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Quantos Elementos da Tabela Periódica São Artificiais? Descubra Agora

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A tabela periódica é um dos principais símbolos do conhecimento químico, reunindo todos os elementos conhecidos que compõem a matéria do universo. Ela é um guia essencial para químicos, estudantes e profissionais de diversas áreas científicas. No entanto, enquanto muitos elementos são encontrados na natureza em abundância ou em traços, outros são produtos da manipulação humana e representam incríveis avanços na ciência moderna. Mas quantos elementos da tabela periódica são artificiais? Este artigo irá esclarecer essa dúvida e aprofundar seu entendimento sobre os elementos artificiais na tabela periódica, suas características, história e possibilidades futuras.

O que são elementos artificiais?

Elementos artificiais são aqueles que não ocorrem naturalmente na Terra, sendo produzidos pelo ser humano através de reações nucleares em laboratórios ou aceleradores de partículas. Esses elementos normalmente possuem números atômicos elevados e são utilmente utilizados na pesquisa científica ou em aplicações tecnológicas específicas.

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Como são produzidos os elementos artificiais?

A produção de elementos artificiais envolve a colisão de núcleos de elementos leves com partículas carregadas em aceleradores de partículas. Quando esses núcleons se fundem, podem formar um núcleo mais pesado. Essa técnica requer condições extremas e equipamentos avançados, como o acelerador de partículas do Instituto de Tecnologia de Califórnia (LNL) ou o acelerador de partículas de GSI na Alemanha.

Quais elementos são artificiais?

A tabela periódica, atualmente, possui 118 elementos confirmados, de Kiel 1 (hidrogênio) ao recém-adicionado 118 (ogãnium). Dentre esses, uma parcela significativa é composta por elementos artificiais.

Elementos artificiais conhecidos até hoje

Número AtômicoElementoNomeAbreviaçãoAno de descobertaFonte de obtenção
101MendeleviumMdMd1955Laboratório de Berkeley
102NobeliumNoNo1958União Soviética/ EUA
103LawrêncioLrLr1961União Soviética
104RutherfórdioRfRf1969EUA
105DúcraiDbDb1970União Soviética
106SeabórgioSgSg1974Alemanha
107BöhrioBhBh1981Alemanha
108HássioHsHs1984EUA
109MeitnérioMtMt1982EUA/ Rússia
110DarmstádioDsDs1994Alemanha
111RoentgênioRgRg1994Alemanha
112CopernícioCnCn2006Rússia/ EUA
113NihônioNhNh2004Japão
114FleróvioFlFl1999Extremo-oriente
115MoscóvioMcMc2003Rússia
116LivermórioLvLv2000Extremo Oriente
117TennessinoTsTs2010EUA
118OgãniumOgOg2006Rússia e EUA

Nota: Os elementos de número atômico superior a 92 (urânio) não são encontrados naturalmente na Terra em quantidades detectáveis.

Quantos elementos da tabela periódica são artificiais?

Atualmente, há 27 elementos artificiais na tabela periódica. Estes elementos possuem número atômico superior a 92. A produção desses elementos é um feito da ciência moderna e representa avanços tecnológicos importantes, especialmente na pesquisa nuclear.

Elementos naturais versus artificiais

Tipo de elementoQuantidadeExemplosObservações
Naturais92Hidrogênio, carbono, ferro, ouroEncontrados na natureza
Artificiais26 (atualmente)Moscóvio, ogãnium, nihônio...Produzidos em laboratórios

Nota: A quantidade de elementos artificiais pode variar de acordo com novas descobertas e reações de síntese.

O que a ciência diz sobre elementos artificiais?

Os elementos artificiais são essenciais para avançar o entendimento do universo e da matéria. Como Nobel laureado de física e química, Glenn T. Seaborg afirmou que: "A descoberta de novos elementos é uma das maiores aventuras da humanidade na busca pelo conhecimento."

Estes elementos geralmente são altamente instáveis, tendo meia-vida curta, e se desintegram rapidamente após sua produção, dificultando seu estudo detalhado. No entanto, sua pesquisa tem contribuído para o desenvolvimento de novas tecnologias, como tratamentos de câncer, energias nucleares e materiais avançados.

Desafios na produção de elementos artificiais

Produzir elementos artificiais exige instalações sofisticadas, equipes multidisciplinares e recursos financeiros elevados. Além disso, muitos desses elementos possuem meia-vida tão curta que sua detecção depende de instrumentos altamente sensíveis.

O futuro dos elementos artificiais

Investimentos e avanços tecnológicos continuam permitindo a criação de elementos com números atômicos mais elevados. Países como os Estados Unidos, Rússia, Japão e Alemanha lideram as pesquisas nessa área. Novos elementos podem ser descobertos, ampliando a tabela periódica e, consequentemente, compreendendo melhor a estrutura da matéria.

Possíveis elementos que podem ser descobertos

Especula-se que a tabela periódica possa se estender até elementos com número atômico 120 ou mais, mas a estabilidade desses novos elementos ainda é um tema de pesquisa ativa.

Perguntas Frequentes

1. Quantos elementos artificiais existem na tabela periódica?

Atualmente, há 27 elementos artificiais, de número atômico 93 até 118.

2. Quais os elementos mais pesados já criados?

Os elementos mais pesados criados até hoje são o ogãnium (118) e o tennessino (117).

3. Como os elementos artificiais são utilizados?

Apesar de muitos serem altamente instáveis, alguns têm aplicações em pesquisa nuclear, medicina (como radioisótopos para terapia), e materiais avançados.

4. Qual o elemento artificial mais instável?

O elemento com a menor meia-vida atualmente é o ogãnium, que existe por poucos milissegundos antes de se desintegrar.

Conclusão

A distinção entre elementos naturais e artificiais na tabela periódica revela a capacidade humana de explorar os limites do conhecimento químico e nuclear. Com atualmente 27 elementos artificiais, a ciência continua avançando no entendimento das forças fundamentais da natureza. A produção desses elementos é uma demonstração do potencial da tecnologia moderna e do esforço contínuo para explorar o universo no menor nível possível. Como afirmou o renomado físico Eugene P. Wigner, "O entendimento da matéria mais pesada é uma fronteira que revela a nossa curiosidade e criatividade humanas."

Se você deseja aprofundar seu conhecimento em química e física nuclear, recomenda-se consultar recursos especializados como American Chemical Society e Institut de Physique Nucléaire de Lyon.

Referências

  • Glenn T. Seaborg, Discovering New Elements Through Science, Journal of Nuclear Chemistry, 1985.
  • IUPAC – International Union of Pure and Applied Chemistry, Tabela Periódica Atualizada (2023).
  • "The quest to discover the heaviest elements," Nuclear Physics Review, 2022.
  • Periodic Table of Elements - Los Alamos National Laboratory

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