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Sifilis: O Que É, Sintomas e Como Tratá-la | Guia Completo

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A sifilis é uma infecção sexualmente transmissível (IST) que, apesar de ser evitável e tratável, ainda representa um grande desafio para a saúde pública mundial. Seus sintomas variam de leves a severos e, se não tratada, pode levar a complicações graves, afetando órgãos internos, sistema neurológico e até levando à morte. Este artigo fornece uma visão completa sobre a sifilis, abordando desde o que ela é até as formas de tratamento disponíveis, com o objetivo de esclarecer dúvidas, prevenir a propagação e promover a conscientização.

O que é a sifilis?

A sifilis é uma infecção causada pela bactéria Treponema pallidum. Ela é transmitida principalmente por contato sexual, incluindo sexo vaginal, anal e oral, além de transmissão da mãe para o bebê durante a gravidez ou parto (transmissão vertical).

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Como a bactéria age no organismo?

Após a infecção, a bactéria invade o corpo e multiplica-se rapidamente, inicialmente formando feridas indolores, chamadas de cancro, que surgem no local de entrada. Se não tratada, a doença evolui através de diferentes fases:

  • Fase primária
  • Fase secundária
  • Fase latente
  • Fase terciária

Cada fase apresenta sintomas específicos e diferentes riscos de complicações.

Fases da sifilis

Fase primária

No início, a pessoa apresenta uma ferida indolor, conhecida como cancro, geralmente na região genital, boca ou ânus. Essa ferida desaparece espontaneamente após algumas semanas, mesmo sem tratamento, mas a infecção prossegue internamente.

Fase secundária

A fase secundária surge algumas semanas após a cura do cancro e é caracterizada por:

  • Erupções cutâneas (que podem parecer sarampo ou varicela)
  • Feridas na boca, garganta ou áreas genitais
  • Febre
  • Fadiga
  • Dor de cabeça
  • Febre
  • Dor muscular
  • Inchaço de gânglios

Fase latente

Depois da fase secundária, a infecção entra em um período de latência, na qual não há sintomas visíveis. Pessoas nessa fase podem transmitir a doença, mesmo sem apresentar sinais.

Fase terciária

Se não tratada, a sifilis pode evoluir para a fase terciária, que ocorre anos ou décadas após a infecção inicial. É nesta fase que a doença causa danos graves a órgãos vitais, como coração, cérebro, ossos e sistema nervoso, podendo levar a complicações que ameaçam a vida.

Como a sifilis é transmitida?

Modo de transmissãoDescrição
Relações sexuais sem proteçãoVia sexo vaginal, anal ou oral com alguém infectado
Mãe para filho (transmissão vertical)Durante gravidez ou parto, passando ao bebê
Compartilhamento de objetosComo agulhas e instrumentos contaminados (menos comum)

“A prevenção da sifilis passa pela educação sexual e pelo uso consistente de preservativos.” — Ministério da Saúde, Brasil

Sintomas da sifilis

Os sintomas variam conforme a fase da infecção, e muitas vezes podem passar despercebidos ou serem confundidos com outras condições.

Sintomas na fase primária

  • Cancro indolor na região genital, boca ou ânus
  • Inchaço dos gânglios próximos

Sintomas na fase secundária

  • Erupções cutâneas que não coçam, muitas vezes nas palmas das mãos e solas dos pés
  • Feridas na boca, garganta ou áreas genitais
  • Febre, fadiga, dores de cabeça
  • Perda de peso

Sintomas na fase latente e terciária

Na fase latente, dificilmente há sintomas visíveis, mas o organismo continua infectado. Na fase terciária, surgem complicações como:

  • Problemas cardíacos, incluindo aneurismas
  • Afetações neurológicas, como meningite, problemas de coordenação e cegueira
  • Comprometimento ósseo e deformidades

Como fazer o diagnóstico?

O diagnóstico da sifilis é realizado através de exames de sangue específicos, que detectam os anticorpos produzidos contra a bactéria. Além disso, há testes laboratoriais que identificam o Treponema pallidum no sangue ou em lesões.

Exames comuns

  • Teste VDRL ou RPR (teste não treponêmico)
  • Teste treponêmico específico (FTA-ABS, TPPA)

Importância do diagnóstico precoce

Identificar a sifilis na fase inicial é fundamental para evitar complicações e transmissão. Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores as chances de cura completa.

Como tratar a sifilis?

A sifilis é curável com o uso adequado de antibióticos, especialmente penicilina. O tratamento varia conforme a fase da infecção e o estado de saúde do paciente.

Tratamento padrão

Fase da sifilisMedicamentoDuração
Primária, secundária e latente precoceBenzilpenicilina benzatina (injeção)Geralmente uma dose única
Latente de longa duração ou terciáriaBenzilpenicilina benzatina (injeções múltiplas)Pode envolver várias doses
Alergia à penicilinaDoxiciclina ou eritromicina (quando indicada)Duração variável, geralmente de 14 a 28 dias

“O tratamento precoce é essencial para evitar sequelas e a transmissão da doença.” — Sociedade Brasileira de Infectologia

Cuidados durante o tratamento

  • Realizar acompanhamento médico após a terapia
  • Evitar novas relações sexuais até o término do tratamento e a cura
  • Realizar testes de acompanhamento para certificar a cura

Como prevenir a sifilis?

A prevenção da sifilis envolve medidas de Educação em Saúde e comportamento responsável:

  • Uso de preservativos em todas as relações sexuais
  • Testagem regular para ISTs, especialmente em pessoas com múltiplos parceiros
  • Comunicação aberta com parceiros sexuais
  • Teste e tratamento de gestantes para evitar transmissão vertical

Perguntas frequentes (FAQs)

1. A sifilis tem cura?

Sim. A sifilis é uma das ISTs que podem ser totalmente curadas com o tratamento adequado, principalmente com a administração de penicilina.

2. Como sei se tenho sifilis?

A confirmação ocorre por meio de exames de sangue específicos realizados por um profissional de saúde.

3. É possível evitar a transmissão?

Sim. O uso consistente de preservativos e a realização de exames preventivos são fundamentais para evitar a transmissão.

4. Pode a sifilis voltar após o tratamento?

A infecção pode ocorrer novamente se houver contato com uma pessoa infectada. O tratamento anterior não protege contra futuras infecções.

5. A sifilis pode afetar a gravidez?

Sim. Se não tratada, a sifilis pode causar aborto espontâneo, parto prematuro e transmissão ao bebê, levando a complicações graves.

Conclusão

A sifilis é uma doença que, apesar de ser antiga, ainda representa um desafio importante para a saúde pública. Seu diagnóstico precoce e tratamento eficaz são essenciais para prevenir complicações graves e a transmissão. A conscientização, o uso de preservativos e a realização de exames regulares são as melhores estratégias de prevenção. Com informações corretas e cuidados adequados, é possível eliminar as consequências severas dessa infecção.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Sífilis. Brasília: Ministério da Saúde, 2022.
  2. Sociedade Brasileira de Infectologia. Guia de controle das infecções sexualmente transmissíveis. São Paulo: SBInfecto, 2023.
  3. Organização Mundial da Saúde. Sexually Transmitted Infections (STIs). Disponível em: WHO STI Factsheet

Últimas palavras

Manter uma rotina de exames, praticar sexo seguro e buscar orientações médicas regulares são passos essenciais para a prevenção e o controle da sifilis. Afinal, o conhecimento é a melhor arma contra qualquer doença.