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Síndrome de Wolff-Parkinson-White: Causas, Sintomas e Tratamentos

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A Síndrome de Wolff-Parkinson-White (WPW) é uma condição cardíaca rara, porém importante, que pode afetar pessoas de todas as idades. Caracterizada por uma via adicional de condução elétrica no coração, ela pode levar a episódios de taquicardia e outros problemas cardíacos sérios se não for devidamente diagnosticada e tratada. Este artigo explora detalhadamente as causas, sintomas, métodos de diagnóstico e opções de tratamento para essa síndrome, ajudando você a compreender melhor essa condição complexa.

Introdução

A saúde cardiovascular é fundamental para o funcionamento adequado do organismo, e compreender as doenças que a afetam é essencial para prevenir complicações e buscar tratamento adequado. A Síndrome de Wolff-Parkinson-White foi identificada inicialmente na década de 1930, e desde então, avanços na medicina vêm contribuindo para melhor compreensão e gerenciamento dessa condição.

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A WPW é uma condição que, embora rara, possui potencial para causar episódios de arritmia que podem ser perigosos. Portanto, a conscientização e o diagnóstico precoce são essenciais para garantir uma melhor qualidade de vida aos pacientes acometidos.

O que é a Síndrome de Wolff-Parkinson-White?

A Síndrome de Wolff-Parkinson-White é uma condição em que há uma via de condução elétrica extra no coração, além do nó sinoauricular, que é responsável por regular o ritmo cardíaco. Essa via adicional, conhecida como feixe de Kent, permite que os impulsos elétricos passem pelo coração de maneira anormal, causando episódios de taquicardia.

Como funciona o coração normalmente?

O coração saudável possui um sistema elétrico que regula os batimentos cardíacos, iniciando-se no nó sinoatrial (nó SA), que envia impulsos elétricos para as câmaras superiores do coração (átrios), coordenando a contração. Esses impulsos, por sua vez, passam pelo nó atrioventricular (nó AV) para as câmaras inferiores (ventrículos), garantindo uma batida sincronizada.

Como a WPW altera esse funcionamento?

Na WPW, uma via de condução adicional evita o nó AV, conectando os átrios aos ventrículos. Essa via pode conduzir impul­sos elétricos de forma irregular, levando a episódios de taquicardia, que podem evoluir para arritmias mais graves se não controladas.

Causas da Síndrome de Wolff-Parkinson-White

Anomalia congênita ou adquirida?

A principal causa da WPW é uma anomalia congênita — ou seja, presente desde o nascimento — na formação do sistema de condução elétrica do coração. Nessa condição, as fibras de condução adicional se mantêm após o desenvolvimento cardíaco fetal.

Fatores genéticos

Embora a maioria dos casos seja esporádica, há evidências de fatores genéticos envolvidos na predisposição à WPW. Estudos indicam que cerca de 20% a 25% dos indivíduos com essa síndrome possuem algum parentesco afetado, sugerindo uma possível herança genética.

Fatores ambientais e outros fatores

Atualmente, não há evidências sólidas de que fatores ambientais ou estilos de vida possam causar diretamente a WPW, embora fatores que aumentem o risco de arritmias, em geral, possam influenciar complicações.

Sintomas da Sindrome de Wolff-Parkinson-White

Nem todas as pessoas com WPW apresentam sintomas. Algumas podem viver a vida toda sem perceber a condição, enquanto outras podem sofrer episódios recorrentes de arritmia.

Sintomas mais comuns

  • Palpitações: sensação de batimentos acelerados ou irregulares.
  • Dor no peito: desconforto ou sensação de pressão na região torácica.
  • Falta de ar: dificuldade para respirar durante episódios de arritmia.
  • Tontura ou desmaio: episódios de síncope podem ocorrer em casos mais graves.
  • Sensação de descompasso cardíaco: desconforto generalizado durante as crises.

Sintomas graves

Em alguns casos, especialmente em crianças ou durante episódios de taquicardia rápida, a WPW pode levar a complicações sérias, como fibrilação ventricular ou parada cardíaca, colocando a vida do paciente em risco.

Diagnóstico da Síndrome de Wolff-Parkinson-White

Exame de eletrocardiograma (ECG)

O ECG é o principal exame utilizado para identificar a WPW. Os sinais típicos incluem:

Características no ECGDescrição
PreexcitaçãoPadrão de condução anormal com encurtamento do intervalo PR e presença de onda delta.
Alteração no QRSOnda delta característica, que representa a condução via via adicional.
Ritmos de taquicardiaDurante crises, podem ser observados diferentes ritmos de taquicardia supraventricular.

