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Síndrome Mão, Pé e Boca: Sintomas, Diagnóstico e Tratamento

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A Síndrome Mão, Pé e Boca (SMPE), também conhecida pelo seu código CID-10 (L02), é uma doença viral altamente contagiosa que afeta principalmente crianças, embora adultos também estejam sujeitos a ela. Caracterizada por febre, feridas na boca e erupções cutâneas nas mãos e nos pés, a doença pode gerar desconforto significativo e, em alguns casos, complicações mais sérias. Compreender os sintomas, o diagnóstico adequado e as opções de tratamento é fundamental para manejar a doença de forma eficiente e prevenir sua transmissão. Neste artigo, abordaremos de maneira detalhada tudo o que você precisa saber sobre a Síndrome Mão, Pé e Boca.

O que é a Síndrome Mão, Pé e Boca (SMPE)?

A SMPE é uma infecção viral causada principalmente por vírus do grupo Coxsackie, mais comumente o Coxsackievirus A16. Ela é classificada como uma doença exantemática viral, caracterizada pela presença de lesões na boca, mãos e pés, além de febre e mal-estar geral. Apesar de ser mais frequente em crianças menores de 5 anos, adultos podem contrair a doença, principalmente em ambientes de convivência próxima, como creches e escolas.

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Transmissão e Epidemiologia

A transmissão da SMPE ocorre principalmente por contato direto com secreções respiratórias (como saliva, muco nasal), fezes, vesículas ou feridas de pessoas infectadas. O vírus pode sobreviver por alguns dias no ambiente, facilitando a sua propagação.

Fatores de risco incluem:

  • Multiplas populações de crianças em creches e escolas
  • Má higiene pessoal
  • Contato com objetos contaminados
  • Viagens e aglomerações

Temporada de maior incidência

A doença tende a aparecer mais frequentemente nos meses de primavera e verão devido às condições favoráveis à sobrevivência do vírus.

Sintomas da Síndrome Mão, Pé e Boca

Os sintomas podem variar de leves a mais severos. Geralmente, o quadro tem início de 3 a 6 dias após o contato com a pessoa infectada (período de incubação).

Sintomas principais:

SintomasDescrição
FebreGeralmente moderada, que pode durar de 2 a 3 dias.
Mal-estar e irritabilidadeMais comum em crianças pequenas, causando desconforto geral.
Dor de gargantaSensação de dor ao engolir, muitas vezes acompanhada por feridas na boca.
Lesões na bocaVesículas ou úlceras dolorosas na língua, gengiva, interior das bochechas e palato.
Erupções cutâneas na peleLesões vermelhas, planas ou elevadas, que usualmente aparecem nas palmas das mãos, solas dos pés e às vezes nas nádegas.
perda de apetiteDevido às dores na boca e desconforto ao comer.
Tosse e corizaSintomas respiratórios leves, semelhantes a um resfriado comum.

Fotos das lesões

"As feridas na boca da SMPE podem parecer similares às de outras doenças, por isso o diagnóstico deve ser feito por um profissional."

Diagnóstico da SMPE

O diagnóstico da Síndrome Mão, Pé e Boca é majoritariamente clínico, baseado na observação dos sintomas e sinais físicos. Em alguns casos, exames laboratoriais podem ser solicitados para confirmar a presença do vírus, especialmente em situações de dúvida ou transmissões em larga escala.

Exames utilizados:

  • Sorologia: Detecta anticorpos específicos contra o vírus.
  • PCR (Reação em Cadeia da Polimerase): Detecta o material genético do vírus no swab de amostras de boca ou fezes.
  • Análise de lesões: Exame clínico das feridas.

Tratamento da SMPE

Infelizmente, não existe um tratamento antiviral específico para a SMPE. O manejo da doença é voltado ao alívio dos sintomas e à prevenção de complicações. A maioria dos casos evolui de forma autolimitada em aproximadamente 7 a 10 dias.

Medidas de suporte incluem:

  • Hidratação adequada: Incentivar a ingestão de líquidos para evitar desidratação.
  • Analgésicos e antipiréticos: Como paracetamol ou ibuprofeno, para aliviar dores e reduzir a febre.
  • Alimentação leve: Preferir alimentos frios, macios e que não irritem as feridas na boca.
  • Higiene rigorosa: Lavagem frequente das mãos, uso de roupas limpas e desinfecção de objetos, para evitar a propagação.
  • Cuidados em casa: Isolar a pessoa infectada para evitar a transmissão, principalmente durante o período de maior contágio (primeiros dias).

Quando procurar um médico?

A maioria das crianças e adultos melhora sem complicações, mas é importante procurar atendimento médico se ocorrerem sinais de desidratação, febre alta prolongada, feridas que não cicatrizam ou sinais de complicações neurológicas.

Como prevenir a SMPE

A prevenção é o aspecto mais importante na luta contra a SMPE. Algumas medidas eficazes incluem:

  • Higiene das mãos: Lavar as mãos com frequência, especialmente após usar o banheiro, antes de se alimentar e após tocar objetos de uso comum.
  • Evitar contato com pessoas infectadas: Manter distância de indivíduos com sintomas ativos.
  • Limpeza e desinfecção: Dos brinquedos, superfícies e objetos utilizados por crianças.
  • Uso de roupas limpas: Troca diária, especialmente se houver feridas cutâneas.
  • Cuidados ao viajar: Evitar ambientes com grande aglomeração de crianças ou onde há surtos conhecidos.

Para uma orientação mais completa, consulte as recomendações do Ministério da Saúde aqui e a Organização Mundial de Saúde aqui.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A Síndrome Mão, Pé e Boca é contagiosa?

Sim, a SMPE é altamente contagiosa e pode ser transmitida por contato com secreções, fezes, feridas ou objetos contaminados.

2. Crianças pequenas são as principais vítimas?

Sim, crianças menores de 5 anos têm maior risco de infecção devido à sua imunidade ainda em desenvolvimento e ao convívio em ambientes coletivos.

3. A doença deixa sequelas?

Na maioria dos casos, não há sequelas a longo prazo. Entretanto, complicações raras, como meningite ou encefalite, podem ocorrer, principalmente em indivíduos imunocomprometidos.

4. Como evitar que meu filho pegue a SMPE na escola?

Ensinar boas práticas de higiene, manter os ambientes limpos e evitar o contato direto com pessoas doentes são estratégias essenciais.

5. Existe vacina para a SMPE?

Atualmente, não há vacina disponível para prevenir a doença.

Conclusão

A Síndrome Mão, Pé e Boca é uma doença viral comum na infância, mas que pode afetar adultos em determinados contextos. Conhecer seus sintomas, formas de transmissão e estratégias de prevenção são fundamentais para reduzir o impacto e evitar surtos. O diagnóstico clínico, aliado a uma gestão cuidadosa dos sintomas, garante uma recuperação tranquila na maior parte dos casos. Manter uma rotina de higiene e buscar orientação médica diante de sintomas suspeitos são passos essenciais para a saúde de toda a família.

"A prevenção e a rápida identificação dos sintomas são as melhores armas contra a disseminação da doença." — Profissional de Saúde

Referências

  1. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica. Síndrome Mão, Pé e Boca. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/c/competencia/viroses-respiratorias

  2. Organização Mundial da Saúde. Hand, Foot and Mouth Disease. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/hand-foot-and-mouth-disease

Se precisar de mais informações ou de um artigo mais aprofundado, estou à disposição!