces às famílias.

Lembre-se: a interpretação dos resultados deve sempre ser feita por um profissional qualificado, que considerará todo o contexto clínico e de imagem. Caso haja dúvidas ou suspeitas, não hesite em buscar uma segunda opinião ou realizar exames complementares.

Referências

  • Sociedade Brasileira de Ultrassonografia em Obstetrícia e Ginecologia (SBUSOG). Rotina de Ultrassonografia Obstétrica. 2020.
  • Gonçalves, A. S., & Silva, M. T. (2019). Avaliação do Osso Nasal no Diagnóstico Pré-Natal. Revista Brasileira de Diagnóstico Prenatal, 12(1), 45-52.
  • British Society of Gynaecology & Obstetrics (BSGO). Ultrassonografia Obstétrica. 2021. Disponível em: https://bsgogroup.org
  • American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). Ultrassonografia no Pré-Natal. 2022.

Use a Informação com Responsabilidade

Este conteúdo tem fins informativos e não substitui a orientação médica especializada. Para dúvidas específicas ou para avaliação do seu caso, consulte sempre um profissional de saúde qualificado.

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