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Seroma: O Que É e Como Tratar Essa Complicação Pós-Cirúrgica

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O sucesso de uma cirurgia muitas vezes vai além do procedimento realizado e da recuperação imediata. Uma das complicações que podem surgir durante o processo de cicatrização é o seroma, uma condição que, se não devidamente identificada e tratada, pode atrasar a recuperação do paciente, gerar desconforto e até complicações mais sérias.

Neste artigo, abordaremos detalhadamente o que é o seroma, suas causas, sintomas, métodos de diagnóstico, opções de tratamento, além de dicas para prevenção e cuidados após procedimentos cirúrgicos. Se você busca entender essa complicação comum, continue a leitura para obter informações essenciais e confiáveis sobre o tema.

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O que é o seroma?

Definição de seroma

De forma simples, o seroma é uma acumulação de líquido claro ou levemente amarelado, chamado de sêmen, que se acumula na região onde ocorreu uma cirurgia ou trauma. Essa coleção de fluido acontece geralmente no espaço criado após uma intervenção cirúrgica, como cirurgias plásticas, abdominoplastias, lipoaspirações, remoção de tumores ou cirurgias ortopédicas, entre outras.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o seroma é uma complicação frequente em cirurgias que envolvem grande destruição de tecidos, podendo ocorrer em até 50% dos procedimentos de grande porte.

Como o seroma se forma?

O acúmulo de líquido se dá devido à resposta inflamatória do corpo ao trauma cirúrgico. Durante a cirurgia, vasos sanguíneos e linfáticos podem ser feridos, levando ao extravasamento de plasma e linfa. Caso esse líquido não seja drenado ou absorvido pelo organismo, age como uma bola de fluido, formando o seroma.

Causas e fatores de risco

Principais causas do seroma

  • Trauma cirúrgico: cortes extensos, uso de instrumentação agressiva ou técnica cirúrgica complexa.
  • Remoção de grandes volumes de tecido: como em cirurgias plásticas ou oncológicas.
  • Presença de infecção: que pode aumentar a inflamação e a produção de líquido.
  • Má hemostasia: sangramentos persistentes que estimulam a formação de líquidos ao redor da área operada.
  • Paciente com fatores de risco: obesidade, diabetes, uso de corticoides, tabagismo e imunossupressão.

Tabela: Fatores de risco para formação de seroma

Fator de RiscoDescrição
ObesidadeMaior quantidade de tecido adiposo e maior risco de acúmulo de líquidos
Cirurgias extensasProcedimentos que envolvem grande descolamento e manipulação de tecidos
InfecçãoPode promover maior inflamação e produção de líquido
Idade avançadaDiminuição da capacidade de cicatrização e absorção de líquidos
Uso de medicamentos corticosteroidesPode reduzir a resistência imunológica e aumentar risco de complicações

Sintomas do seroma

Os sinais e sintomas variam de paciente para paciente, mas geralmente incluem:

  • Inchaço na área operada
  • Sensação de peso ou pressão
  • Tumefação ao toque que pode ser palpável
  • Dor ou desconforto leve a moderado
  • Mobilidade limitada na região afetada
  • Às vezes, o seroma pode estar visível como uma bolha ou uma área de pele estufada

Se o seroma não for tratado ou percebido cedo, pode levar à infecção secundária, formando um abscesso, ou à formação de cicatrizes anormais.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico do seroma costuma ser clínico, realizado por meio de exame físico detalhado. No entanto, em alguns casos, podem ser solicitados exames complementares, como:

ExameObjetivo
UltrassonografiaConfirmar a presença de líquido e avaliar sua quantidade e localização
Aspiração de líquidoColeta para análise microbiológica, caso haja suspeita de infecção
Tomografia computadorizada (TC)Para casos complexos ou recorrentes, avaliar a extensão

Como tratar o seroma?

