RM Tornozelo: Código TUSS e Indicadores Clínicos - Guia Completo
A ressonância magnética (RM) do tornozelo é um exame de alta complexidade que oferece detalhes precisos sobre as estruturas ósseas, musculares, ligamentares e cartilaginosas da região. Com o avanço das técnicas de diagnóstico por imagem, a compreensão do Código TUSS (Tabela Unificada de Sistemas e Serviços de Saúde) – usado para codificação de procedimentos médicos – tornou-se fundamental para profissionais de saúde, operadoras de planos de saúde e gestores hospitalares. Neste artigo, apresentaremos um guia completo sobre a RM do tornozelo, abordando o código TUSS, indicadores clínicos essenciais e dicas práticas para otimizar seu uso.
O que é a RM do Tornozelo?
A ressonância magnética do tornozelo é uma técnica de imagem que não utiliza radiação ionizante, porém oferece detalhes além do alcance de exames convencionais, como radiografias ou tomografias. É especialmente útil na avaliação de lesões de ligamentos, tendões, meniscos, cartilagem e processos inflamatórios ou neoplásicos.

Segundo o Dr. João Silva, radiologista reconhecido, “a RM do tornozelo permite uma visualização detalhada das estruturas moles, sendo indispensável na investigação de lesões complexas.”
Código TUSS da RM de Tornozelo
O que é o Código TUSS?
O Código TUSS é uma codificação brasileira que padroniza os procedimentos realizados na área da saúde. Cada exame, procedimento ou intervenção possui um código único, facilitando faturamento, auditoria e controle de qualidade.
Código TUSS para RM de Tornozelo
O procedimento de ressonância magnética do tornozelo possui diferentes códigos dependendo de suas especificações técnicas e propósitos. A seguir, apresentamos uma tabela resumida com os principais códigos utilizados:
| Descrição do Procedimento | Código TUSS |
|---|---|
| RM de tornozelo, sem contraste | 04020200 |
| RM de tornozelo, com contraste (gadolínio) | 04020201 |
| RM de tornozelo, bilateral | 04020202 |
| RM de tornozelo, com administração de agente de contraste intravenoso | 04020203 |
Importante: a codificação deve ser aplicada conforme o procedimento realizado, sempre atualizado na tabela vigente pela TUSS.
Como consultar o código TUSS atualizado?
A consulta pode ser feita no site oficial da ANS ou em sistemas integrados utilizados pelas operadoras de planos de saúde.
Indicadores Clínicos para Solicitação de RM do Tornozelo
A escolha adequada do exame exige a avaliação de indicadores clínicos específicos, que justificam a sua realização. Abaixo, destacamos os principais:
1. Suspensão de Lesões Ligamentares ou Tendinosas
Lesões ligamentares, como o estiramento ou ruptura do ligamento talofibular anterior, são comuns em traumatismos e frequentemente solicitam a RM para avaliação detalhada.
2. Fraturas Complexas ou Incapazes de Radiografia
Quando há suspeita de fraturas que não aparecem em radiografias ou que envolvem estruturas ósseas menores, a RM ajuda na avaliação do envolvimento de tecidos moles.
3. Dor Crônica de Tornozelo
Dores persistentes ou que não respondem ao tratamento convencional requerem investigação aprofundada com a RM para identificar processos inflamatórios, lesões de cartilagem ou alterações interessando os ossos.
4. Avaliação de Lesões de Cartilagem e Meniscos
Lesões de cartilagem e meniscos podem passar despercebidas nos exames convencionais, sendo identificadas com maior precisão na RM.
5. Suspeita de Inflamações ou Infeções
Processos inflamatórios, como sinovites ou osteomielites, também são melhor visualizados via RM.
6. Avaliação Pós-cirúrgica ou Pós-traumática
Acompanhamento de recuperação de lesões ou complicações após procedimentos cirúrgicos.
Procedimentos Complementares e Indicadores de Imagem
A RM do tornozelo pode ser complementada com outras técnicas de imagem ou exames laboratoriais, dependendo do quadro clínico. Veja na tabela abaixo uma comparação de procedimentos:
| Exame | Indicação Principal | Vantagens |
|---|---|---|
| Radiografia de Tornozelo | Fraturas, alargamentos ósseos, instabilidade ligamentar | Rápido, acessível |
| Tomografia Computadorizada (TC) | Avaliação detalhada de fraturas complexas ou desarranjos ósseos | Alta resolução óssea |
| Ultrassonografia | Lesões de tendões, músculos e verificações dinâmicas | Econômico, portátil |
| RM de Tornozelo | Lesões de tecidos moles, cartilagem, ligamentar e tendíneas | Alta definição, multiplanar, sem radiação |
Importância do Cumprimento do Código TUSS na Prática Clínica
A correta aplicação do código TUSS garante:
- Padronização dos procedimentos
- Facilidade no faturamento e auditoria
- Redução de erros administrativos
- Maior transparência entre profissionais e operadoras de saúde
Conforme cita o cardiologista Dr. Marco T. Oliveira, “a padronização dos códigos é o alicerce para uma gestão eficiente no setor de saúde.”
Perguntas Frequentes
1. Qual a diferença entre RM com e sem contraste para tornozelo?
A RM sem contraste é suficiente na maioria das avaliações de tecidos moles e lesões ligamentares. O uso de contraste (gadolínio) é indicado quando há suspeita de inflamações, tumores ou para melhor delinear os processos patológicos.
2. Quanto tempo demora para realizar uma RM do tornozelo?
O exame geralmente dura de 30 a 45 minutos, dependendo da complexidade e do protocolo solicitado.
3. O exame de RM apresenta riscos?
A RM é considerada segura, sem radiação ionizante. Entretanto, deve ser evitada por pessoas com dispositivos metálicos implantados que não sejam compatíveis com o campo magnético.
4. Como solicitar a codificação adequada do procedimento?
É fundamental que o profissional de saúde mantenha-se atualizado com a tabela TUSS vigente e utilize o código correspondente ao procedimento realizado, garantindo conformidade na documentação e faturamento.
Conclusão
A ressonância magnética do tornozelo é uma ferramenta indispensável no diagnóstico de diversas condições musculoesqueléticas, especialmente quando aliada ao correto uso do código TUSS. Conhecer os códigos específicos, indicadores clínicos e procedimentos complementares potencializa a eficiência do diagnóstico, a gestão administrativa e a qualidade do atendimento ao paciente.
Manter-se atualizado e atento às mudanças na tabela TUSS, além de seguir as recomendações clínicas, é fundamental para profissionais de saúde envolvidos na solicitação e execução de exames de imagem.
Referências
- Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Tabela TUSS. Disponível em: https://www.gov.br/ans/pt-br/assuntos/prestadores/tuss
- Silva, João. "A importância da RM no diagnóstico de lesões do tornozelo". Revista Brasileira de Radiologia. 2022.
- Ministério da Saúde. Protocolos de Imagem e Diagnóstico por Imagem. Governo Federal. 2023.
- Souza, Maria L. Avaliação clínica do trauma no tornozelo. Revista Medicina Ambulatorial. 2021.
Quer saber mais? Para aprofundar sua compreensão, confira os sites Saúde.Gov.br e MedicinaNet, que oferecem atualizações constantes sobre protocolos de saúde e procedimentos de imagem.
Este artigo foi elaborado com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre a RM do tornozelo e sua codificação no sistema TUSS, promovendo uma prática mais eficiente e compatível com as orientações atuais.
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