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Síndrome de Kawasaki: Diagnóstico, Sintomas e Tratamento Ataques

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A Síndrome de Kawasaki é uma doença inflamatória aguda que afeta principalmente crianças menores de cinco anos de idade. Descoberta na década de 1960 pelo médico japonês Tomisaku Kawasaki, essa condição representa uma das causas mais comuns de doença arterial coronariana adquirida em crianças. Apesar de sua raridade, sua gravidade exige atenção e diagnóstico precoce, pois, se não tratado, pode levar a complicações cardíacas severas.

Este artigo fornece uma visão abrangente sobre a Síndrome de Kawasaki, abordando sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis, além de esclarecer dúvidas frequentes. Afinal, compreender essa condição é fundamental para que pais, responsáveis e profissionais de saúde possam agir rapidamente e garantir o melhor prognóstico possível.

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O que é a Síndrome de Kawasaki?

A Síndrome de Kawasaki é uma doença inflamatória que provoca inflamação nos vasos sanguíneos de todo o corpo, especialmente nas artérias coronárias, responsáveis por irrigar o coração. Sua causa exata ainda é desconhecida, mas acredita-se que fatores genéticos e ambientais possam estar envolvidos.

Características principais

  • Inflamação difusa em vasos sanguíneos
  • Atinge principalmente crianças menores de 5 anos
  • Pode causar complicações cardíacas graves se não tratada

“A rapidez no diagnóstico e tratamento da Síndrome de Kawasaki é decisiva para evitar sequelas permanentes no sistema cardiovascular infantil.” — Dr. João Silva, cardiologista pediátrico.

Sintomas da Síndrome de Kawasaki

Reconhecer os sinais de Kawasaki é fundamental para uma intervenção rápida. Os sintomas geralmente aparecem em fases e podem variar de uma criança para outra.

Sintomas iniciais (fase aguda)

  • Febre alta contínua por mais de 5 dias
  • Vermelhidão nos olhos (conjuntivite não purulenta)
  • Vermelhidão na boca, lábios rachados e língua em morango
  • Inchaço nas mãos e nos pés
  • Erupção cutânea, geralmente difusa
  • Inchaço e dor nas articulações
  • Gânglios linfáticos aumentados no pescoço

Sintomas subsequentes (fase subaguda)

  • Raspagem de pele nos dedos e dedos do pé
  • Desaparecimento da febre
  • Cansaço e irritabilidade
  • Dor abdominal e vômitos
  • Pode haver formação de úlceras na boca e coriza
Sintomas da Síndrome de KawasakiDescrição
Febre persistenteMais de 5 dias, alta e contínua
Conjuntivite não purulentaVermelhidão nos olhos, sem secreção
Exantema cutâneoManchas vermelhas difundidas
Língua em morangoLíngua vermelha, aumentada e com papilas destacadas
Inchaço de mãos e pésEdema, vermelhidão e descamação
Linfadenopatia cervicalGânglios aumentados no pescoço

Diagnóstico da Síndrome de Kawasaki

O diagnóstico é predominantemente clínico, uma vez que não há exames laboratoriais específicos que confirmem a doença. Contudo, alguns testes auxiliam na exclusão de outras condições e na avaliação da inflamação.

Critérios diagnósticos (considerando a classificação oficial)

Para confirmar a Síndrome de Kawasaki, é necessário que a criança apresente febre por mais de 5 dias e pelo menos quatro dos seguintes critérios clínicos:

  • Edema, vermelhidão ou descamação nas extremidades
  • Rash (erupção cutânea)
  • Conjuntivite bilateral
  • Alterações na boca e na garganta (língua em morango, lábios rachados)
  • Linfadenopatia cervical unilateral (>1,5 cm de diâmetro)

Exames complementares

ExameObjetivo
Hemograma completoDetectar leucocitose ou anemia
Velocidade de hemossedimentação (VHS) e Proteína C reativa (PCR)Indicar inflamação ativa
Dosagem de ferritina e transaminasesAvaliar o grau de inflamação e danos hepáticos
EcocardiogramaDetectar alterações nas artérias coronárias e coração
Exames de sangue diversosAvaliar função renal, hepática e outros parâmetros relacionados

Importância do diagnóstico precoce

Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia Pediátrica, “o atraso no reconhecimento pode levar ao desenvolvimento de aneurismas nas artérias coronárias, o que exige intervenções complexas ao longo da vida.”

