Direitos do Pai Após o Nascimento do Filho: Quantidade de Dias Garantidos
A chegada de um filho é um momento marcante na vida de qualquer família. Além de emoções e mudanças de rotina, ela também traz à tona dúvidas legais, especialmente no que diz respeito aos direitos e deveres dos pais. Um ponto importante dessa discussão é o período de licença do pai após o nascimento do filho — conhecido como licença-paternidade. Afinal, quanto tempo o pai tem direito de ficar ao lado do bebê e apoiar a mãe? E quais são as garantias previstas na legislação brasileira? Este artigo busca esclarecer essas questões, apresentando uma análise detalhada sobre a quantidade de dias de licença que o pai pode usufruir após o nascimento do filho, suas modalidades e dicas para garantir seus direitos.
O que diz a legislação brasileira sobre a licença-paternidade?
A licença-paternidade prevista na CLT
De acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o pai tem direito a uma licença-paternidade de 5 dias corridos logo após o nascimento do filho. Este período pode ser maior em algumas empresas que oferecem benefícios adicionais, ou em programas de auxílio paternal específicos.

Citação:
"A licença-paternidade é um direito do trabalhador que visa promover o vínculo entre pai e filho nos primeiros dias de vida." — Trecho da Consolidação das Leis do Trabalho (Art. 468 da CLT).
Licença-paternidade estendida nas políticas públicas e empresas
Algumas empresas e programas públicos oferecem uma licença mais longa, visando promover o bem-estar do recém-nascido e fortalecer o vínculo familiar. Por exemplo:
- Empresa privada: algumas concedem até 20 dias de licença-paternidade.
- Governo: em alguns casos, programas como o Bolsa Família incentivam o acompanhamento do parto e do desenvolvimento infantil, embora não alterem a licença oficial.
Licença-paternidade na Previdência Social
Para os trabalhadores inscritos na Previdência Social, a licença-paternidade também é de 5 dias corridos. Contudo, o indivíduo pode optar por estender esse período mediante acordo com o empregador, especialmente em caso de assistência ao recém-nascido e suas necessidades específicas.
Quanto tempo de licença o pai tem direito na prática?
A seguir, uma tabela que resume as principais informações sobre a licença-paternidade no Brasil:
| Tipo de Licença | Duração Padrão | Possíveis Extensões | Observações |
|---|---|---|---|
| Licença-paternidade (CLT) | 5 dias | Até 20 dias em algumas empresas privadas | Base legal padrão; verificar benefícios adicionais |
| Licença-paternidade (Governo) | 5 dias | - | Condicionado à inscrição na Previdência |
| Licença estendida por políticas internas | Variável (até 20 dias) | Sim (dependendo da política da empresa) | A negociar com o empregador |
Importante: o período de licença pode variar de acordo com a convenção coletiva da categoria, acordos sindicais e políticas internas da empresa ou órgão público.
Como solicitar a licença-paternidade
Para garantir todos os direitos, o pai deve atentar-se aos seguintes passos:
- Comprovação de nascimento: apresentar certidão de nascimento do filho.
- Solicitação formal: comunicar a empresa ou órgão empregador por meio de requerimento formal no prazo estabelecido na política da empresa ou na legislação.
- Documentação necessária: certidão de nascimento, carteira de trabalho e outros documentos específicos, dependendo do caso.
- Acordo com o empregador: verificar se há necessidade de ajuste de calendário, especialmente em casos de licença estendida.
Direitos adicionais do pai após o nascimento
Além da licença-paternidade, o pai também possui outros direitos relacionados à paternidade, como:
- Estabilidade no emprego: em alguns casos, o trabalhador que goza licença ou tem licença-maternidade tem estabilidade provisória.
- Direito à licença-maternidade compartilhada: em algumas situações, é possível que o pai usufrua de licença de forma conjunta com a mãe, reforçando o vínculo familiar.
- Benefícios sociais: acesso a programas de assistência à criança e ao pai, como o programa Criança Feliz.
Perguntas Frequentes
1. Quanto tempo o pai tem direito oficialmente por lei após o nascimento do filho?
Na legislação brasileira, o pai tem direito a 5 dias corridos de licença-paternidade após o nascimento do filho. Empresas podem oferecer períodos maiores como benefício adicional.
2. É possível estender a licença-paternidade além de 5 dias?
Sim. Algumas empresas e programas públicos oferecem até 20 dias ou mais, dependendo da política interna e acordos coletivos.
3. Como solicitar a licença-paternidade?
O procedimento geralmente inclui a apresentação da certidão de nascimento do filho, comunicação formal ao empregador e assinatura de contratos ou requerimentos previstos na política da empresa ou órgão público.
4. O pai pode dividir a licença com a mãe?
Sim, especialmente em casos de licença-maternidade compartilhada, prevista na lei e incentivada por políticas de ações afirmativas para fortalecer o vínculo familiar.
5. O direito à licença-paternidade é garantido mesmo em trabalho autônomo ou informal?
Não. Os direitos de licença-paternidade geralmente se aplicam a trabalhadores formais que possuem vínculo empregatício ou inscrição na Previdência Social.
Considerações finais
A legislação brasileira reconhece a importância do envolvimento do pai nos primeiros dias de vida do filho. Ainda que a duração padrão da licença-paternidade seja de apenas 5 dias, há possibilidades de ampliação em diversos ambientes corporativos e institucionais. Aproveitar esse período é fundamental para fortalecer a relação familiar, apoiar a mãe e contribuir para o bem-estar do recém-nascido.
Conforme afirma uma renomada especialista em Direito de Família, "O momento do nascimento do filho é uma oportunidade de estabelecer laços mais profundos e sólidos que influenciarão toda a vida da criança e da família." Por isso, entender e lutar pelos seus direitos é primordial.
Para uma gestão adequada e garantir seus direitos, recomenda-se consultar o departamento de Recursos Humanos da sua empresa ou um advogado especializado em Direito trabalhista e de família.
Referências
- Brasil. Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Art. 468.
- Ministério da Saúde. Guia da Licença-Paternidade.
- Previdência Social. Benefícios por Nascimento.
- Associação Brasileira de Medicina de Família e Comunidade. Importância do Vínculo Paterno.
Observação: As leis podem sofrer alterações. Recomenda-se verificar atualizações na legislação vigente e consultar profissionais especializados.
MDBF