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Sifilis: Quais as Formas de Contágio e Como Se Proteger

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A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que há séculos preocupa a saúde pública global. Apesar de ser uma doença antiga, ela ainda representa um risco significativo devido às dificuldades de diagnóstico, estigma social e à falta de conscientização sobre suas formas de transmissão e prevenção. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que cerca de 6 milhões de novos casos de sífilis ocorram por ano em todo o mundo, o que evidencia a relevância de compreender suas formas de contágio e as medidas eficazes de proteção.

Este artigo tem como objetivo esclarecer as principais formas de transmissão da sífilis, oferecer orientações práticas de prevenção e auxiliar na compreensão da importância do diagnóstico precoce para evitar complicações graves, tanto para quem contrai a doença quanto para seus contatos próximos.

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O que é a Sífilis?

A sífilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum, que pode afetar diversos órgãos e sistemas do corpo humano, se não for tratada adequadamente. Ela apresenta diferentes fases de evolução: primária, secundária, latente e terciária. Cada fase possui sintomas característicos, mas muitas pessoas não apresentam sintomas, o que dificulta a detecção precoce.

Como a Sífilis Pode Ser Transmitida

Entender as formas de contágio da sífilis é fundamental para evitar sua disseminação. A seguir, serão abordadas as principais vias de transmissão.

Formas de Contágio da Sífilis

Transmissão Sexual (Principal Forma de Contágio)

A forma mais comum de transmissão da sífilis é por contato sexual desprotegido com uma pessoa infectada. Essa transmissão pode ocorrer durante relações vaginais, anais e orais. A bactéria Treponema pallidum está presente nas lesões sifilíticas primárias e secundárias, que podem estar localizadas em órgãos genitais, boca, garganta e ânus.

Transmissão de Mãe para Filho (Transmissão Vertical)

Outra forma de contágio ocorre durante a gestação, através da transmissão da bactéria da mãe infectada para o bebê. Essa transmissão vertical pode causar complicações graves na criança, como parto prematuro, problemas neurológicos e morte fetal.

Contato com Lesões Infectadas (Contágio Cutâneo e Mucoso)

A bactéria pode ser transmitida através do contato direto com lesões sifilíticas existentes na pele ou mucosas, mesmo na ausência de penetração. Isso inclui beijar uma pessoa com lesões na boca, usar objetos pessoais de alguém contaminado ou tocar as áreas infectadas.

Compartilhamento de Materiais Contaminados

Embora seja uma forma menos comum, há relatos de transmissão por meio do uso compartilhado de seringas, agulhas, aparelhos de piercing ou tatuagem contaminados com sangue infectado.

Tabela Resumo das Principais Formas de Contágio da Sífilis

Forma de ContágioDescriçãoExemplos
Contato SexualRelações sexuais sem proteção com pessoa infectadaVaginal, anal, oral
Transmissão VerticalDa mãe para o bebê durante a gestação ou partoCongênita
Contato com LesõesToque em lesões sifilíticas na pele ou mucosasBeijos, compartilhamento de objetos pessoais
Uso Compartilhado de MateriaisCompartilhamento de objetos perfurantes contaminadosAgulhas, seringi, tatuagens, piercings

Como se Proteger Contra a Sífilis

Prevenir a sífilis envolve ações simples, porém eficazes. Aqui estão algumas recomendações essenciais:

Uso Consistente e Correto de Preservativos

O uso de preservativos de látex ou poliuretano durante todas as relações sexuais é uma das principais formas de prevenir a transmissão, especialmente quando há múltiplos parceiros ou relações casuais.

Realizar Testes de Triagem Regular

Para quem é sexualmente ativo, especialmente com múltiplos parceiros, realizar exames periódicos é fundamental. A detecção precoce permite o tratamento imediato, reduzindo o risco de transmissão e complicações.

Evitar Compartilhamento de Materiais Contaminados

Nunca compartilhar seringas, agulhas ou objetos perfurantes que possam estar contaminados com sangue ou fluidos corporais infectados.

Controle e Tratamento de Parceiros

Se um parceiro for diagnosticado com sífilis, é importante que ambos realizem tratamento simultâneo, mesmo que estejam assintomáticos, para garantir que a infecção seja completamente resolvida.

Cuidados na Gestação

Gestantes devem fazer acompanhamento pré-natal completo, incluindo testes para sífilis, para evitar a transmissão para o bebê.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico precoce da sífilis é realizado através de exames laboratoriais específicos, como testes treponêmicos e não treponêmicos. Uma vez detectada, a doença é tratável com antibióticos, sendo o mais comum a penicilina.

Segundo o Ministério da Saúde, “o tratamento precoce é capaz de eliminar a bactéria e evitar complicações graves, além de interromper a cadeia de transmissão”.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. A sífilis é uma doença fácil de identificar?

Nem sempre. Muitos portadores não apresentam sintomas visíveis, principalmente na fase latente, o que dificulta o diagnóstico se não forem feitos exames preventivos.

2. A sífilis pode ser transmitida por contato não sexual?

Sim, embora seja menos comum. Contato com lesões sifilíticas presentes na pele ou mucosas, como em beijos ou uso compartilhado de objetos contaminados, também pode facilitar o contágio.

3. Quantas parceiras podem pegar a sífilis de uma pessoa infectada?

A transmissão pode ocorrer com qualquer pessoa que tenha contato com uma lesão infectada, independentemente do número de parceiros. Por isso, a prevenção é essencial.

4. Como evitar a reinfecção?

Além do uso de preservativos, é importante fazer testes regulares, comunicar parceiros, tratar todos que estiverem infectados e manter boas práticas de higiene sexual.

Conclusão

A compreensão das formas de contágio da sífilis é fundamental para a prevenção e o controle dessa doença preocupante. O uso do preservativo, a realização de exames periódicos, a atenção às lesões suspeitas e o tratamento adequado dos parceiros são estratégias essenciais para evitar a disseminação da infecção. Como afirmou o epidemiologista Dr. Carlos Nobre, “a educação e a prevenção continuam sendo as armas mais eficazes contra as doenças sexualmente transmissíveis”.

Se você suspeita de infecção ou deseja saber seu status, procure uma unidade de saúde para realizar os exames necessários. A detecção precoce salva vidas e impede complicações graves.

Referências