Sindética e Assindética: Guia Completo de Conjunções e Orações
A compreensão da estrutura das orações é fundamental para o domínio da língua portuguesa, especialmente no que diz respeito às conjunções e à formação das orações coordenadas. Dentre os conceitos essenciais estão as orações sindéticas e assindéticas — tópicos que muitas vezes geram dúvidas tanto entre estudantes quanto entre profissionais de redação. Este guia busca esclarecer esses conceitos de forma clara e detalhada, apresentando exemplos, tabelas, dicas de uso e links para aprofundamento.
O que são orações coordenadas?
Antes de entender as distinções entre orações sindéticas e assindéticas, é importante compreender o que são as orações coordenadas. São aquelas que possuem sentido completo, unidas por meio de conjunções coordenativas, formando uma oração composta por duas ou mais partes igualmente importantes.

Definição de oração coordenada
Uma oração coordenada é aquela que possui sentido próprio e está ligada a outra por meio de conjunções coordenativas, sem que uma dependa da outra para fazer sentido.
Exemplos de orações coordenadas
- Eu estudei bastante e consegui passar.
- Ela quis sair mas ficou em casa.
O que são orações sindéticas?
Definição de oração sindética
As orações sindéticas são aquelas unidas por conjunções coordenativas. A palavra “sindética” vem do latim coniunctio, que significa ligação, indicando que há uma ligação explícita entre as orações por meio dessa conjunção.
Exemplos de orações sindéticas
| Exemplo | Conjunção coordenativa |
|---|---|
| Você pode escolher: ou ir ao cinema, ou ficar em casa. | ou |
| Ela canta e dança muito bem. | e |
| Preciso de ajuda, pois estou sobrecarregado. | pois |
O que são orações assindéticas?
Definição de oração assindética
As orações assindéticas são aquelas que não possuem conjunções coordenativas, ou seja, estão unidas apenas pela vírgula ou por uma estrutura que indica ligação, mas sem o uso explícito de conjunção.
Exemplos de orações assindéticas
| Exemplo | Observação |
|---|---|
| Chegou cedo, partiu logo. | Ligação por vírgula |
| Ela trouxe comida, eles, bebida. | Ligação sem conjunção |
Importante: Apesar de parecerem simples, as orações assindéticas precisam de atenção, pois podem gerar ambiguidades na frase.
Tipos de orações coordenadas
As orações coordenadas, sejam sindéticas ou assindéticas, podem ser classificadas de acordo com o sentido que transmitem:
| Tipo de oração coordenada | Características | Exemplo |
|---|---|---|
| Aditiva | Acrescentam ideias | Estudou bastante, e conseguiu tirar a nota máxima. |
| Adversativa | Expressam oposição | Queria sair, mas estava chovendo. |
| Alternativa | Apresentam opções | Você prefere café ou chá? |
| Conclusiva | Indicam conclusão | Estudou bastante, logo passou na prova. |
| Explicativa | Fornecem justificativa | Não vá, pois está chovendo. |
Observação sobre the relação entre sindética e esses tipos
A classificação acima é válida tanto para orações sindéticas quanto para assindéticas, dependendo do uso das conjunções ou da ausência delas.
Conjunções coordenativas: quais são e como usá-las?
A seguir, uma tabela com as principais conjunções coordenativas e seus usos:
| Tipo de conjunção | Exemplos | Uso |
|---|---|---|
| Adicionais | e, nem, também, ainda | Para somar ideias |
| Alternativas | ou, ou...ou, ora...ora | Para apresentar opções |
| Opuestas | mas, porém, todavia, contudo | Para indicar contraste |
| Conclusivas | logo, portanto, por isso, por conseguinte | Para indicar consequência ou conclusão |
| Explicativas | pois, porque, porquanto | Para justificar |
Como identificar uma oração sindética ou assindética?
Passo a passo para identificar
- Verifique a presença de conjunção coordenativa: Se houver uma palavra de ligação, é oração sindética.
- Observe se há conexão por vírgula ou outra estrutura: Se a oração estiver unida sem conjunção, trata-se de oração assindética.
- Analise o sentido da frase: Se as orações mantêm sentido de independência, normalmente uma oração assindética.
Exemplo prático
- Frase com conjunção sindética: Ele queria ir ao parque e ela preferia ficar em casa. (tem a conjunção “e”).
- Frase com oração assindética: Ele queria ir ao parque, ela preferia ficar em casa. (não há conjunção, apenas vírgula).
Dicas importantes para usar corretamente
- Evite confundir orações assindéticas com frases coordenadas por pontuação simples demais.
- Use conjunções adequadas para transmitir o sentido desejado.
- Em frases longas, a correta pontuação ajuda na leitura e na compreensão.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. Qual a principal diferença entre oração sindética e assindética?
A principal diferença está na presença ou ausência de uma conjunção coordenativa que liga as orações: na sindética, há a conjunção; na assindética, não.
2. É errado usar orações assindéticas?
Não, desde que bem empregadas, podem transmitir mensagens de forma clara. Porém, é preciso atenção na pontuação para evitar ambiguidades.
3. Como saber qual conjunção usar em uma oração coordenada?
Depende do sentido que deseja transmitir, é importante conhecer as funções de cada conjunção coordenativa.
4. As orações sindéticas e assindéticas podem se combinar?
Sim, uma mesma frase pode conter orações sindéticas e assindéticas, dependendo da intenção do autor.
Conclusão
Compreender a diferença entre orações sindéticas e assindéticas é essencial para aprimorar a escrita e a interpretação de textos em português. As conjunções coordenativas desempenham papel fundamental na ligação dessas orações, contribuindo para a coesão e coerência textual. Como afirmou o linguista José valente: “A boa escrita nasce do entendimento claro das estruturas que compõem o texto.” Dominar esses conceitos permite uma comunicação mais eficaz, seja na escrita acadêmica, profissional ou cotidiana.
Para aprofundar seus conhecimentos, recomendo consultar fontes como Brasil Escola — Gramática e Só Português.
Referências
- Bechara, M. (2009). Gramática Normativa da Língua Portuguesa. Contexto.
- Cegalla, M. (2005). Gramática Clínica e Partes Variadas do Português. Saraiva.
- Costa, D. (2013). Projeto de Gramática da Língua Portuguesa. Editora Scipione.
- Silva, R. (2018). Prática de Interpretação e Redação. Editora FTD.
- Brasil Escola — Gramática
- Só Português
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