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Ato Ordinatório Praticado: Significado e Implicações Jurídicas

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No contexto do Direito Processual, diversos atos realizados pelas partes, pelo juiz ou pelo Tribunal podem impactar significativamente o desenvolvimento do processo. Entre esses atos, destaca-se o ato ordinatório prático, uma providência de rotina que visa dar andamento ao procedimento, garantir a regularidade processual e facilitar a tramitação do feito. Compreender o que significa ato ordinatório praticado, suas características, implicações e limites é fundamental para estudantes, profissionais do Direito e interessados na área jurídica.

Este artigo busca esclarecer de forma detalhada o que é ato ordinatório praticado, abordando seu conceito, fundamentos legais, tipos, exemplos, implicações jurídicas e melhores práticas. Além disso, apresentaremos uma análise comparativa por meio de uma tabela, respostas às perguntas frequentes, citações importantes e referências relevantes para aprofundamento do tema.

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O que é um Ato Ordinatório Praticado?

Definição de Ato Ordinatório

O ato ordinatório é aquele praticado pelo juiz ou por autoridade processual que visa dar andamento ao processo de forma rotineira e insuficiente para alterar o status do feito ou decidir questões de mérito. São providências de baixa relevância, muitas vezes, consideradas procedimentos internos do Judiciário, cujo objetivo principal é organizar a tramitação processual.

Ato ordinatório praticado, portanto, refere-se às ações concretas de caráter rotineiro executadas pelo juiz ou pelas partes, como a intimação de partes, a juntada de documentos, a expedição de certidões, entre outros, que não envolvem deliberação de mérito ou decisão de fundo.

Fundamentos Legais

O conceito de ato ordinatório encontra respaldo no Código de Processo Civil (CPC) brasileiro, especialmente nos artigos que tratam dos atOs de rotina processual. O CPC de 2015 detalha as ações que configuram atos ordinatórios, incluindo, por exemplo:

  • Artigo 219 do CPC: "O juiz dirigirá o processo conforme os princípios..."; destacando que atos que visam a simplificação e celeridade são considerados ordinatórios.
  • Artigo 218 do CPC: "Quem praticar ato decisório ou de mera consulta, deverá fundamentar a sua decisão."; por outro lado, atos rotineiros como intimações ou expedições de ofícios são considerados ordinatórios e têm procedimento simplificado.

Características do Ato Ordinatório

  • Rotineiro e de baixa complexidade;
  • Praticado pela autoridade jurisdicional ou pelas partes;
  • Não decide matérias de mérito;
  • Visa organizar ou dar sequência ao processo;
  • Normalmente, não exige manifestação fundamentada aprofundada.

Exemplos de Ato Ordinatório Praticado

Para facilitar a compreensão, apresentamos alguns exemplos comuns de atos ordinatórios praticados no processo:

Ato OrdinatórioDescrição
Intimação de partesComunicar uma decisão ou diligência às partes
Juntada de documentosInclusão de documentos no processo pelos advogados ou partes
Expediente de cartas precatóriasEnvio ou recebimento de requisições entre varas ou tribunais
Expedição de certidãoSolicitação de documentos ou informações ao cartório
Citação por editalPublicação de edital para citar partes ausentes
Decisão monocrática de rotinaDecisões que não envolvem análise de mérito, como pedidos de prorrogação

Importância da Distinção entre Atos Ordinatórios e Decisórios

A distinção entre atos ordinatórios e decisórios é fundamental para entender os limites de atuação do juiz e das partes. Os atos ordinatórios apenas dão sequência ao processo, enquanto os decisórios envolvem análise de mérito, julgamento de questões essenciais à resolução do litígio.

Implicações Jurídicas do Ato Ordinatório Praticado

Relevância do Ato Ordinatório no Processo

Apesar de considerados atos de menor relevância, os atos ordinatórios têm grande impacto na tramitação processual. São essenciais para assegurar a regularidade, celeridade e eficiência do procedimento judicial. Além disso, a prática correta desses atos evita nulidades ou questionamentos que possam atrasar o processo.

Implicações de Praticar Ato Ordinatório de Forma Indevida

Praticar ato ordinatório de maneira incorreta ou sem observância das formalidades pode acarretar:

  • Nulidade do ato;
  • Prejuízo à parte, caso haja violação de direitos processuais;
  • Atraso na tramitação;
  • Possibilidade de responsabilização por parte do juiz ou das partes.

