Significado Síncope: O Que É, Causas e Sintomas
A saúde cardiovascular é uma área que desperta grande interesse, especialmente pelo impacto que problemas relacionados ao coração e ao sistema circulatório podem ter na qualidade de vida. Dentre as condições que merecem atenção está a síncope, um termo que, muitas vezes, gera dúvidas e preocupação. Neste artigo, vamos explorar profundamente o significado de síncope, suas causas, sintomas, fatores de risco e estratégias de tratamento, oferecendo informações essenciais para quem deseja compreender melhor esse fenômeno.
"Conhecer o que é a síncope e suas implicações é fundamental para buscar ajuda médica adequada e prevenir complicações mais sérias." — Dr. Ricardo Souza, cardiologista.

Nosso objetivo é desmistificar o conceito de síncope, entender suas principais características e orientar sobre a importância de acompanhamento médico especializado para casos suspeitos ou recorrentes.
O que é síncope?
Definição de síncope
Síncope é uma perda súbita e transitória da consciência causada por uma redução temporária do fluxo sanguíneo cerebral. Em português, o termo também é conhecido como "desmaio", embora essa expressão seja mais informal e muitas vezes utilizada de maneira genérica.
Segundo a Associação Brasileira de Cardiologia, a síncope é definida como "uma perda transitória do estado de consciência, de início súbito, de curta duração e de causa geralmente circulatória, que é rapidamente revertida".
Como ocorre a síncope?
A síncope acontece quando há uma diminuição rápida do volume de sangue ou da pressão arterial, levando ao cérebro uma quantidade insuficiente de oxigênio e nutrientes essenciais para seu funcionamento. Essa redução no fluxo sanguíneo cerebral causa a perda temporária de consciência, que é rapidamente revertida após a recuperação do fluxo sanguíneo normal.
Causas de síncope
A síncope pode ter diversas causas, que se dividem em cardíacas, neurológicas, vasovagais, ortostáticas e outras condições médicas. Conhecer o que gera essa condição é fundamental para seu diagnóstico preciso e tratamento adequado.
Causas cardíacas
As causas cardíacas representam uma das principais origens da síncope, estando relacionadas a problemas no funcionamento do coração que comprometem o bombeamento sanguíneo.
| Causas Cardíacas | Descrição |
|---|---|
| Arritmias | Ritmos cardíacos irregulares, como fibrilação atrial, taquicardia ou bradicardia, podem diminuir o fluxo sanguíneo cerebral. |
| Doença arterial coronariana | Obstruções nas artérias do coração reduzem o fornecimento de sangue ao músculo cardíaco, levando a episódios de síncope. |
| Valvopatias | Problemas nas válvulas cardíacas podem comprometer o fluxo sanguíneo, provocando desmaios. |
| Insuficiência cardíaca | O coração incapaz de bombear eficientemente prejudica a circulação sanguínea adequada. |
Causas neurológicas
Embora menos comuns, algumas condições neurológicas podem levar à síncope, dependendo do tipo e da severidade.
- Enxaquecas severas
- Convulsões (embora geralmente não sejam consideradas síncope, podem ser confundidas)
- Trombose cerebral
Causas vasovagais
A síncope vasovagal é uma das mais frequentes e ocorre devido a uma resposta exagerada do sistema nervoso autônomo a certos estímulos, como dor, estresse, medo, agitação ou ficar de pé por longos períodos.
Causas ortostáticas
A queda da pressão arterial ao mudar de posição (por exemplo, ao levantar-se abruptamente) também pode desencadear síncope. Essa condição é comum em idosos ou pessoas que usam certos medicamentos.
Outras causas
- Hipoglicemia
- Anemia
- Desidratação severa
- Uso de drogas ou medicações que deprimem o sistema nervoso central
Sintomas associados à síncope
Entender os sinais e sintomas que precedem ou acompanham a síncope é essencial para identificar episódios e buscar ajuda adequada.
