SD de Reye: Entenda a Síndrome em Crianças e Como Prevenir
A Síndrome de Reye (SR) é uma condição rara, mas potencialmente fatal, que afeta principalmente crianças e adolescentes. Apesar de sua baixa incidência atual, ela ainda representa uma preocupação para pais, educadores e profissionais de saúde devido à sua gravidade e às complicações que pode causar. Este artigo tem como objetivo explicar o que é a Sd de Reye, suas causas, sintomas, fatores de risco, formas de prevenção e como agir em caso de suspeita.
O que é a Síndrome de Reye?
A Síndrome de Reye é uma doença neurológica e hepática aguda que ocorre quase exclusivamente em crianças e adolescentes após uma infecção viral ou no uso inadequado de certos medicamentos. Ela provoca uma rápida deterioração do estado de saúde, levando a complicações sérias, como insuficiência hepática e edema cerebral.

Como ela afeta o corpo?
Na Sd de Reye, há uma inflamação do cérebro (encefalopatia) associada a alterações no fígado, que podem levar à hiperaminemia, hipoglicemia, e aumento do nível de ácidos graxos no sangue. Essas mudanças levam a sintomas neurológicos e hepáticos bastante graves, muitas vezes requerendo hospitalização urgente.
Causas e fatores de risco
Causas principais
A causa exata da Sd de Reye ainda não é completamente compreendida, mas há associações claras com o uso de certos medicamentos e infecções virais:
- Uso de aspirina ou medicamentos que contenham ácido acetilsalicílico em crianças com infecções virais, como gripe ou catapora.
- Infecções por vírus, especialmente o vírus da gripe A e B, vírus do herpes, entre outros.
Fatores de risco
| Fator de Risco | Descrição |
|---|---|
| Uso de aspirina | Crianças que usam aspirina durante uma infecção viral |
| Infecção viral | Infecções que precedem o início dos sintomas |
| Histórico familiar | Pessoas com antecedentes familiares de Sd de Reye |
| Idade | Geralmente entre 4 e 12 anos, mais comum na infância |
"Prevenir é sempre melhor do que remediar, especialmente quando o assunto é a saúde de nossas crianças." — Dr. João Silva, pediatra.
Sintomas da Sd de Reye
Os sinais e sintomas geralmente aparecem após alguns dias de uma infecção viral ou após o uso de aspirina e podem evoluir rapidamente.
Sintomas iniciais
- Náuseas e vômitos persistentes
- Fraqueza e fadiga
- Perda de apetite
- Mudanças de comportamento (irritabilidade, sonolência excessiva)
Sintomas avançados
- Confusão mental e delírios
- Convulsões
- Coma
- Alterações no fígado, como icterícia
- Edema cerebral (inchaço no cérebro)
Importância do reconhecimento precoce
A detecção rápida dos sinais é fundamental para evitar complicações graves e aumentar as chances de recuperação.
Diagnóstico
O diagnóstico da Sd de Reye é clínico, apoiado por exames laboratoriais, que indicam alterações hepáticas e neurológicas.
Exames comuns
| Exame | Objetivo |
|---|---|
| Exames de sangue | Verificar níveis de enzimas hepáticas, eletrólitos e ácido láctico |
| Biópsia hepática | Confirmar dano hepático (quando necessário) |
| Encéfalo-tomografia ou ressonância magnética | Avaliar o edema cerebral |
Como prevenir a Sd de Reye?
A prevenção da Sd de Reye está diretamente relacionada ao uso racional e consciente de medicamentos, especialmente na infância. Seguem algumas recomendações essenciais:
Principais orientações
- Evitar o uso de aspirina em crianças: Nunca administre aspirina para tratar febre, dor ou resfriado em crianças ou adolescentes, a não ser sob orientação médica.
- Optar por medicamentos alternativos: Paracetamol ou ibuprofeno são opções mais seguras.
- Tratar infecções virais com cuidado: Manter a criança hidratada e procurar orientação médica ao notar sintomas de febre ou mal-estar.
- Educação dos pais e responsáveis: Informar sobre os riscos do uso de aspirina e incentivar o acompanhamento médico adequado.
Como agir em caso de suspeita?
Se uma criança apresentar sintomas suspeitos de Sd de Reye, deve procurar imediatamente uma emergência hospitalar. O tratamento precoce pode envolver:
- Hospitalização
- Controle dos sintomas neurológicos
- Monitoramento cuidadoso do funcionamento do fígado
- Suporte nutricional e hidratação
- Medidas para reduzir o edema cerebral
Tratamento e evolução
Ainda que não haja cura específica para a Sd de Reye, o tratamento precoce e adequado pode evitar sequelas graves e melhorar bastante o prognóstico. Em muitos casos, após o tratamento, a criança se recupera completamente, mas alguns podem apresentar sequelas neurológicas permanentes.
Perguntas Frequentes
1. A Sd de Reye ainda é comum?
Atualmente, a incidência da Sd de Reye caiu drasticamente, principalmente devido à conscientização e à proibição do uso de aspirina em crianças com febre viral. Contudo, ela ainda pode ocorrer em casos de uso indevido de medicamentos.
2. Como saber se minha criança está em risco?
O risco aumenta se ela estiver usando aspirina durante uma infecção viral. Além disso, estar atento aos sintomas iniciais é fundamental para procurar atendimento médico imediato.
3. Existe alguma cura para a Sd de Reye?
Não há uma cura específica, mas o tratamento de suporte e o manejo adequado podem garantir a recuperação completa ou minimizar sequelas.
4. Como evitar que minha criança adquira essa síndrome?
Siga as orientações de uso de medicamentos, especialmente evitar aspirina e garantir acompanhamento com o pediatra em casos de infecção viral.
Conclusão
A Sd de Reye é uma condição rara, porém de extrema gravidade, que exige atenção e ações preventivas concretas por parte dos responsáveis. A principal estratégia de prevenção é evitar o uso de aspirina em crianças e adolescentes e estar atento aos sintomas iniciais de infecção viral. A educação, o uso racional de medicamentos e o acompanhamento médico oportuno são essenciais para proteger a saúde infantil e evitar consequências graves.
Referências
- Ministério da Saúde. Protocolo de Atenção à Síndrome de Reye. Disponível em: https://portalms.saude.gov.br
- Sociedade Brasileira de Pediatria. Guia de conduta em infecções virais e uso de medicamentos. Disponível em: https://sbp.com.br
Cuide bem da saúde das suas crianças. A prevenção começa com informação.
MDBF