Sujeito Oculto e Indeterminado: Guia Completo Sobre Uso e Diferenças
A língua portuguesa possui diversas particularidades que, muitas vezes, causam dúvidas na hora de escrever ou falar corretamente. Entre esses pontos está o uso do sujeito, um elemento fundamental na estrutura das frases. Dentro desse tema, destacam-se duas formas específicas: o sujeito oculto e o sujeito indeterminado.
Embora ambos envolvam situações em que o sujeito não aparece explicitamente na frase, eles possuem diferenças importantes tanto na construção quanto na interpretação. Entender essas diferenças é essencial para uma comunicação clara e correta, além de contribuir para a compreensão das regras gramaticais da língua portuguesa.

Neste guia completo, abordaremos o que são sujeito oculto e sujeito indeterminado, suas características, usos, exemplos, além de dicas para identificar cada um e evitar equívocos na escrita e na fala.
O que é Sujeito Oculto?
Definição
O sujeito oculto, também chamado de sujeito elíptico ou desinencial, é aquele que está implícito na frase, ou seja, não está explícito, mas pode ser facilmente identificado pelo contexto ou pela forma do verbo.
Características do Sujeito Oculto
- Geralmente, ocorre nas frases em que o sujeito não é mencionado, mas pode ser deduzido.
- O verbo geralmente concorda com o sujeito oculto na pessoa e número.
- É comum em orações de frases afirmativas, especialmente quando há uma conjugação verbal que indica claramente a pessoa do sujeito.
Exemplo de Sujeito Oculto
Ficamos em casa ontem.
Neste exemplo, o sujeito não está explícito, mas pode-se deduzir que o sujeito é "nós", pela conjugação do verbo "ficar" na primeira pessoa do plural.
Regras para identificar o Sujeito Oculto
| Passo | Ação |
|---|---|
| Observe a conjugação verbal | Verificar a pessoa e o número do verbo |
| Analise o contexto | Deduzir quem realiza a ação |
| Pergunte "quem?" ou "o que?" | Para determinar o sujeito indireto ou explícito |
Cuidados ao usar Sujeito Oculto
- Certifique-se de que a conjugação do verbo indica claramente a pessoa.
- Evite omitir o sujeito em frases cujo entendimento possa ficar comprometido.
O que é Sujeito Indeterminado?
Definição
O sujeito indeterminado ocorre quando a ação expressa pelo verbo não tem um agente definido. Ou seja, não se sabe, não se quer ou não se deve esclarecer quem realizou a ação.
Características do Sujeito Indeterminado
- Utiliza-se principalmente em frases com verbos na terceira pessoa do singular ou plural, sem um responsável definido.
- Pode ser formado por orações com verbos na terceira pessoa do singular com o prefixo "se".
- Pode expressar generalidade ou indefinição.
Formas de expressar o Sujeito Indeterminado
| Forma | Exemplo |
|---|---|
| Verbo na terceira pessoa do singular + "se" | Vive-se bem nesta cidade. |
| Verbo na terceira pessoa do plural + "se" | Dizem-se muitas coisas nesta reunião. |
| Verbos na terceira pessoa do singular (sem "se") | Leia-se o documento com atenção. |
| Quando o agente é desconhecido ou irrelevante | Comprou-se muitos presentes. |
Exemplos de Sujeito Indeterminado
Falam-se muitas línguas no mundo.
Diz-se que a prática leva à perfeição.
Vive-se bem nesta pequena cidade.
Diferença entre Sujeito Indeterminado e Sujeito Oculto
| Características | Sujeito Oculto | Sujeito Indeterminado |
|---|---|---|
| Presença na frase | Não expresso, implícito | Expressamente não identificado ou irrelevante |
| Forma verbal | Conjugado na mesma pessoa do sujeito oculto | Pode ser na terceira pessoa do singular ou plural, com "se" ou sem "se" |
| Objetivo | Identificar quem realizou a ação | Expressar uma ação de modo geral ou indefinido |
Como Diferenciar Sujeito Oculto de Sujeito Indeterminado?
Dicas Práticas
- Verifique a conjugação verbal: Verbo na primeira ou segunda pessoa pode indicar sujeito oculto; na terceira pessoa sem "se" ou com "se", possivelmente indeterminado.
- Analise o contexto: Se o sujeito é sabido pelo contexto, provavelmente é oculto; se não, ou se a frase generaliza a ação, pode ser indeterminado.
- Pergunte "quem?" ou "o que?": Se a resposta for clara, é sujeito oculto; se não, pode ser indeterminado.
Exemplos de uso prático
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Tabela Resumo: Sujeito Oculto vs. Sujeito Indeterminado
| Aspecto | Sujeito Oculto | Sujeito Indeterminado |
|---|---|---|
| Como aparece na frase | Não aparece (implícito) | Não aparece ou aparece com "se" |
| Forma do verbo | Conjugado na pessoa do sujeito oculto | Conjugado na terceira pessoa, com ou sem "se" |
| Indicação na frase | Conjugação indica a pessoa envolvida | Ausência de pessoa definida ou irrelevante |
| Uso comum | Quando o sujeito é subentendido pelo contexto | Para expressar generalidade ou ação sem agente definido |
| Exemplo | Estudamos muito. (nós) | Vive-se bem aqui. |
Perguntas Frequentes
1. Quando usar sujeito oculto?
O sujeito oculto deve ser usado quando a pessoa que realiza a ação pode ser deduzida pelo contexto ou pela conjugação verbal, evitando repetições desnecessárias.
2. Como identificar o sujeito oculto?
Para identificar o sujeito oculto, observe o verbo, sua forma e o contexto. Pergunte-se "quem faz?" ou "quem performa a ação?" e verifique se a resposta é clara com base na conjugação.
3. Sujeito indeterminado é sempre com "se"?
Não, o sujeito indeterminado pode estar presente sem o uso de "se", especialmente quando o verbo está na terceira pessoa do plural ou usando construções como "dizem que" ou "vê-se que".
4. Pode haver os dois na mesma frase?
Sim, uma frase pode conter um sujeito oculto em uma parte e um sujeito indeterminado em outra, dependendo da estrutura e do contexto.
Conclusão
Entender as diferenças entre sujeito oculto e sujeito indeterminado é fundamental para uma comunicação eficaz e correta na língua portuguesa. O sujeito oculto é aquele que, embora não esteja explícito na frase, pode ser facilmente identificado pelo conjugamento e contexto. Já o sujeito indeterminado é utilizado para expressar ações de maneira geral, onde o responsável pela ação não é especificado ou é irrelevante.
Praticar a identificação dessas formas ajuda a aprimorar a escrita e a compreensão do idioma, além de evitar ambiguidades e facilitar o entendimento na leitura.
Lembre-se sempre de analisar o verbo, o contexto e fazer as perguntas "quem?" ou "o que?" para determinar corretamente a estrutura da frase.
Referências
- Brasil Escola. Sujeito. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/gramatica/sujeito.htm
- Cegall, C. Gramática moderna da língua portuguesa. São Paulo: Editora Atual, 2019.
- Academia Brasileira de Letras. Gramática Normativa da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Fundação Casa da Palavra, 2009.
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