Remetidos os Autos: Entenda a Remessa Externa no Processo Jurídico
No universo jurídico, a tramitação dos processos envolve diversas etapas, procedimentos e termos técnicos. Um deles, de grande importância, é a remessa externa dos autos processuais. A expressão remete à transferência de documentos e peças processuais de um tribunal ou juízo para outro, seja para diligências, perícias ou alimentação de processos administrativos. Compreender o significado, procedimentos e implicações da remessa externa é fundamental tanto para profissionais do Direito quanto para partes envolvidas.
Neste artigo, abordaremos detalhadamente o conceito de remetidos os autos remessa externa, esclarecendo sua aplicabilidade no sistema judiciário brasileiro, além de fornecer dicas, dúvidas frequentes, exemplos práticos e referências essenciais para uma compreensão aprofundada do tema.

O que significa "Remetidos os autos remessa externa"?
Quando um processo precisa passar por uma etapa que exige a colaboração de outro órgão, tribunal ou especialista, ocorre a remessa externa dos autos. Essa remessa é o envio formal de documentos, peças processuais ou processos inteiros para fora da jurisdição original ou do tribunal responsável.
Significado de remessa externa em termos jurídicos
De acordo com o Código de Processo Civil (CPC) e Código de Processo Penal (CPP), a remessa externa é a transferência de autos processuais para que seja realizada diligência ou procedimento fora do município ou da comarca de origem, como perícias, avaliações, atraso na tramitação ou solicitação de informações por órgãos externos.
Quando ocorre a remessa externa?
Algumas das situações comuns que exigem remessa externa incluem:
- Realização de perícia técnica por profissionais especializados.
- Envio de autos para órgãos periciais do tribunal ou externos.
- Encaminhamento de processos para instâncias superiores.
- Transferência de autos entre varas judiciais por motivo de redistribuição ou redistribuição de competências.
- Solicitação de documentos ou informações de outros órgãos públicos, como o Ministério Público ou a Defensoria Pública.
- Quando o juízo necessita enviar autuação ou cópia de autos para órgãos administrativos ou tribunais superiores.
Quem faz a remessa externa?
A remessa é efetuada pelo oficial de justiça, pelo cartório ou pelo órgão responsável pela tramitação do processo, sob autorização do juiz ou desembargador competente.
Procedimentos na remessa externa de autos
Realizar a remessa externa dos autos envolve etapas que garantem a segurança, integridade e rastreabilidade do procedimento.
Passo a passo da remessa externa
| Etapa | Descrição |
|---|---|
| Solicitação de remessa | O juiz ou a parte solicita ao cartório a transferência dos autos para outra instituição. |
| Autorização | O magistrado autoriza a remessa externa, especificando os detalhes e o destino. |
| Preparação dos autos | O cartório ou órgão responsável separa e ordena as peças necessárias para o envio. |
| Embalagem e segurança | Os autos são acondicionados de forma a evitar perdas, danos ou extravios. |
| Registro da remessa | É feito um registro detalhado, incluindo datas, responsáveis, conteúdo enviado e destinatário. |
| Transmissão do material | Os autos são enviados por transporte oficial, correios ou por meio de oficial de justiça. |
| Confirmação de recebimento | O órgão destinatário confirma o recebimento e a integridade dos autos. |
Cuidados essenciais na remessa externa
- Identificação clara: Os autos devem estar identificados de forma completa e legível.
- Segurança: Utilização de embalagens seguras e transporte confiável.
- Rastreamento: Sempre que possível, utilizar transporte com rastreamento oficial.
- Documentação: Manter registro do procedimento, incluindo recibos ou confirmações de recebimento.
Importância da remessa externa na tramitação processual
A remessa externa garante que decisões, diligências e perícias ocorram de forma célere e segura, contribuindo para a efetividade do processo jurídico. Além disso, evita atrasos na tramitação e assegura a transparência e integridade das peças processuais.
Exemplos práticos de remessa externa
Exemplo 1: Realização de perícia técnica
Um processo de investigação penal necessita de perícia médica para avaliar a saúde do acusado. Nesse caso, os autos são remetidos ao perito nomeado pelo Tribunal ou pelo juiz, e uma vez concluída a perícia, os autos retornam ao juízo.
Exemplo 2: Encaminhamento para análise de órgão ambiental
Em processos ambientais, pode ser necessária a análise por órgãos ambientais ou técnicos especializados. Assim, os autos são enviados para esses órgãos via remessa externa, garantindo a tramitação adequada.
Vantagens e desvantagens da remessa externa
Vantagens
- Ampliação da capacidade técnica e especializada.
- Agilização de diligências externas ao juízo.
- Melhor controle e organização dos processos.
Desvantagens
- Risco de extravio ou dano aos autos.
- Demora na remessa e retorno.
- Necessidade de registros precisos para rastreamento.
Tabela: Resumo das etapas da remessa externa
| Etapa | Detalhes |
|---|---|
| Solicitação | Pedido formal para envio dos autos. |
| Autorização | Decisão do juiz autorizando a remessa. |
| Preparação | Organização e acondicionamento. |
| Envio | Transporte para o destinatário. |
| Confirmação de recebimento | Verificação do recebimento e integridade dos autos. |
| Retorno (se aplicável) | Devolução dos autos ao tribunal após a diligência. |
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. O que significa "remessa externa" no processo judicial?
Refere-se à transferência de autos processuais de um órgão ou tribunal para outro, geralmente para procedimentos como perícia, análise técnica ou diligências fora da jurisdição original.
2. Quando é necessária a remessa externa de autos?
Quando há necessidade de diligências, perícias, avaliações ou encaminhamento de processos para órgãos ou profissionais externos ao juízo responsável.
3. Quem é responsável por fazer a remessa externa?
Geralmente, o oficial de justiça, o cartório ou órgão responsável pelo andamento processual, sob autorização do juiz.
4. Quais cuidados devem ser tomados ao remeter os autos externamente?
Identificação adequada, embalagem segura, registro detalhado e transporte confiável, além de confirmação de recebimento.
5. Qual a diferença entre remessa externa e remessa interna?
A remessa interna ocorre dentro do mesmo órgão ou tribunal, enquanto a externa refere-se à transferência para outro órgão, tribunal ou entidade fora da jurisdição original.
Conclusão
A remessa externa de autos processuais é uma ferramenta imprescindível na tramitação de processos judiciais eficientes e seguros. Compreender suas etapas, cuidados e aplicações contribui para maior efetividade e transparência na prestação jurisdicional. Seja na realização de perícias, avaliações ou outras diligências, essa prática garante que o processo siga seu curso com agilidade, segurança e integridade.
Como afirmou o jurista Silvio de Salvo Venosa, "o processo adequado é aquele que assegura às partes o direito ao contraditório, à ampla defesa e à justa solução do conflito". A remessa externa, dentro desse contexto, é um instrumento que ajuda a viabilizar esses princípios fundamentais do direito processual.
Referências
- Código de Processo Civil (CPC) – Lei nº 13.105/2015.
- Código de Processo Penal (CPP) – Decreto-Lei nº 3.689/1941.
- Ministério da Justiça: Orientações sobre procedimentos de remessa de autos.
- Sites especializados em direito processual, como JusBrasil e LexML.
Este artigo foi elaborado para esclarecer dúvidas comuns sobre "remetidos os autos remessa externa" e contribuir para uma compreensão aprofundada dos procedimentos processuais.
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