Limites do Ato Ordinatório

Apesar de sua natureza rotineira, o ato ordinatório deve respeitar os princípios da imparcialidade, da legalidade e do contraditório. Atos praticados de forma arbitrária, sem motivação ou fora do procedimento, podem ser questionados por parte interessada.

Processo de Prática do Ato Ordinatório

Como o Ato Ordinatório é Praticado

O procedimento para realização de ato ordinatório normalmente envolve os seguintes passos:

  1. Solicitação ou iniciativa da autoridade ou parte;
  2. Verificação da necessidade do ato;
  3. Prática do ato, como a expedição de mandado, intimação ou juntada de documento;
  4. Registro do ato no sistema processual, com a devida assinatura ou autenticação.

Exemplos de Procedimentos

  • Intimação eletrônica via sistema do Tribunal;
  • Juntada de documento digital pelo advogado;
  • Expedição de certidão de decisão para fins de eventual recurso.

Dicas para Advogados e Partes

  • Conheça o procedimento específico de cada ato;
  • Verifique os prazos estabelecidos pela lei ou pelo juiz;
  • Acompanhe a tramitação pelo sistema eletrônico;
  • Respeite as formalidades e prazos pertinentes.

Comparação entre Ato Ordinatório, Decisório e Envolvendo Fundo

Tipo de AtoDescriçãoImpacto no ProcessoExemplo
Ato OrdinatórioRotineiro, sem julgamento de méritoDá sequência ao processoIntimação, juntada de documentos
Ato DecisórioEnvolve julgamento ou análise de méritoDecisão substancial no processoSentença, decisão interlocutória
Ato que envolve FundoRelaciona-se ao julgamento de mérito ou questões substanciaisPode alterar o curso ou resultado do processoSentença de mérito, sentença de improcedência

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. O que caracteriza um ato ordinatório?

Resposta: Um ato ordinatório caracteriza-se por ser uma ação rotineira, de baixa complexidade, praticada pelo juiz ou pelas partes, que visa organizar ou dar andamento ao processo, sem decidir questões de mérito.

2. Qual a importância dos atos ordinatórios no processo judicial?

Resposta: São essenciais para garantir a continuidade, celeridade e organização do procedimento, evitando atrasos e nulidades, além de facilitar a tramitação eficiente do feito.

3. Pode o juiz praticar ato ordinatório de forma arbitrária?

Resposta: Não, os atos ordinatórios devem respeitar os princípios legais, a imparcialidade e o contraditório. Caso contrário, podem ser questionados judicialmente.

4. Existem limites para a prática do ato ordinatório?

Resposta: Sim, devem seguir as formalidades legais, respeitar o procedimento previsto e não decidir questões de mérito ou de fundo nesses atos.

5. Como posso identificar um ato ordinatório praticado pelo juiz?

Resposta: Geralmente, são atos de rotina, como intimações, juntadas de documentos, expedições de ofícios, sem sessão de julgamento ou decisão de mérito.

Conclusão

O ato ordinatório praticado desempenha papel imprescindível no andamento do processo judicial, assegurando a sua organização e eficiência. Embora sejam considerados procedimentos rotineiros e muitas vezes pouco impactantes, sua correta execução é fundamental para evitar nulidades, atrasos e garantir o direito das partes ao contraditório e à ampla defesa.

Ao compreender o que significa ato ordinatório praticado, suas características, limites e suas diferenças em relação a atos decisórios, advogados, magistrados e partes podem atuar de forma mais eficiente e consciente. Assim, valorizar essa etapa do procedimento é essencial para uma atuação jurídica pautada pela legalidade, ética e efetividade.

Referências

  1. BRASIL. Código de Processo Civil (Lei nº 13.105/2015). Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13105.htm

  2. Norberto предотвращенный, Renato. Manual de Procedimentos Judiciais. São Paulo: Saraiva, 2018.

  3. Conselho da Justiça Federal. Modelos de Atos Processuais e Procedimentos. Disponível em: https://www.cjf.jus.br/

  4. Estudo sobre atos ordinatórios pela Escola Judiciária Federal. Consulte o material completo em: https://www.ejx.jus.br/

Referências adicionais

Para aprofundamento na matéria de atos processuais, consulte também artigos especializados na Revista Justiça & Cidadania, que oferece textos e análises atualizadas sobre o tema.

Observação: Este artigo foi elaborado para proporcionar uma compreensão aprofundada do conceito de ato ordinatório praticado, com foco na contextualização jurídica e na aplicação prática, buscando sempre otimizar a compreensão de leitores interessados na matéria.