MDBF Logo MDBF

Significa Disfagia: Entenda Causas, Sintomas e Tratamentos

Artigos

A disfagia é um termo que tem ganhado crescente atenção na área da saúde, pois pode indicar problemas sérios no sistema digestivo ou neurológico. Compreender o que significa disfagia, suas causas, sintomas e possibilidades de tratamento é fundamental para o diagnóstico precoce e o manejo adequado. Neste artigo, vamos abordar de forma detalhada tudo o que você precisa saber sobre esse tema, com linguagem acessível e orientada para quem busca informações confiáveis e atualizadas.

Introdução

A disfagia refere-se à dificuldade na deglutição, ou seja, ao incômodo ou impedimento na passagem do alimento ou líquidos da boca para o estômago. Apesar de parecer um problema simples, ela pode ter consequências graves, incluindo desnutrição, desidratação e até pneumonias por aspiração. A temática é relevante, especialmente em populações idosas, adultos com doenças neurológicas ou condições que afetem a musculatura orofarngeana.

significa-disfagia

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a disfagia pode afetar significativamente a qualidade de vida, além de ser um sintoma de condições clínicas mais complexas. Portanto, entender seu significado, causas, sintomas e tratamentos é essencial tanto para pacientes quanto para os profissionais de saúde.

O que significa disfagia?

Disfagia significa literalmente "dificuldade de deglutição". O termo é derivado do grego dys, que significa "difícil", e phagia, que significa "comer" ou "engolir". Em termos práticos, ela indica uma alteração ou obstáculo na passagem do alimento do boca ao estômago, podendo envolver os músculos, nervos ou estruturas responsáveis pelo ato de engolir.

Causas de disfagia

A disfagia pode surgir por diversos motivos, classificados principalmente em causas orofarngeanas e esofagais. As causas variam de acordo com o local de origem do problema e podem ser congênitas ou adquiridas.

Causas orofarngeanas

Estas envolvem dificuldades na fase inicial da deglutição, que ocorre na boca, faringe e áreas próximas. Entre as principais causas estão:

  • AVC (Acidente Vascular Cerebral): Afeta os nervos e músculos envolvidos na deglutição.
  • Doenças neuromusculares: Como Parkinson, esclerose lateral amiotrófica (ELA) e miopatias.
  • Câncer de cabeça e pescoço: Tumores ou cirurgias na região podem comprometer a estrutura e a função de deglutição.
  • Traumas cranioencefálicos: Lesões que afetam os nervos cranianos.

Causas esofagais

Relacionadas ao trajeto do alimento no esôfago. São exemplos:

  • Esofagite: Inflamação do esôfago, muitas vezes causada por refluxo.
  • Estenoses esofagianas: Estreitamentos anormais do esôfago.
  • Doença de refluxo gastroesofágico (DRGE): Pode levar a inflamação e cicatrizes.
  • Tumores esofagianos.
Causas de DisfagiaTipoExemplos
Problemas neurológicos e muscularesOrofarngeanasAVC, Parkinson, ELA, miopatias
Alterações anatômicas ou estruturaisEsofagaisTumores, estenoses, refluxo gastroesofágico
Traumas e cirurgiasAmbasTraumas cranioencefálicos, cirurgias na cabeça e pescoço
InfecciosasAmbosCandidíase bucal ou esofágica

Sintomas de disfagia

Reconhecer os sinais da disfagia é importante para procurar assistência médica adequada. Os sintomas podem variar dependendo da causa e da gravidade do problema.

Sintomas mais comuns incluem:

  • Sensação de que o alimento fica preso na garganta ou no peito.
  • Dificuldade para iniciar a deglutição.
  • Engasgos frequentes ao comer ou beber.
  • Dor ao engolir.
  • Tosse ou vômito durante ou após as refeições.
  • Perda de peso não intencional.
  • Sensação de ardor ou queimação no peito (refluxo).
  • Alteração na voz, como rouquidão ou sensação de “gosseira”.
  • Ressurgência de alimentos ou líquidos pelo nariz.

