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Radiografia Interproximal: Como Fazer Corretamente e com Segurança

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A radiografia interproximal é um procedimento fundamental na rotina odontológica, possibilitando a visualização detalhada das regiões entre os dentes e auxiliando no diagnóstico de cáries, doenças gengivais, perdas ósseas e outras condições bucais. Sua realização adequada é essencial para garantir a precisão diagnóstica, além de preservar a saúde do paciente e do profissional.

Neste artigo, abordaremos como fazer a radiografia interproximal de forma correta e segura, considerando todos os passos essenciais para um procedimento eficiente e livre de riscos.

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Introdução

A radiografia interproximal, também conhecida como periapical ou bite-wing, é um exame radiográfico que captura imagens das superfícies proximais dos dentes superiores e inferiores. Para que o procedimento seja realizado com sucesso, é necessário seguir protocolos específicos, garantir o correto posicionamento do paciente e do equipamento, além de adotar medidas de segurança radiológica.

De acordo com a Associação Americana de Radiologia Odontológica (ARRO), "uma técnica adequada na obtenção de radiografias não só melhora a qualidade da imagem, mas também minimiza a exposição do paciente à radiação" (ARRO, 2020). Dessa forma, entender como fazer uma radiografia interproximal bem feita é fundamental para garantir diagnósticos precisos e tratamentos eficazes.

Como Fazer a Radiografia Interproximal Corretamente

Equipamentos Necessários

Antes de iniciar a radiografia, é importante ter à disposição:

  • Daltônico ou sensor digital radiográfico
  • Fita de posicionamento ou sensor
  • Colher ou suporte de posicionamento
  • Fita de proteção radiológica
  • Equipo de proteção individual (EPIs)
  • Fonte de radiação (aparelho de raios-X odontológicos)

Preparação do Paciente

1. Explicação do procedimento

Antes de tudo, explique ao paciente a importância do exame, os procedimentos de segurança e o que ele deve fazer durante a captura da imagem.

2. Positionamento do paciente

O paciente deve estar sentado ou deitado confortavelmente, com a cabeça alinhada ao equipamento radiográfico. Utilize almofadas ou suporte cervical para estabilidade.

Passo a Passo de Como Fazer a Radiografia Interproximal

3. Higiene e proteção

  • Lave as mãos e utilize EPIs, como avental de chumbo e óculos de proteção.
  • Verifique se o aparelho está calibrado e em bom estado.

4. Posicionamento do sensor ou filme

  • Coloque a fita de posicionamento ou sensor na boca do paciente, entre os dentes a serem analisados.
  • Assegure-se de que o sensor esteja totalmente inserido na região interproximal, sem torções ou dobras.

5. Ajuste do angulação

  • O tubo de raios-X deve estar perpendicular ao sensor.
  • Ajuste o angulação horizontal (de um lado ao outro) para capturar as superfícies proximais corretamente.
  • Faça testes em modelos ou dentes de prova para ajustar a altura e angulação.

6. Proteção radiológica

  • Coloque a proteção de chumbo na região cervical do paciente.
  • Adote a técnica de disparo rápida para minimizar a dose de radiação.

7. Disparo do equipamento

  • Acione o aparelho, solicitando ao paciente que mantenha a boca aberta e quieta durante a captura.
  • Use o temporizador para controlar o tempo de exposição de modo preciso.

Dicas importantes para uma radiografia de qualidade

DicaDescrição
Posicionamento corretoGarante imagens nítidas e diagnósticas
EstabilizaçãoEvita imagens borradas devido a movimentos
Uso de marcadoresFacilita a identificação do lado direito ou esquerdo da boca
Revisão da imagemVerifique a qualidade antes de liberar o procedimento

Segurança na Realização da Radiografia Interproximal

A radiografia é um procedimento que envolve radiação ionizante, portanto, a segurança deve estar sempre em primeiro lugar. Dicas importantes incluem:

  • Utilizar o equipamento de proteção radiológica adequado.
  • Limitar a exposição do paciente ao mínimo necessário.
  • Garantir que o operador também utilize EPIs e siga as normas de proteção.
  • Realizar treinamentos constantes sobre técnicas radiográficas e segurança radiológica.

Normas e Normatizações

Conforme a Portaria nº 1.280/2019 do Ministério da Saúde, as clínicas odontológicas devem seguir as normas de proteção radiológica da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Além disso, recomenda-se que o profissional atualize seus conhecimentos periódicamente para garantir boas práticas.

Como Garantir a Qualidade na Radiografia Interproximal

A seguir, uma tabela que resume os principais fatores para a obtenção de radiografias interproximais de alta qualidade:

FatorImportânciaComo garantir
Posicionamento adequadoImagens nítidasUtilizar guias de posicionamento e treinar o pessoal
Controle da angulaçãoMelhor visualização das superfícies proximaisAjustar o tubo de raios-X corretamente
Uso correto do sensorImagens sem distorçõesSelecionar o tamanho adequado para o paciente
Minimização da exposiçãoSegurança do pacienteUsar doses mínimas necessárias e dispositivos de proteção
Verificação da imagemDiagnóstico precisoConfirmar a qualidade antes de liberar a imagem ao dentista

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Quanto tempo dura uma radiografia interproximal?

Geralmente, o procedimento leva de 5 a 10 segundos para cada imagem, dependendo do equipamento utilizado e do preparo prévio do paciente.

2. Quais são os riscos envolvidos na realização da radiografia interproximal?

O risco principal é a exposição à radiação ionizante, que pode aumentar a probabilidade de efeitos adversos se não for controlada. No entanto, quando seguir as normas de proteção, esse risco é minimizado.

3. Como sei se a imagem obtida está de qualidade?

Verifique se a imagem apresenta boa nitidez, contraste adequado, ausência de sombras ou distorções, além de incluir toda a área de interesse.

4. Quais diferenças entre radiografia bite-wing e periapical?

A radiografia bite-wing captura as superfícies proximais dos dentes superiores e inferiores, geralmente usada para detectar cáries e doenças gengivais entre dentes adjacentes. A periapical mostra toda a raiz do dente e os tecidos ao redor, sendo útil para avaliar o estado do osso e das raízes.

Conclusão

A realização correta da radiografia interproximal é crucial para o diagnóstico preciso e para a eficácia do tratamento odontológico. Seguir etapas bem definidas, garantir a segurança do paciente e do profissional, além de adotar boas práticas de posicionamento e controle de radiação, são essenciais para obter imagens de alta qualidade.

Com o avanço da tecnologia e maior conscientização sobre a proteção radiológica, o procedimento ficou mais seguro e eficiente. O conhecimento técnico aliado à ética profissional garante que essa ferramenta seja uma aliada importante na medicina dental.

Referências

  • Associação Americana de Radiologia Odontológica (ARRO). Guia de boas práticas em radiografia odontológica. 2020. Disponível em: https://aadr.org
  • Portaria nº 1.280/2019 do Ministério da Saúde. Normas de proteção radiológica. Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
  • Conselho Federal de Odontologia (CFO). Normas Técnicas em Radiologia Odontológica. 2021. Disponível em: https://cfo.org.br

Referência adicional consultada:
- Pinheiro, J. A. et al. Radiografia odontológica: técnicas e protocolos. Revista Brasileira de Odontologia, 2022.

Lembre-se: a prática profissional de radiologia odontológica deve sempre obedecer às normas estabelecidas e buscar a atualização contínua para garantir procedimentos seguros e eficazes.