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Sangue Oculto nas Fezes: Código TUSS Explicado e Cuidados

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A presença de sangue oculto nas fezes é uma preocupação comum na prática médica e um sinal importante para diversos problemas de saúde. Muitas vezes, essa condição não apresenta sintomas visíveis, sendo detectada apenas por exames específicos. No Brasil, ao solicitar exames laboratoriais, os profissionais utilizam o código TUSS (Tabela Unificada de Serviços de Saúde), um sistema que padroniza os procedimentos realizados pelos fornecedores de saúde. Neste artigo, vamos explicar o que é o sangue oculto nas fezes, como ele é codificado pelo código TUSS, quais cuidados devem ser tomados e responder às dúvidas frequentes sobre o tema.

O que é sangue oculto nas fezes?

O sangue oculto nas fezes refere-se a sangue que não é visível a olho nu, ou seja, não altera a coloração ou aparência normal das fezes. Sua detecção, geralmente, exige testes específicos, como o método de imunocromatografia ou teste de sangue oculto na fezes (SOH).

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Por que investigar sangue oculto nas fezes?

A presença de sangue oculto pode indicar uma variedade de condições, incluindo:

  • Hemorróidas
  • Diverticulite
  • Pólipos intestinais
  • Doença inflamatória intestinal (retocolite ulcerativa, Crohn)
  • Câncer de intestino
  • Úlceras gástricas ou duodenais
  • Infecções intestinais

A detecção precoce é fundamental para um diagnóstico oportuno e tratamento adequado.

Código TUSS para o exame de sangue oculto nas fezes

O que é o código TUSS?

O código TUSS é uma padronização brasileira que classifica os procedimentos de saúde realizados pelos prestadores de serviço do SUS e do setor privado. Para exames relacionados ao sangue oculto nas fezes, o código mais utilizado é:

Código TUSSDescrição do ProcedimentoValor Aproximado (R$)Observação
04010223Pesquisa de sangue oculto nas fezes por método imunocromatográficoR$ 25 - R$ 40Pode variar conforme o laboratório

Como é realizado o exame?

O exame de sangue oculto nas fezes envolve a coleta de uma amostra de fezes, que é enviada ao laboratório para análise. O método mais comum atualmente é o imunocromatográfico, que oferece maior sensibilidade e precisão.

Importância do correto codificação

O uso correto do Código TUSS garante transparência, padronização e facilidade na autorização e pagamento do procedimento, seja pelo SUS ou convênios privados. Além disso, facilita o acompanhamento e o controle de dados epidemiológicos.

Procedimento para realizar o teste de sangue oculto nas fezes

Passos:

  1. Solicitação médica
  2. Coleta da amostra de fezes em ambiente adequado, seguindo as instruções do laboratório
  3. Envio ao laboratório para análise
  4. Resultado enviado ao paciente e ao médico responsável

Cuidados na coleta

  • Evitar consumo de alimentos ricos em ferro, carnes vermelhas e vegetais que possam influenciar no resultado
  • Seguir as orientações do laboratório quanto ao momento da coleta
  • Utilizar o recipiente adequado fornecido pelo laboratório

Quais os sinais e sintomas que podem indicar a presença de sangue oculto?

Mesmo sem sangramento visível, alguns sinais podem sugerir problemas, como:

  • Fadiga inexplicada
  • Fraqueza
  • Perda de peso
  • Desconforto abdominal
  • Mudanças no hábito intestinal
  • Fezes com aparência escura ou melaço

No entanto, a única forma definitiva de detectar o sangue oculto é através do exame laboratorial.

Diagnóstico e acompanhamento médico

Após a detecção de sangue oculto, o próximo passo é uma investigação mais aprofundada, podendo incluir:

  • Colonoscopia
  • Endoscopia digestiva alta
  • Ultrassonografia abdominal
  • Outros exames de imagem ou laboratoriais

O acompanhamento médico especializado é imprescindível para definir o diagnóstico correto e o tratamento adequado.

Por que é importante realizar exames periódicos?

A realização periódica de exames de sangue oculto nas fezes é uma estratégia de prevenção, especialmente em pessoas com maior risco de câncer de intestino, como:

  • Pessoas com idade acima de 50 anos
  • História familiar de câncer colorretal
  • Pessoas com critérios de diagnóstico de doenças inflamatórias intestinais

Segundo a Sociedade Brasileira de Colonoscopia, a prevenção e detecção precoce podem reduzir significativamente a mortalidade por câncer colorretal.

Tabela de recomendações para exames de sangue oculto

Grupo de RiscoFrequência RecomendadaObservações
Pessoas com mais de 50 anosAnualmentePara detectar precocemente o câncer de intestino
Pessoas com história familiarA cada 2 anos ou conforme orientação médicaParticularmente se parentes próximos tiveram câncer
Pessoas com doenças inflamatórias intestinaisA cada 1-2 anosMonitoramento constante para detectar alterações

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O sangue oculto nas fezes sempre indica câncer?

Resposta: Não. Existem várias condições que podem causar sangue oculto sem ser câncer, como hemorróidas, úlceras ou infecções. Porém, a presença de sangue oculto deve ser avaliada cuidadosamente por um médico.

2. O exame de sangue oculto nas fezes é doloroso?

Resposta: Não. O exame é simples e não invasivo, envolvendo apenas a coleta de uma amostra de fezes.

3. Posso comer normalmente antes do exame?

Resposta: Geralmente, recomenda-se evitar certos alimentos e medicamentos antes do exame, conforme orientação do laboratório ou médico. Sempre siga as instruções fornecidas.

4. Quanto tempo leva para receber o resultado?

Resposta: O prazo costuma ser de 24 a 72 horas, variando de acordo com o laboratório.

5. O exame deve ser repetido regularmente?

Resposta: Em populações de risco, recomenda-se a periodicidade conforme orientação médica, geralmente anual ou a cada dois anos.

Cuidados importantes após o exame

  • Manter a avaliação médica de acompanhamento
  • Informar qualquer sintoma novo ou agravamento
  • Seguir orientações do profissional de saúde quanto aos próximos passos

Conclusão

A detecção de sangue oculto nas fezes é uma ferramenta crucial na prevenção e diagnóstico precoce de várias doenças intestinais, incluindo o câncer colorretal. O entendimento do código TUSS e a correta realização do procedimento otimizam o cuidado e o gerenciamento dessa condição. É fundamental manter uma rotina de exames periódicos, principalmente para grupos de risco, e consultar sempre um profissional de saúde ao notar qualquer sinal ou sintoma suspeito.

Referências

Lembre-se: a avaliação médica é indispensável para diagnóstico preciso e tratamento adequado.