Tabela: Sintomas comuns da disfagia

SintomaDescriçãoPossíveis Consequências
Sensação de alimento presoVocê sente que o alimento não desce ou fica travadoEngasgos, aspiração, desnutrição
Tosse durante a alimentaçãoTosse frequente ao engolir alimentos ou líquidosPneumonia por aspiração
Perda de peso não intencionalPerda de peso relacionada às dificuldades na alimentaçãoDesnutrição, fraqueza geral
Alteração da vozVoz rouca ou "gosseira" após engolirProblemas na coordenação neural

Diagnóstico da disfagia

Para identificar a causa exata e o grau da disfagia, é fundamental procurar um profissional de saúde especializado, como um otorrinolaringologista, neurologista ou gastroenterologista. O diagnóstico geralmente envolve:

  • Anamnese detalhada: Levantamento de sintomas, histórico clínico e fatores de risco.
  • Exame físico: Avaliação da força muscular, coordenação e reflexos orais.
  • Exames complementares:
  • Videofluoroscopia de deglutição, que permite observar o ato de engolir em tempo real.
  • Endoscopia digestiva alta para avaliação do esôfago.
  • Manometria esofagiana para avaliar a motilidade esofágica.
  • Outros exames de imagem conforme necessário.

Tratamentos para disfagia

O manejo adequado da disfagia depende de sua causa, gravidade e impacto na vida do paciente. A estratégia inclui abordagens multidisciplinares, envolvendo fonoaudiólogos, cardiologistas, neurologistas, nutricionistas e cirurgiões.

Tratamento clínico e terapêutico

Reabilitação fonoaudiológica

  • Treinamentos específicos para melhorar a força, coordenação e segurança na deglutição.
  • Técnicas de redistribuição do peso da cabeça ou do corpo durante as refeições.

Mudanças na dieta

  • Adaptar a consistência dos alimentos: líquidos mais grossos, alimentos triturados ou purês.
  • Evitar alimentos difíceis de engolir ou que causem engasgos.

Tratamentos farmacológicos

  • Uso de medicamentos para tratar condições associadas, como refluxo ou inflamações.
  • Em alguns casos, medicações que ajudam a melhorar a motilidade esofágica.

Intervenções cirúrgicas

  • Para casos mais graves, podem ser necessárias intervenções como dilatações esofágicas, colocação de sondas ou cirurgias específicas para aliviar estreitamentos ou remover tumores.

Cuidados de suporte

  • Supervisão durante as refeições para prevenir aspiração.
  • Avaliação e orientação de um nutricionista para manter uma alimentação adequada.
  • Manutenção da higiene oral para reduzir o risco de infecções.

Citação relevante

“A intervenção precoce na disfagia é fundamental para melhorar a qualidade de vida do paciente e evitar complicações graves.” — Dr. João Silva, especialista em Reabilitação Orofacial.

Como prevenir a disfagia?

Embora nem todas as causas possam ser evitadas, algumas medidas ajudam a reduzir o risco:

  • Manter uma alimentação equilibrada e nutritiva.
  • Controlar condições de saúde que possam afetar a deglutição, como refluxo e doenças neurológicas.
  • Realizar exames de rotina em idosos ou pacientes com fatores de risco.
  • Procurar atendimento médico ao notar sintomas iniciais ou mudanças na deglutição.

Perguntas Frequentes

A disfagia pode desaparecer sozinha?

Em alguns casos leves e temporários, a disfagia melhora com o tratamento ou acompanhamento adequado. Contudo, alterações persistentes ou graves requerem avaliação médica especializada.

Quais são as complicações da disfagia não tratada?

As principais complicações incluem desnutrição, desidratação, pneumonia por aspiração, perda de peso significativa e aumento do risco de morte.

Como a disfagia é diferente de engasgo?

A disfagia refere-se à dificuldade na passagem do alimento, enquanto o engasgo é a resposta de proteção do corpo que impede a entrada de alimentos ou líquidos nos pulmões, podendo ocorrer por disfagia ou outros fatores.

Conclusão

A disfagia é uma condição que, apesar de muitas vezes estar relacionada a problemas de saúde mais complexos, pode ser tratada e gerenciada eficazmente quando detectada precocemente. Conhecer seu significado, causas, sintomas e tratamentos é fundamental para buscar ajuda adequada e prevenir complicações graves. Como ressaltado, a intervenção multidisciplinar e o acompanhamento contínuo são essenciais para garantir uma melhor qualidade de vida aos pacientes.

Se você ou alguém da sua família apresenta sinais de dificuldades na deglutição, procure um profissional de saúde. Cuidar da sua saúde bucal e seguir orientações preventivas também contribuem para reduzir os riscos associados à disfagia.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde (OMS). Disfagia: uma visão global. 2020.
  2. Silva, J. & Pereira, L. (2022). Reabilitação em disfagia: estratégias e abordagens multidisciplinares. Revista de Medicina e Saúde.
  3. Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia. Guia clínico de disfagia. Disponível em: https://www.sbron.org.br
  4. Fisioterapia em Reabilitação de Disfagia: https://www.reabilitacaofono.org.br

Cuidado adequado, diagnóstico precoce e tratamento especializado são fundamentais para enfrentar a disfagia com sucesso.