Tabela CID Ginecologia e Obstetrícia: Guia Completo 2025
A Classificação Internacional de Doenças (CID) é uma ferramenta fundamental para profissionais de saúde, especialmente na área de ginecologia e obstetrícia. Ela permite uma padronização no diagnóstico, tratamento, registro estatístico e realização de pesquisas clínicas. Com a atualização constante, a CID 11 entrou em vigor oficialmente em 2022, trazendo mudanças importantes em relação às versões anteriores, incluindo a categorização de patologias específicas da saúde da mulher, gestação e parto.
Este artigo apresenta um guia completo com foco na Tabela CID Ginecologia e Obstetrícia, destacando suas principais categorias, códigos, aplicações práticas e novidades para 2025. Além disso, abordamos perguntas frequentes, recursos úteis e referências essenciais para aprimorar seu entendimento e uso adequado dessa classificação.

O que é a Tabela CID na Ginecologia e Obstetrícia?
A Tabela CID é uma ferramenta de codificação universalmente reconhecida que classifica doenças, condições de saúde, procedimentos e causas de morbidade e mortalidade. No contexto ginecológico e obstétrico, ela possibilita uma abordagem organizada, facilitando o registro de diagnósticos relacionados à saúde da mulher, gestação, parto, condições relacionadas ao ciclo reprodutivo e patologias específicas.
Importância da Tabela CID na prática clínica
- Padronização de diagnósticos: Garante que todos os profissionais utilizem uma linguagem comum.
- Relatórios estatísticos: Fundamental para análises epidemiológicas e pesquisas.
- Gestão de planos de saúde: Utilizada para codificação de procedimentos e condições cobertas.
- Acompanhamento de indicadores de saúde: Permite monitorar a prevalência e incidência de doenças.
Principais mudanças na CID 11 (2022)
A CID 11 trouxe uma maior granularidade e atualização dos códigos, incluindo categorias específicas para condições ginecológicas e obstétricas, além de incorporar avanços científicos e tecnológicos.
Estrutura da Tabela CID Ginecologia e Obstetrícia
A classificação é organizada por capítulos, subclasses e códigos numéricos, facilitando a navegação.
| Capítulo | Descrição | Intervalo de Códigos | Exemplos de Condições |
|---|---|---|---|
| Capítulo XV | Gravidez, parto e pós-parto | O00 - O99 | Sãoções obstétricas, complicações na gestação, parto prematuro |
| Capítulo XVIII | Condições específicas da saúde da mulher | N80 - N93 | Disfunções menstruais, endometriose, síndrome dos ovários policísticos |
| Capítulo XXI | Doenças do sistema geniturinário | N00 - N39 | Incontinência urinária, cistite,iodopatia pélvica |
Tabela 1: Exemplos de capítulos e códigos relevantes na CID para ginecologia e obstetrícia.
Principais categorias e códigos na CID Ginecologia e Obstetrícia (2025)
Capítulo XV: Gravidez, parto e pós-parto
Este capítulo engloba códigos associados às condições que envolvem a gestação, parto e período pós-parto, incluindo complicações e condições relacionadas ao feto.
Códigos destacados:
| Código | Descrição | Detalhes |
|---|---|---|
| O00 | Gravidez ectópica | Diagnóstico de gravidez fora do útero |
| O14 | Hipertensão grave da gestação | Hipertensão relacionada à gravidez, incluindo pré-eclâmpsia e eclâmpsia |
| O60 | Trabalho de parto prematuro | Inicio do trabalho de parto antes da 37ª semana de gestação |
Capítulo XVIII: Condições específicas da saúde da mulher
Aborda condições ginecológicas comuns, incluindo disfunções menstruais, patologias ovarianas, patologias do sistema reprodutor e patologias mamárias.
Códigos destacados:
| Código | Descrição | Detalhes |
|---|---|---|
| N80 | Endometriose | Presença de tecido endometrial fora do útero |
| N91 | Disfunções menstruais | Ciclos anormais, amenorreia, cólica menstrual |
| N83 | Cistos ovarianos | Cistos funcionais ou patológicos |
Capítulo XXI: Doenças do sistema geniturinário
Inclui condições que afetam o sistema urinário e genitais femininos, muitas vezes relacionadas às patologias ginecológicas.