Outros exames complementares

  • Holter 24 horas: monitoração contínua do ritmo cardíaco para detectar arritmias recorrentes.
  • Teste de provocação com estimulação elétrica: realizado em ambiente controlado, para avaliar a condução na via acessória.
  • Eletrofisiologia cardíaca: procedimento invasivo para mapear a condução elétrica e determinar a melhor estratégia de tratamento.

Para uma compreensão mais aprofundada, acesse o site da Associação Americana de Cardiologia.

Tratamentos para a Síndrome de Wolff-Parkinson-White

O tratamento da WPW depende da frequência e gravidade dos episódios, assim como do risco de complicações.

Opções de tratamento

1. Medicações

  • Medicamentos antiarrítmicos: betabloqueadores, bloqueadores de canais de cálcio ou amiodarona podem controlar ou prevenir crises de taquicardia.
  • Uso paliativo: indicado em casos de episódios agudos, até o paciente receber avaliação especializada.

2. Procedimentos invasivos

Ablação por cateter

A ablação por cateter é considerada o tratamento definitivo na maioria dos casos. Nesse procedimento, um cateter é inserido através de vasos sanguíneos e conduzido até o coração para destruir a via adicional com energia de radiofrequência ou crioablação. Segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias, essa técnica apresenta alta taxa de sucesso, superior a 95% de efetividade.

Vantagens:

AspectoDetalhes
Taxa de sucessoAcima de 95%
RiscosEnxertos ou complicações raras, como lesões na parede cardíaca.
RecuperaçãoGeralmente rápida, com retorno às atividades em poucos dias.

Quando realizar a ablação?

A indicação da ablação deve ser avaliada por um cardiologista especializado em arritmias. Geralmente é recomendada para:

  • Pacientes com episódios frequentes ou graves.
  • Indivíduos com risco de fibrilação ventricular.
  • Crianças que apresentam sintomas recorrentes.

Cuidados e acompanhamento

Após o tratamento, é fundamental realizar acompanhamento regular para assegurar a ausência de recidivas ou complicações. Mudanças no estilo de vida, como evitar estimulantes e manter uma alimentação saudável, também são recomendadas.

Perguntas Frequentes (FAQs)

A Síndrome de Wolff-Parkinson-White é hereditária?

Embora a maioria dos casos sejam esporádicos, há uma predisposição genética em algumas famílias. Se há histórico familiar, é importante consultar um cardiologista para avaliação.

É possível viver sem tratamento?

Sim, algumas pessoas convivem com a síndrome sem apresentar sintomas ou complicações, especialmente se a via acessória não causar arritmias frequentes. No entanto, o acompanhamento médico é essencial.

Quais complicações podem ocorrer?

Se não tratado, o WPW pode levar a episódios de taquicardia severa, fibrilação atrial e, em casos extremos, parada cardíaca.

A ablação é segura?

Sim, a ablação por cateter é considerada um procedimento seguro, com alta taxa de sucesso e risco mínimo quando realizado por profissionais especializados.

Conclusão

A Síndrome de Wolff-Parkinson-White é uma condição que, apesar de ser rara, possui potencial para causar problemas cardíacos sérios se não for devidamente avaliada e tratada. O diagnóstico precoce por meio do eletrocardiograma e a escolha do tratamento adequado, especialmente a ablação por cateter, podem proporcionar uma excelente qualidade de vida aos pacientes.

É fundamental que indivíduos com sintomas como palpitações frequentes ou episódios de tontura procurem um cardiologista para avaliação completa. A prevenção, o acompanhamento regular e o avanço tecnológico na medicina oferecem esperança e segurança para quem convive com essa síndrome.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Cardiologia. (2020). Diretrizes de arritmias cardíacas. Disponível em: https://publicacoes.cardiol.br
  2. Marelli AJ, et al. (2014). "Wolff-Parkinson-White syndrome in children and adolescents." Journal of the American College of Cardiology. DOI: 10.1016/j.jacc.2014.02.056
  3. Zipes DP, et al. (2020). Hurst's the Heart. 14ª edição. McGraw-Hill Education.
  4. American Heart Association. Wolff-Parkinson-White syndrome. Disponível em: https://www.heart.org

"A prevenção é sempre melhor do que remediar. Conhecer seu coração e buscar acompanhamento médico são passos essenciais para uma vida saudável."