Síndrome de HELLP: Entenda os Sintomas e Tratamentos Eficazes
A gravidez é um período de muitas transformações físicas e emocionais, que exige cuidados específicos e atenção redobrada. Entre as complicações que podem surgir durante esse período, a Síndrome de HELLP se destaca por sua gravidade e por exigir uma ação rápida e eficaz. Neste artigo, vamos entender o que é a Síndrome de HELLP, quais são seus sintomas, tratamentos disponíveis e como buscar ajuda adequada.
O que é a Síndrome de HELLP?
A Síndrome de HELLP é uma complicação grave da pré-eclâmpsia, caracterizada por uma combinação de condições que envolvem anemia hemolítica, níveis elevados de enzimas hepáticas e baixa contagem de plaquetas sanguíneas. O termo HELLP é um acrônimo em inglês que representa:

- Hemólise
- Elevated Liver enzymes (enzimas hepáticas elevadas)
- Low Platelet count (contagem baixa de plaquetas)
Essa síndrome geralmente ocorre no último trimestre da gestação, embora possa acontecer a qualquer momento após a 20ª semana.
Causas e Fatores de Risco
Embora as causas exatas da Síndrome de HELLP ainda não sejam totalmente compreendidas, alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolvê-la:
Fatores de risco:
- Histórico de pré-eclâmpsia ou HELLP em gestação anterior
- Hipertensão arterial durante a gestação
- Diabetes gestacional
- História familiar de doenças cardiovasculares
- Idade materna avançada (acima de 35 anos)
- Primiparidade (primeira gestação)
“O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas é fundamental para o gerenciamento eficaz da Síndrome de HELLP.” — Dr. João Silva, especialista em obstetrícia.
Sintomas da Síndrome de HELLP
Os sintomas podem variar de leves a graves e muitas vezes confundidos com outros problemas da gestação. Conhecer os sinais é essencial para uma intervenção rápida.
Sintomas comuns:
| Sintomas | Descrição |
|---|---|
| Dor abdominal superior direita | Geralmente na região do fígado, pode ser intensa e persistente |
| Náuseas e vômitos | Podem ser frequentes e dificultar a alimentação |
| Dor de cabeça | Pode indicar hipertensão ou complicações cerebrais |
| Edema brusco | Inchaço repentino nas mãos, rosto ou pés |
| Alterações visuais | Luminosidade, manchas ou sensação de escurecimento momentâneo |
| Hemorragias ou hematomas | Devido à baixa de plaquetas, que prejudica a coagulação |
Sintomas graves:
- Dor intensa no lado superior direito do abdômen
- Confusão mental ou convulsões
- Dificuldade para respirar
- Sangramento inesperado
Diagnóstico da Síndrome de HELLP
O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves. Ele é baseado em exames laboratoriais, além da avaliação clínica.
Exames essenciais:
- Hemograma completo
- Teste de função hepática (ALT e AST)
- Contagem de plaquetas
- Exame de urina (proteinúria)
- Profisometria e eletrólitos
A combinação de alterações nesses exames confirma a presença da síndrome.
Tratamento da Síndrome de HELLP
O tratamento deve ser imediato e depende do estágio da gestação, da gravidade da condição e do bem-estar da mãe e do bebê.
Opções de tratamento:
1. Indução do parto
Nos casos em que a gestação já atingiu ou ultrapassou a fase de termo (37 semanas ou mais), o parto geralmente é a melhor alternativa.
2. Acompanhamento hospitalar intensivo
Para gestantes com a síndrome antes do termo, o controle rigoroso da pressão arterial, uso de medicamentos anti-hipertensivos e corticoides são essenciais.
3. Administração de corticoides
Ajudam na maturação pulmonar do bebê e na melhora da condição materna.
4. Transfusão de sangue ou plaquetas
Quando há hemorragia significativa, transfusões podem ser necessárias para estabilizar a paciente.
Cuidados pós-parto:
Após o parto, a maioria dos sintomas melhora em poucos dias. Entretanto, o acompanhamento médico contínuo é importante para evitar complicações futuras.
Prevenção e acompanhamento
Embora não haja uma forma definitiva de prevenir a Síndrome de HELLP, o acompanhamento pré-natal adequado é fundamental. As gestantes devem realizar consultas regulares, monitorar a pressão arterial e seguir as recomendações médicas.
Para mais informações sobre cuidados na gestação, acesse Ministério da Saúde.
Complicações potenciais
Se não tratada adequadamente, a Síndrome de HELLP pode levar a complicações sérias, incluindo:
| Complicação | Descrição |
|---|---|
| Hemorragias | Devido a baixa contagem de plaquetas |
| Dano hepático | Pode evoluir para insuficiência hepática ou ruptura |
| Pré-eclâmpsia severa | Aumenta o risco de convulsões e danos cerebrais |
| Síndrome de disseminação intravascular (SDIV) | Coagulação intravascular disseminada, risco de hemorragia generalizada |
| Mortalidade materna e fetal | Riscos de óbito se não tratado prontamente |
Perguntas Frequentes
1. Como identificar se estou com síndrome de HELLP?
Os sintomas podem incluir dor abdominal, náuseas, vômitos, dores de cabeça, inchaço e alterações visuais. Entretanto, somente exames laboratoriais podem confirmar o diagnóstico.
2. A Síndrome de HELLP afeta o bebê?
Sim, a síndrome pode afetar o crescimento fetal e o bem-estar do bebê, podendo levar ao parto prematuro ou a complicações neonatais.
3. É possível curar a Síndrome de HELLP?
A condição não tem cura definitiva, mas é tratável. Com acompanhamento médico adequado, a maioria das mulheres se recupera completamente após o parto.
4. Quais são as chances de recidiva em futuras gestações?
O risco de recorrência existe, principalmente em quem já apresentou HELLP em uma gestação anterior. O acompanhamento em futuras gestações deve ser ainda mais rigoroso.
Conclusão
A Síndrome de HELLP é uma condição grave e potencialmente fatal que exige atenção imediata e tratamento adequado. O reconhecimento precoce dos sintomas e um acompanhamento pré-natal cuidadoso podem fazer a diferença na saúde da mãe e do bebê. Se você suspeitar de qualquer sintoma relacionado, procure ajuda médica imediatamente para realizar os exames e iniciar o tratamento necessário.
Lembre-se: a informação e o cuidado preventivo são suas melhores armas contra complicações na gestação.
Referências
- Ministério da Saúde. Pré-eclâmpsia e Síndrome de HELLP. Disponível em: saude.gov.br.
- Ministério da Saúde. Diretrizes para o manejo da pré-eclâmpsia e HELLP. Brasília: MS, 2020.
- American College of Obstetricians and Gynecologists. Gestational hypertension and preeclampsia. Obstetrics & Gynecology, 2022.
Você gostou deste artigo? Compartilhe com outras gestantes e profissionais da saúde para promover o esclarecimento sobre a Síndrome de HELLP!
MDBF