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Sequela de Poliomielite CID: Entenda Diagnóstico e Tratamento

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A poliomielite, também conhecida como paralisia infantil, foi uma das doenças mais ameaçadoras do século XX graças à sua capacidade de causar paralisia e incapacidades permanentes. Com as campanhas de vacinação, essa doença foi drasticamente reduzida globalmente, sendo considerada erradicada em muitos países. No entanto, ainda há indivíduos que convivem com as sequelas deixadas pela poliomielite, que podem gerar limitações físicas e emocionais significativas.

Neste artigo, abordaremos de forma detalhada o que é a sequela de poliomielite, como ela é classificada na Classificação Internacional de Doenças (CID), seus sintomas, diagnóstico, tratamentos disponíveis, além de responder às perguntas mais frequentes. Nosso objetivo é fornecer informações úteis para pacientes, familiares e profissionais de saúde, promovendo um entendimento claro sobre a condição que permanece na história da medicina.

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O que é a Sequela de Poliomielite?

A sequela de poliomielite refere-se às sequelas neurológicas e musculares que permanecem após a recuperação de uma infecção pelo vírus da poliomielite. Esses danos podem resultar em fraqueza muscular, deformidades, alterações na marcha e, em casos mais graves, dificuldades respiratórias.

Causas das Sequelas

O vírus da poliomielite atinge principalmente a medula espinhal, destruindo as células motoras. Quando a recuperação ocorre, ela muitas vezes é incompleta, deixando danos permanentes.

População afetada

Embora a vacinação tenha reduzido significativamente os casos, ainda existem adultos que viveram episódios de poliomielite e carregam as sequelas, especialmente em regiões onde a imunização foi implementada tardiamente ou de forma desigual.

Classificação CID das Sequelas de Poliomielite

A Classificação Internacional de Doenças (CID), desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde, classifica as sequelas de poliomielite sob o código:

Código CIDDescriçãoDetalhamento
B91Sequela da poliomielite (paralisia)Representa doenças neurológicas resultantes de poliomielite anterior, incluindo paralisias residuais e outras sequelas.

No CID-10, a classificação usada até hoje, a sequela de poliomielite é identificada pelo código B91. No sistema mais atualizado, o CID-11, esse código foi atualizado para melhor caracterização, mas o entendimento permanece semelhante.

Sintomas e Manifestações da Sequela de Poliomielite

As manifestações variam de acordo com a gravidade e o local das sequelas. A seguir, apresentamos os sintomas mais comuns:

Sintomas físicos

  • Fraqueza muscular persistente
  • Deformidades ósseas e articulares
  • Dificuldade para andar ou manter o equilíbrio
  • Atrofia muscular (perda de massa muscular)
  • Dificuldades respiratórias devido à fraqueza do diafragma

Sintomas secundários

  • Fadiga excessiva
  • Dor muscular e articular
  • Problemas de coordenação motora
  • Uma aparência de deformidades ósseas como joelhos em valgo ou varo

Impacto emocional e psicológico

Muitos pacientes também enfrentam problemas emocionais, como depressão e ansiedade, decorrentes das limitações físicas e sociais.

Diagnóstico da Sequela de Poliomielite

O diagnóstico envolve uma combinação de avaliação clínica, histórico médico e exames complementares.

Avaliação clínica

  • Anamnese detalhada, incluindo história de infecção por poliomielite
  • Exame físico para verificar força muscular, reflexos e deformidades
  • Avaliação funcional para determinar o impacto na mobilidade

Exames complementares

ExameObjetivoDescrição
Eletromiografia (EMG)Diagnóstico de fraqueza muscularAvalia a atividade elétrica dos músculos e nervos
RadiografiasAvaliação de deformidades ósseasDetecta deformidades ósseas e alterações na estrutura musculoesquelética
Ressonância magnética (RM)Imagem detalhada dos tecidosIdentifica alterações na medula e tecido neural remanescente

Diagnóstico diferencial

Deve-se distinguir a sequela de poliomielite de outras condições que causam fraqueza muscular, como esclerose lateral amiotrófica, distrofias musculares e sequelas de traumatismos.

Tratamento da Sequela de Poliomielite

Atualmente, não há cura para as sequelas de poliomielite, mas diversas abordagens podem melhorar a qualidade de vida do paciente.

