Remetidos os Autos para Distribuidor: Entenda o Processo Jurídico
No sistema judicial brasileiro, a tramitação dos processos envolve diversas etapas que garantem a legitimidade, eficiência e transparência na condução das ações judiciais. Uma etapa fundamental nesse percurso é a remessa dos autos para o distribuidor, responsável por distribuir o processo para a variação competente, seja ela tribunal, juízo ou vara especializada. Este artigo aborda de forma detalhada o que significa “remetidos os autos para distribuidor”, como funciona esse procedimento, suas implicações no processo e a importância dele na garantia do direito às partes envolvidas.
O que significa “Remetidos os autos para distribuidor”?
Definição do termo
Quando se fala que os autos foram remetidos para distribuidor, refere-se ao momento em que o processo judicial, que foi inicialmente protocolado ou recebido pelo Poder Judiciário, é enviado ao setor responsável por distribuir a tramitação aos juízos ou varas adequadas. Essa distribuição pode ocorrer de forma automática ou manual, dependendo do procedimento adotado pelo tribunal.

Importância do procedimento
O envio dos autos ao distribuidor é crucial para que o processo seja direcionado corretamente ao juízo competente, garantindo o andamento da ação de forma justa e ordenada. Essa etapa evita conflitos de competência e permite uma administração eficiente dos recursos judiciais.
Como funciona a distribuição dos autos?
Tipos de distribuição
Existem dois principais tipos de distribuição no sistema judicial brasileiro:
| Tipo de Distribuição | Características | Impacto no Processo |
|---|---|---|
| Distribuição por sorteio | Automática, realizada por um sistema eletrônico ou manualmente; garante imparcialidade | Assegura a imparcialidade e evita favorecimentos |
| Distribuição por dependência | Quando o processo depende de outro, ou há conexão de ações | Garantir unidade e coerência na tramitação |
Processo de remetimento ao distribuidor
Após o protocolo inicial ou o recebimento do processo, o expediente passa por um procedimento eletrônico ou físico, onde o setor responsável envia os autos ao distribuidor. Este por sua vez, registra a entrada e realiza a distribuição para o juízo competente.
Distribuição eletrônica vs. física
Com a implantação do Processo Judicial eletrônico (PJe), a distribuição passou a ser majoritariamente digital, agilizando o procedimento e aumentando a transparência. Em processos físicos, ocorre a tramitação por papel.
O impacto da distribuição no andamento processual
Agilidade e eficiência
A correta distribuição permite que o processo seja encaminhado rapidamente ao juízo correto, reduzindo atrasos e evitando a perda do objeto da ação.
Garantia de imparcialidade
Ao garantir que o distribuidor realize a alocação de forma aleatória ou de acordo com critérios objetivos, corrupção e favorecimentos são minimizados, fortalecendo o princípio do contraditório e da ampla defesa.
Controle de competência
A distribuição adequada evita o ingresso do processo em uma vara ou tribunal que não tem competência para julgar a matéria, protegendo o direito das partes.
Processo judicial: etapas desde o protocolo até a distribuição
A seguir, apresentamos um fluxo simplificado do procedimento:
graph TDA[Protocolo dos autos] --> B(Recebimento pelo setor responsável)B --> C(Envio ao distribuidor)C --> D(Distribuição para o juízo competente)D --> E(Despacho inicial do juízo)E --> F(Movimentações posteriores no processo)A importância do sistema eletrônico na distribuição
Com a digitalização dos processos judiciais, a distribuição eletrônica trouxe inúmeros benefícios:
- Rapidez: Os autos são distribuídos em questão de segundos.
- Segurança: Redução de perdas ou extravios físicos.
- Transparência: As partes podem consultar o andamento pelo portal do tribunal.
- Controle: Maior registro e rastreabilidade do procedimento.
Para mais informações sobre os avanços da Justiça Eletrônica, acesse o site do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Problemas comuns na distribuição de autos
Apesar do sistema automatizado, podem ocorrer alguns problemas, como:
- Falhas no sistema eletrônico.
- Distribuição indevida ou equivocada.
- Conflitos de competência não resolvidos a tempo.
- Atrasos na remessa dos autos ao distribuidor.
Como solucionar esses problemas?
- Atualizar o sistema com frequência.
- Realizar inspeções periódicas no procedimento.
- Capacitar os profissionais envolvidos na tramitação processual.
- Utilizar canais administrativos de reclamação nos tribunais.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. O que acontece após os autos serem remetidos para o distribuidor?
Após a remessa, o distribuidor realiza a alocação do processo ao juízo competente. Depois disso, o processo segue sua tramitação normal, com fases de despachos, audiências, sentenças, etc.
2. É possível recorrer da distribuição do processo?
A distribuição em si não é passível de recurso, pois constitui uma etapa administrativa. No entanto, eventual irregularidade ou erro na distribuição pode ser questionado por meio de petição ao tribunal competente.
3. Quanto tempo leva para os autos serem distribuídos após o protocolo?
Depende do sistema utilizado pelo tribunal. Em jornadas eletrônicas, a distribuição é instantânea. Em processos físicos, pode variar de poucas horas a alguns dias.
4. Como saber em que vara o meu processo foi distribuído?
Você pode consultar pelo número do processo nos sistemas de acompanhamento processual disponibilizados pelos tribunais, como o Sistema de Informação de Processos Judiciais (PJe).
5. Quais critérios o distribuidor utiliza na alocação do processo?
Normalmente, os critérios envolvem a competência territorial, a natureza da ação, e, em alguns casos, a ordem aleatória para garantir justiça e imparcialidade.
Conclusão
A etapa de remetidos os autos para distribuidor é um elemento vital na tramitação dos processos judiciais brasileiros. Ela garante que cada ação seja direcionada ao juízo adequado de forma eficiente, transparente e imparcial. Com os avanços tecnológicos, essa etapa tem se tornado cada vez mais ágil, contribuindo para uma Justiça mais eficaz e acessível. Entender esse procedimento é fundamental para advogados, partes e todos que desejam acompanhar a tramitação processual de forma consciente.
Referências
- Tribunal de Justiça de São Paulo. Processo Judicial Eletrônico. Disponível em: https://www.tjsp.jus.br
- Tribunal Regional Federal da 3ª Região. Orientações sobre distribuição de processos. Disponível em: https://www.jf3.jus.br
Considerações finais
Manter-se informado sobre o fluxo processual, incluindo etapas como a remessa para distribuidor, é essencial para uma atuação jurídica eficiente e para assegurar os direitos das partes envolvidas. A tecnologia continua a transformar o sistema judicial, tornando-o mais rápido, justo e acessível a todos.
MDBF