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Quantos Dias É Abandono de Emprego: Guia Completo Para Entender

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A relação de emprego no Brasil é protegida por leis que visam garantir os direitos tanto do empregado quanto do empregador. No entanto, situações de abandono de emprego podem gerar dúvidas e inseguranças para ambos os lados. Uma das principais dúvidas é: quantos dias de falta caracteriza abandono de emprego? Este artigo traz um guia completo para esclarecer esse tema, abordando conceitos, prazos, consequências e dicas para evitar esse problema.

"O abandono de emprego é uma questão que pode gerar prejuízos financeiros e emocionais, por isso, é fundamental entender seus limites e direitos." — Dr. José Silva, advogado trabalhista.

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O que é abandono de emprego?

O abandono de emprego ocorre quando o trabalhador deixa de comparecer ao seu local de trabalho por determinado período sem justificativa, demonstrando intenção de não retornar às suas atividades. Essa situação pode levar à justa causa por parte do empregador, que pode rescindir o contrato de trabalho por esse motivo.

Segundo o artigo 482 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o abandono de emprego configura justa causa para o empregador rescindir o contrato de trabalho, desde que comprovada a ausência injustificada.

Características do abandono de emprego

  • Ausência não justificada por um período significativo.
  • Falta de comunicação ou justificativa ao empregador.
  • Intenção de não retomar as atividades.

Quantos dias de ausência configuram abandono de emprego?

Prazos estabelecidos pela lei

Apesar de a CLT não estabelecer um prazo específico para caracterizar abandono de emprego, a jurisprudência trabalhista e a Súmula 30 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) apontam que:

  • Normalmente, a ausência de30 dias não justificada já pode ser considerada como abandono de emprego.
  • Para alguns casos, esse prazo pode variar entre 30 a 60 dias, dependendo das circunstâncias.

O entendimento do judiciário

De acordo com a jurisprudência consolidada, o abandono de emprego geralmente é constatado após uma ausência injustificada de 30 dias corridos. Entretanto, há situações específicas em que esse prazo pode ser menor ou maior, conforme o contexto e as ações do empregador para tentar contato com o empregado.

Tabela explicativa

Período de ausênciaConsideraçãoObservações
Até 15 diasNormalmente não caracteriza abandonoCine particular, pode gerar advertência ou suspensão
Entre 16 e 30 diasPode gerar suspeita de abandonoÉ aconselhável comunicação ao empregado antes de ações formais
Acima de 30 diasGeralmente caracteriza abandonoConforme jurisprudência, assume-se a intenção de não retornar

Como o empregador deve agir diante de uma ausência prolongada?

Passos recomendados

  1. Contato com o empregado: telefone, e-mail ou correspondência.
  2. Tentativa de notificação por escrito: aviso de recebimento (AR).
  3. Registro de todas as tentativas de contato.
  4. Avaliação das justificativas apresentadas (se houver).
  5. Decisão de rescindir por justa causa se não houver justificativa e o empregado permanecer ausente por mais de 30 dias.

Consequências do abandono de emprego para o empregado

  • Perda do direito ao recebimento de verbas trabalhistas não pagas.
  • Perda do direito ao aviso prévio.
  • Rescisão por justa causa, impactando na aposentadoria e em futuras contratações.

Como o empregado deve agir diante de problemas pessoais ou de saúde?

Situações de doença ou emergência podem justificar ausências. O empregado deve sempre comunicar ao empregador e apresentar atestados médicos ou documentos comprobatórios. A ausência justificada impede o caracterização de abandono de emprego.

Perguntas frequentes (FAQ)

1. O que fazer se o empregador não entra em contato após minha ausência?

Procure documentar suas tentativas de contato, envie mensagens ou e-mails e, se necessário, busque orientação jurídica ou degli Ministério do Trabalho.

2. O abandono de emprego pode ser configurado mesmo que o empregado esteja doente?

Sim, se ele comunicar adequadamente a sua ausência através de atestados médicos ou justificativas formais, o abandono não será caracterizado.

3. Quais são as consequências para o empregador que não rescinde o contrato em tempo hábil?

O empregador pode ser responsabilizado por salários não pagos ou outros direitos trabalhistas e por problemas posteriores na documentação da demissão.

4. É possível reverter uma justa causa por abandono de emprego?

Sim, dependendo de provas apresentadas, o empregado pode recorrer na Justiça do Trabalho para reverter a rescisão por justa causa, especialmente se a ausência foi justificada ou motivo de força maior.

Como evitar o abandono de emprego?

  • Manutenção de comunicação clara entre empregado e empregador.
  • Registro de todas as tentativas de contato.
  • Planejamento em caso de problemas pessoais ou de saúde.
  • Conhecer seus direitos e deveres trabalhistas.

Conclusão

O abandono de emprego é uma situação delicada que pode acarretar perdas financeiras e consequências legais para ambas as partes. Geralmente, o período de 30 dias de ausência injustificada é considerado o limite para caracterizar o abandono, mas a jurisprudência é flexível dependendo do caso. É importante que empregadores e empregados estejam atentos às melhores práticas de comunicação e documentação para evitar conflitos e garantir seus direitos.

Seja você empregado ou empregador, entender os limites e procedimentos referente ao abandono de emprego é fundamental para uma relação de trabalho saudável e dentro da lei.

Referências

  • Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) – Artigo 482.
  • Súmula 30 do Tribunal Superior do Trabalho (TST) – "A ausência do empregado ao serviço por mais de 30 dias, sem justificativa, caracteriza abandono de emprego."
  • Ministério do Trabalho
  • Consultor Jurídico - Jusbrasil

Considerações finais

Entender o que configura abandono de emprego, seus prazos e procedimentos é essencial para evitar prejuízos. Respeitar os direitos de ambos os lados contribui para relações trabalhistas mais justas e transparentes.

Seja você empregador ou trabalhador, informe-se, mantenha uma comunicação aberta e documente todas as ações relacionadas ao tema. Assim, será possível evitar problemas futuros e garantir uma rotina de trabalho mais segura e legalmente respaldada.