Opções de tratamento

MétodoDescriçãoQuando usar
ObservaçãoCaso o seroma seja pequeno e assintomático, pode-se apenas monitorarPara pequenos acumulações sem sinais de complicação
DrenagemUtilização de agulha ou cânula para remover o excesso de líquidoQuando o acúmulo causa desconforto ou risco de infecção
Compressas e curativosAplicação de compressas frias e curativos estéreisPara controle da dor e inflamação
Uso de cinta compressoraAuxilia na redução do edema e na retenção do líquidoEm cirurgias abdominais ou plásticas
MedicaçãoAnti-inflamatórios e antibióticos, se necessárioPara controlar a inflamação e prevenir infecção
Cirurgia de revisãoEm casos de recidiva ou formação de abscessoQuando outros tratamentos não resolvem o problema

Cuidados após drenagem

Após a drenagem, recomenda-se a manutenção de curativos limpos, repouso relativo, evitar esforços na região e seguir as orientações médicas rigorosamente. Além disso, em alguns casos, o médico pode recomendar o uso de drenos hoses por alguns dias para evitar a formação de novos seromas.

Como prevenir o seroma?

Dicas e cuidados essenciais

  • Técnica cirúrgica adequada: utilização de métodos que minimizem o trauma tecidual.
  • Hemostasia eficiente: controle rigoroso do sangramento durante o procedimento.
  • Colocação de drenos: para evacuação do líquido acumulado logo após a cirurgia.
  • Cuidados com o pós-operatório: evitar esforço físico excessivo, seguir orientações de repouso, higiene adequada e uso de curativos.
  • Controle de fatores de risco: tratamento da obesidade, diabetes e outros problemas de saúde antes da cirurgia.

Informação importante

É fundamental que o paciente siga todas as orientações médicas após a cirurgia e compareça às consultas de acompanhamento para uma avaliação adequada, evitando complicações como o seroma.

Perguntas frequentes (FAQs)

1. O seroma é uma complicação comum após a cirurgia?

Sim, o seroma é uma das complicações mais frequentes após procedimentos cirúrgicos, especialmente aqueles que envolvem grande manipulação de tecidos ou uso de implantes.

2. Como saber se estou com seroma?

Os sinais típicos incluem inchaço na região operada, sensação de peso, dor, e às vezes, a formação de uma bolha visível ou palpável sob a pele.

3. Posso prevenir o seroma?

Sim, com uma técnica cirúrgica adequada, uso de drenos, cuidados no pós-operatório e tratamento de fatores de risco como obesidade.

4. Quanto tempo leva para um seroma desaparecer?

Depende da quantidade de líquido acumulado e do tratamento realizado. Pequenos seromas podem desaparecer em algumas semanas com acompanhamento adequado, enquanto outros podem requerer drenagem ou intervenção cirúrgica.

5. O seroma sempre precisa de tratamento?

Nem sempre. Pequenos seromas assintomáticos podem ser monitorados, mas quando causam desconforto ou aumentam de volume, é necessário tratamento.

Conclusão

O seroma é uma complicação comum no pós-operatório que, embora possa parecer assustador, geralmente apresenta bom prognóstico quando diagnosticado precocemente e tratado adequadamente. Sua formação está relacionada a fatores que envolvem trauma, manipulação de tecidos e resposta inflamatória do organismo. Com cuidados adequados, técnicas cirúrgicas precisas e acompanhamento médico rigoroso, a incidência de seromas pode ser significativamente reduzida.

Se você passou por uma cirurgia e percebeu sinais de inchaço ou desconforto, procure imediatamente seu médico para avaliação. Assim, a Chancen de complicações mais sérias será minimizada e a sua recuperação poderá ocorrer de forma mais rápida e segura.

Referências

  • Instituto Nacional de Câncer (INCA). Complicações Cirúrgicas
  • Silva, P. R. et al. "Complicações pós-operatórias em cirurgia plástica: uma revisão". Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, 2019.
  • Barbosa, H. et al. "Seroma após cirurgia de mama: fatores de risco e tratamento". Jornal de Cirurgia, 2020.
  • Mayo Clinic. Seroma: Tratamento e Cuidados

Nota: Este artigo foi elaborado com o objetivo de informar e orientar, contudo, nunca substitui a avaliação especializada. Consulte sempre um profissional de saúde em caso de dúvidas ou sintomas preocupantes.