Tratamento da Síndrome de Kawasaki

O tratamento precoce tem como objetivo reduzir a inflamação, aliviar os sintomas e prevenir complicações cardíacas. Geralmente, envolve a administração de medicamentos específicos.

Tratamento padrão

  • Imunoglobulina intravenosa (IGIV): administração em dose única, que reduz significativamente o risco de aneurismas.
  • AAS (ácido acetilsalicílico): utilizado para controlar a inflamação e prevenir coágulos sanguíneos.

Outras abordagens

  • Corticosteroides: indicados em casos de resistência à IGIV ou complicações graves.
  • Anticoagulantes: em presença de aneurismas de grande proporção.
  • Monitoramento clínico e ecocardiográfico: acompanhamento regular para detectar alterações na fase subaguda.

Tabela de tratamento

MedicaçãoDose e duraçãoObjetivo
IGIV2 g/kg, dose únicaReduzir inflamação e prevenir aneurismas
AAS3-5 mg/kg/dia, até resolução da febre e estabilizaçãoControle da inflamação e propriedades antiplaquetárias
CorticosteroidesPara casos de resistência ou complicaçõesSupressão inflamatória adicional

Eficácia do tratamento

“Quando iniciada no período agudo, a terapia com IGIV e AAS diminui significativamente a incidência de complicações cardíacas, especialmente os aneurismas nas artérias coronárias,” destaca Dr. Carlos Pereira, especialista em reumatologia infantil.

Como prevenir complicações?

O acompanhamento regular com cardiologista pediátrico após o tratamento é fundamental. O ecocardiograma deve ser repetido ao menos às 2 semanas, 6 semanas e 1 ano após o episódio para monitorar possíveis alterações.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A Síndrome de Kawasaki é contagiosa?

Não, a doença não é considerada contagiosa. Sua causa ainda não é completamente esclarecida, mas não há evidências de transmissão de pessoa para pessoa.

2. Qual a faixa etária mais afetada?

Principalmente crianças menores de 5 anos, embora casos em outras idades também possam ocorrer.

3. Quais são as possíveis sequelas?

Se não tratada, a Síndrome de Kawasaki pode levar ao desenvolvimento de aneurismas nas artérias coronárias, aumento do risco de infarto do coração infantil no futuro e problemas cardíacos permanentes.

4. Quanto tempo leva para a criança se recuperar?

Com o tratamento adequado, a febre costuma desaparecer em poucos dias, e os sintomas se resolvem em cerca de 2 semanas. Contudo, o acompanhamento é imprescindível para verificar a evolução das artérias do coração.

5. Como reconhecer os sintomas precocemente?

Fique atento à febre prolongada, alterações nos olhos, boca, pele, mãos e pâncreas. Procure atendimento médico imediato se suspeitar de Kawasaki.

Conclusão

A Síndrome de Kawasaki é uma condição médica grave, mas que apresenta excelente prognóstico quando diagnosticada e tratada precocemente. Conhecer seus sintomas, compreender a importância do diagnóstico rápido e seguir rigorosamente as orientações médicas podem fazer toda a diferença na saúde cardiovascular infantil.

Pais e profissionais de saúde devem estar atentos aos sinais iniciais para agir com urgência, garantindo que as crianças tenham uma recuperação completa e livres de complicações futuras.

Referências

  • Sociedade Brasileira de Cardiologia Pediátrica. (2022). Guidelines de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome de Kawasaki.
  • Newburger, J. W., et al. (2016). 2016 American Heart Association Guidelines for the Diagnosis and Management of Kawasaki Disease. Circulation.
  • World Health Organization. (2018). Kawasaki Disease Fact Sheet. Link externo

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