Retinopatia Diabética CID: Diagnóstico, Sintomas e Tratamento
A retinopatia diabética é uma das complicações mais sérias do diabetes mellitus, podendo levar à perda irreversível da visão se não for detectada e tratada precocemente. No CID (Código Internacional de Doenças), a retinopatia diabética é classificada sob o código E11.359 (retinopatia diabética não specified, não proliferativa, sem hemorragia vítrea), entre outros, dependendo do estágio e das particularidades clínicas.
Este artigo busca oferecer uma abordagem completa sobre a retinopatia diabética CID, abordando seu diagnóstico, sintomas, tratamentos disponíveis e dicas essenciais para pacientes e profissionais de saúde.

Introdução
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o diabetes afeta aproximadamente 422 milhões de pessoas globalmente, sendo responsável por diversas complicações, incluindo a retinopatia diabética. Esta condição afeta a retina, a camada sensível à luz no fundo do olho, comprometendo a visão de forma progressiva.
A retinopatia diabética CID é um termo utilizado para classificar as diferentes manifestações clínicas da doença, ajudando na padronização do diagnóstico e do tratamento. Com o avanço de tecnologias de imagem e de tratamentos, o prognóstico para pacientes com retinopatia diabética tem melhorado consideravelmente, mas o reconhecimento precoce ainda é crucial.
O que é Retinopatia Diabética CID?
Definição
Retinopatia diabética CID refere-se à classificação da doença retiniana relacionada ao diabetes, conforme os códigos do CID19, que evidencia a gravidade e o estágio da doença. A classificação é importante para registrar, monitorar e estabelecer tratamentos adequados.
Classificação segundo o CID
A retinopatia diabética é dividida em duas categorias principais:
| Categoria | Descrição | Código CID Respectivo |
|---|---|---|
| Não proliferativa | Estágio inicial, caracterizado por microaneurismas, hemorragias pequenas e exsudatos | E11.359, E11.351 |
| Proliferativa | Estágio avançado, com neovascularização e risco aumentado de hemorragia vítrea e descolamento de retina | E11.36, E11.37 |
Note que os códigos podem variar conforme a apresentação clínica e o sistema do CID.
Importância do Diagnóstico Precoces
O diagnóstico precoce permite intervenções que evitam complicações graves como glaucoma, descolamento de retina e perda de visão definitiva. Além disso, é fundamental para o gerenciamento do diabetes geral do paciente.
Sintomas da Retinopatia Diabética CID
Sintomas iniciais
Na fase inicial, muitas pessoas não apresentam sintomas perceptíveis, o que torna o rastreamento periódico ainda mais importante. Quando presentes, podem incluir:
- Visão turva
- Manchas ou manchas pretas na visão
- Dificuldade para enxergar à noite
- Perda de visão periférica
Sintomas avançados
No estágio proliferativo, os sintomas se intensificam e podem incluir:
- Hemorragias vítreas
- Descolamento de retina
- Perda súbita da visão
- Visão de flashes de luz
Diferenças entre os estágios
A tabela a seguir resume os principais sintomas de cada estágio:
| Estágio | Sintomas Comuns | Descrição |
|---|---|---|
| Não proliferativa | Leve ou nenhum sintoma | Microaneurismas, pequenas hemorragias, exsudatos duros |
| Distrofias severas | Visão turva, manchas | Microaneurismas mais extensos, edema retinal |
| Proliferativa | Hemorragia vítrea, visão perdida | Neovascularização, risco de descolamento de retina |
Diagnóstico da Retinopatia Diabética CID
Exames clínicos essenciais
- Fundoscopia: exame direto ou indireto do fundo de olho para identificar microaneurismas, hemorragias ou neovascularização.
- Tomografia de coerência óptica (OCT): avalia o edema e alterações na retina.
- Angiografia com fluoresceína: identifica áreas de neovascularização e vazamentos.
Determine a gravidade
Ao estabelecer o estágio da retinopatia, o oftalmologista pode usar as classificações do CID em conjunto com a documentação clínica, permitindo uma abordagem de tratamento mais eficaz.
Tratamento da Retinopatia Diabética CID
Tratamentos convencionais
- Controle glicêmico rigoroso: fator primário para evitar progressão.
- Laserterapia: fotocoagulação para reduzir neovascularizações.
- Injeções intraoculares: anti-VEGF (fatores de crescimento endotelial vascular), como bevacizumabe, para reduzir crescimento de vasos nu.
Tratamentos avançados
Para casos mais graves, podem ser indicados procedimentos cirúrgicos:
| Procedimento | Descrição | Quando indicado |
|---|---|---|
| Vitrectomia | Remoção do humor vítreo | Hemorragia vítrea pesada, descolamento de retina |
| Fotocoagulação septal | Para estabilizar a retina | Estágio proliferativo não controlado |
Consulte sempre um oftalmologista especializado para avaliação adequada.
Cuidados complementares
- Manter o controle de hipertensão arterial.
- Alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos.
- Monitoramento periódico da visão.
Para uma orientação detalhada, visite Sociedade Brasileira de Diabetes ou Associação Brasileira de Retina e Vítreo.
Perguntas Frequentes
1. Como a retinopatia diabética CID é classificada?
Ela é classificada pelo CID de acordo com o estágio da doença, variando de não proliferativa a proliferativa. Os códigos específicos ajudam na documentação clínica e na definição do tratamento.
2. Quando devo procurar um oftalmologista?
Se você possui diabetes, deve fazer exames oftalmológicos anuais mesmo sem sintomas, para detectar precocemente qualquer alteração relacionada à retinopatia.
3. Quais fatores aumentam o risco de desenvolver retinopatia diabética?
Além do controle glicêmico inadequado, fatores como hipertensão, colesterol alto, duração do diabetes e hábitos de vida influenciam na evolução da doença.
4. Existe cura para a retinopatia diabética CID?
Não há cura definitiva, mas com tratamento precoce, controle adequado do diabetes e acompanhamento regular, é possível evitar a perda de visão.
Conclusão
A retinopatia diabética CID representa uma importante preocupação de saúde pública, dada sua prevalência e potencial de causar cegueira irreversível. A chave para o manejo efetivo é a detecção precoce, monitoramento contínuo e tratamento adequado, que pode incluir laserterapia, medicamentos intraoculares e cirurgias.
Como afirma o endocrinologista Dr. João Silva:
"Prevenir é melhor do que remediar. No diabetes, o controle rigoroso e os exames periódicos fazem toda a diferença na qualidade de vida do paciente."
Paciente ou profissional de saúde, o compromisso com a saúde ocular é fundamental para preservar a visão e garantir uma vida plena.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (OMS). Diabetes Factsheet. 2022. Disponível em: https://www.who.int
- Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). Guia de Orientação ao Paciente. 2023. Disponível em: https://www.sbd.org.br
- Associação Brasileira de Retina e Vítreo. Diretrizes Clínicas. 2022. Disponível em: https://abretina.org
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