Tratamento medicamentoso

  • Analgésicos para controle da dor
  • Relaxantes musculares
  • Suplementos de vitaminas e minerais para fortalecimento geral

Reabilitação física

A fisioterapia é fundamental para manter a funcionalidade muscular e prevenir contraturas. Inclui:

  • exercícios de fortalecimento muscular
  • técnicas de alongamento
  • uso de órteses e próteses para corrigir deformidades
  • programas de reabilitação para otimizar a mobilidade

Apoios e adaptações

  • Uso de muletas, andadores ou cadeiras de rodas
  • Adaptações ambientais para facilitar a locomoção
  • Orientações ergonômicas para atividades diárias

Tratamento cirúrgico

Em casos de deformidades severas, procedimentos como cirurgias ortopédicas podem ser indicados para melhorar a postura e funcionalidade.

Cuidados especiais

Pacientes podem precisar de acompanhamento multidisciplinar, envolvendo fisiatras, neurologistas, ortopedistas, psicólogos e assistentes sociais.

Como Prevenir as Sequelas de Poliomielite?

A principal estratégia de prevenção é a vacinação. A vacina oral (OPV) e a inativada (IPV) são eficazes para prevenir a poliomielite. A erradicação do vírus contribui para evitar que novas sequelas se consolidem.

Para manter a proteção, recomenda-se:

  • Manter o esquema vacinal atualizado
  • Promover ações de conscientização sobre a importância da imunização
  • Acompanhar a vigilância epidemiológica

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. A vacina contra poliomielite pode causar sequelas?

Não. As vacinas disponíveis atualmente são seguras e não causam poliomielite ou sequelas. A imunização é a melhor forma de prevenir a doença.

2. É possível recuperar a mobilidade totalmente após as sequelas de poliomielite?

A maioria dos pacientes apresenta melhora com reabilitação, mas a recuperação total não é comum, especialmente em casos de sequelas severas. O tratamento visa maximizar a funcionalidade e a qualidade de vida.

3. Quais são as novidades no tratamento da sequelas de poliomielite?

O avanço na fisioterapia, uso de órteses e tecnologias assistivas têm contribuído para melhores resultados. Além disso, pesquisas em terapias regenerativas ainda estão em andamento.

4. Como lidar emocionalmente com as sequelas de poliomielite?

Procure apoio psicológico, participe de grupos de convivência e mantenha uma rede de apoio familiar. O acompanhamento psicológico pode ajudar a enfrentar os desafios emocionais.

Tabela de Fatores de Risco para Sequelas de Poliomielite

Fator de RiscoDescrição
Infecção grave por poliomielitemaior destruição neural e maior risco de sequelas
Idade na infecçãoadultos tendem a apresentar sequelas mais severas
Acesso limitado à vacinaçãomenor imunização e maior risco de complicações
Atendimento inadequadocuidados insuficientes durante a fase aguda

Conclusão

A sequela de poliomielite, apesar da drástica redução de casos graças às campanhas de imunização, ainda representa uma realidade para muitos adultos que convivem com suas consequências. Conhecer seus sintomas, formas de diagnóstico e opções de tratamento é fundamental para melhorar a qualidade de vida desses indivíduos.

A prevenção, através da vacinação contínua e vigilância, permanece a estratégia mais eficaz para erradicar de vez essa doença. Como afirma a Organização Mundial da Saúde, "A erradicação da poliomielite é uma das maiores realizações da saúde pública, mas ela só será plena quando todos estiverem vacinados."

Se você ou alguém da sua família convive com sequelas de poliomielite, procure um profissional de saúde para uma avaliação adequada e orientações personalizadas.

Referências

  1. Organização Mundial da Saúde. Poliomielite: Informações básicas. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/poliomyelitis. Acesso em: 23 de outubro de 2023.

  2. Ministério da Saúde. Programa Nacional de Imunizações. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-z/p/pni. Acesso em: 23 de outubro de 2023.

  3. Lemos, G. C., & Silva, A. P. (2020). Reabilitação em sequelados de poliomielite: abordagem multidisciplinar. Revista Brasileira de Neurologia, 56(2), 134-140.

Engajamento e informação são passos essenciais na luta contra o poliomielite e suas sequelas. Prevenir é sempre melhor do que remediar!