Códigos destacados:
| Código | Descrição | Detalhes |
|---|---|---|
| N39 | Outras doenças do sistema geniturinário | Incontinência urinária, infecções urinárias recorrentes |
Como Utilizar a Tabela CID Ginecologia e Obstetrícia?
Para uma aplicação eficaz, é imprescindível o entendimento do funcionamento e da atualização da tabela. Aqui estão passos práticos:
- Identifique a condição clínica usando critérios de diagnóstico reconhecidos.
- Localize o capítulo correspondente na tabela CID (por exemplo, capítulo XVIII para patologias ginecológicas).
- Escolha o código mais específico possível, considerando detalhes do caso.
- Documente o código no prontuário eletrônico ou físico de forma clara.
- Atualize-se regularmente com as versões mais recentes da CID.
Para facilitar a busca, consulte também o portal oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS) aqui.
Novidades da CID 11 para Ginecologia e Obstetrícia
A versão atualizada traz melhorias significativas na categorização de patologias, incluindo:
- Inclusão de categorias específicas para distúrbios hormonais femininos.
- Melhor detalhamento das condições relacionadas ao congresso de doenças infecciosas do sistema reprodutor.
- Introdução de códigos para condições psicológicas relacionadas à gestação.
- Atualizações que facilitam a integração com registros eletrônicos de saúde (RES).
Segundo a OMS, "a CID 11 foi projetada para ser mais amigável ao usuário e mais relevante para as práticas clínicas modernas" (OMS, 2022).
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Qual a importância de entender os códigos CID na prática clínica ginecológica?
Entender os códigos CID é fundamental para realizar diagnósticos precisos, registrar informações de forma clara e garantir uma comunicação eficiente entre profissionais de saúde, além de facilitar a gestão de dados estatísticos e planos de saúde.
2. Como verificar se estou usando a versão mais atual da CID?
Recomenda-se consultar o portal oficial da OMS ou plataformas autorizadas que disponibilizam a CID atualizada. A cada atualização, é importante revisar os códigos incorporados ou alterados.
3. Qual a diferença entre CID-10 e CID-11 na prática ginecológica?
A CID-11 oferece uma maior granularidade, categorias específicas para patologias recentes e uma estrutura mais moderna e compatível com avanços tecnológicos. A migrração para o novo sistema está ocorrendo gradualmente, e os profissionais devem se preparar para adaptar seus registros.
4. Como a CID influencia as auditorias e a gestão hospitalar?
A correta codificação facilita auditorias médicas,Controle de qualidade, planejamento de recursos e análise epidemiológica, além de garantir que as condutas estejam alinhadas com as regulamentações de planos de saúde.
5. Onde encontrar suporte e treinamentos sobre a utilização da CID?
Instituições de ensino, conselhos de medicina, plataformas de treinamento online e o portal da OMS oferecem materiais de capacitação e suporte técnico.
Conclusão
A Tabela CID Ginecologia e Obstetrícia é uma ferramenta indispensável para profissionais de saúde que atuam na área da saúde da mulher. Seu entendimento aprofundado, atualização constante e aplicação prática garantem diagnósticos mais precisos, registros padronizados e uma gestão eficiente do cuidado.
Com as inovações trazidas pela CID 11, o cenário para a área de ginecologia e obstetrícia se torna ainda mais adaptado às necessidades atuais, promovendo uma assistência médica mais eficiente, humanizada e baseada em evidências.
Para garantir uma prática alinhada às melhores práticas e inovações, acesse regularmente as fontes oficiais e invista em capacitações contínuas.
Referências
Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Internacional de Doenças 11ª revisão (CID-11). 2022. Disponível em: https://icd.who.int/browse11/l-m/en
Ministério da Saúde. Guia de uso do CID na atenção básica. Brasília, 2023.
Associação Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (ABMFC). Aplicação do CID na prática clínica. São Paulo, 2024.
Portal oficial da Associação Médica Brasileira. Treinamentos em codificação médica e uso da CID. Disponível em: https://amb.org.br
Este artigo foi elaborado para esclarecer dúvidas, atualizar conhecimentos e promover uma prática de saúde mais eficiente e alinhada às normas internacionais.
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