Sintomas prévios
- Vertigem ou tontura
- Visão turva ou embaçada
- Náusea
- Sudorese fria
- Palidez
- Sensação de fraqueza ou fraqueza súbita
Durante o episódio
- Perda de consciência
- Queda repentina
- Movimento muscular involuntário (podendo parecer convulsão, embora sejam diferentes)
Após a recuperação
- Sonolência
- Fraqueza residual
- Confusão temporária
Fatores de risco
Existem diversos fatores que podem aumentar a probabilidade de ocorrência de síncope:
- Idade avançada
- Uso de medicamentos anti-hipertensivos ou diuréticos
- Doenças cardíacas preexistentes
- Desidratação
- Estresse emocional intenso
- Longos períodos de permanência em pé
- Mudanças rápidas de posição
Diagnóstico da síncope
O diagnóstico correto da síncope é fundamental para determinar sua causa e orientar o tratamento. Geralmente, envolve:
- Anamnese detalhada
- Exame físico completo
- Eletrocardiograma (ECG)
- Testes de esforço
- Monitoramento ambulatorial (Holter)
- Testes de provocação (por exemplo, teste de inclinação)
- Exames laboratoriais
- Exames de imagem, como ecocardiograma ou ressonância magnética
Tabela: Avaliação diagnóstico da síncope
| Exame | Objetivo |
|---|---|
| Anamnese detalhada | Identificar fatores de risco e padrão dos episódios |
| Eletrocardiograma (ECG) | Detectar arritmias e alterações elétricas do coração |
| Teste de inclinação (Tilt test) | Reproduzir episódios vasovagais e ortostáticos |
| Ecocardiograma | Avaliar anatomia e função cardíaca |
| Monitor Holter | Detectar arritmias ao longo de 24-48 horas |
Tratamento da síncope
O tratamento da síncope depende de sua causa. Assim, a abordagem pode envolver mudanças no estilo de vida, uso de medicamentos, procedimentos cirúrgicos ou dispositivos implantáveis.
Medidas gerais
- Evitar fatores desencadeantes
- Manter hidratação adequada
- Controlar a pressão arterial e o ritmo cardíaco
- Evitar jejum prolongado
Tratamento farmacológico
Medicações podem ser indicadas quando há problemas cardíacos ou neurológicos específicos, como betabloqueadores para arritmias ou medicamentos para hipertensão.
Intervenções específicas
- Implante de marcapasso para bradicardia
- Cirurgia para corrigir valvopatias ou obstruções coronarianas
- Terapia para condições neurológicas subjacentes
Para exemplos de tratamentos avançados, recomendamos consultar materiais especializados disponíveis na Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Prevenção da síncope
Algumas ações podem ajudar a prevenir episódios de síncope, principalmente para pessoas com fatores predisponentes:
- Evitar mudanças abruptas de posição
- Permanecer hidratado
- Controlar doenças crônicas
- Seguir orientações médicas para uso de medicamentos
- Praticar exercícios físicos moderados
Perguntas frequentes
1. A síncope sempre é um sinal de problema cardíaco?
Resposta: Nem sempre. Embora a maioria dos episódios esteja relacionada à saúde do coração, muitas vezes a síncope pode ser causada por fatores vasovagais ou ortostáticos, que não envolvem o coração diretamente. No entanto, é fundamental fazer uma avaliação médica para determinar a causa exata.
2. Como diferenciar um desmaio de uma convulsão?
Resposta: Durante uma síncope, a pessoa geralmente fica pálida, com respiração normal e rápida, e pode apresentar movimentos involuntários breves, mas não costuma apresentar os sinais típicos de convulsão, como perda de controle da bexiga ou boca, ou respiração raivosa. Contudo, uma avaliação médica é essencial para confirmação.
3. Quanto tempo dura uma crise de síncope?
Resposta: Normalmente, de alguns segundos a poucos minutos. A recuperação é rápida na maioria dos casos, embora possa haver fadiga ou fraqueza residual.
Conclusão
A síncope é uma condição médica que pode parecer simples, mas que possui múltiplas causas e implicações. Sua compreensão adequada, associada a uma avaliação médica especializada, é fundamental para prevenir complicações mais graves e garantir uma melhor qualidade de vida. A importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado não pode ser subestimada, especialmente para indivíduos com fatores de risco ou quadros recorrentes.
Se você já experimentou episódios de desmaio ou tem suspeitas, procure um cardiologista ou neurologista para uma avaliação detalhada e a orientação adequada.
Referências
Associação Brasileira de Cardiologia. Diretrizes de Avaliação e Tratamento da Síncope. 2020. Disponível em: https://publicacoes.cardiol.br
Moya A., et al. (2009). "Synopsis and guidelines for the diagnosis and management of syncope." European Heart Journal, 30(21), 2631-2671.
Prince, M. R., Shen, W. K. (2020). "Syncope." UpToDate. Disponível em: https://www.uptodate.com
Lembre-se: A saúde é um bem inestimável. Priorize sua proteção e não hesite em buscar atendimento médico ao perceber sinais de síncope ou episódios frequentes.
MDBF