Quantos Corpos Existem no Everest: Mistérios e Realidade
O Monte Everest, o ponto mais alto da Terra, com seus 8.848,86 metros de altitude, atrai montanhistas, aventureiros e estudiosos de todo o mundo. Sua majestade e desafio extremo fazem do Everest uma montanha de sonhos e, infelizmente, de tragédias. Um aspecto frequentemente cercado de mistérios e curiosidade é a quantidade de corpos que permanecem na montanha. A presença de cadáveres no Everest evidencia as dificuldades e riscos enfrentados pelos alpinistas, além de transformar o pico em um local de memória e reflexão. Neste artigo, exploraremos quantos corpos existem no Everest, o porquê de muitos ainda estarem lá, e os fatos e mitos que envolvem esses restos mortais.
A História das Tragédias no Everest
Desde a primeira expedição bem-sucedida, liderada por Edmund Hillary e Tenzing Norgay em 1953, várias vidas foram perdidas tentando conquistar o cume. As condições extremas, temperaturas que podem chegar a -60°C, ventos fortes e a altura que causa hipóxia tornam o Everest um dos ambientes mais mortais do planeta.

Principais Acidentes e Seus Impactos
- Expedição de 1996: Um dos acidentes mais conhecidos, quando uma forte tempestade matou oito alpinistas. A história ficou marcada pelo livro "No Limite do Perigo", escrito por Jon Krakauer.
- Outras Tragédias Notórias: Incluem incidentes em 1970, 1980, além de acidentes mais recentes, como os ocorridos em 2014, 2015 e 2019.
Quantos corpos existem no Everest atualmente?
Estimativas e Realidade
Embora não exista um número oficial atualizado, estima-se que cerca de 200 corpos estejam na montanha, espalhados por seus diferentes lado e zonas de aclimatação. Esse número é baseado em relatos de expedicionários, documentos históricos e registros feitos por organizações de montanhismo.
| Região do Everest | Número de Corpos Estimado | Notas |
|---|---|---|
| Lado Neolândia | Aproximadamente 100 | Inclui corpos de 1950 até os dias atuais |
| Lado Tibetano | Aproximadamente 80 | Muitos corpos permanecem nesta região devido às dificuldades de resgate |
| Zonas de Acampamento | Aproximadamente 20 | Algumas áreas próximas ao cume e acampamentos básicos |
"No Everest, os corpos se tornam parte da paisagem, testemunhas silenciosas da luta humana contra a própria natureza." — Autor Desconhecido
Por que tantos corpos permanecem na montanha?
Existem diversos fatores que contribuem para a permanência dos corpos no Everest:
- Dificuldade de resgate: A alta altitude e as condições climáticas dificultam as operações de recuperação.
- Risco de novos acidentes: O resgate pode colocar vidas de resgatistas em risco.
- Localização remota: Muitos corpos estão localizados em áreas inatingíveis ou perigosas.
- Custo e logística: O custo de resgate é alto e muitas vezes inviável, levando os alpinistas a deixar os corpos onde estão.
Os efeitos ambientais e culturais
A presença de sacrifícios humanos na montanha causa debates sobre o impacto ambiental e ético das expedições. Além disso, alguns corpos se tornam marcos históricos, lembranças das tragédias que marcaram o Everest.
Como são tratados os corpos no Everest?
Existem diferentes abordagens:
- Deixados na montanha: Muitos corpos permanecem imóveis em suas posições originais.
- Resgates parciais: Algumas organizações tentam recuperar corpos mais acessíveis, principalmente para fornecer despedidas finais às famílias.
- Enterros: Em alguns casos, corpos são enterrados em lugares acessíveis, para evitar a deterioração extrema.
Desafios de Resgate e Ética
Resgatar corpos no Everest envolve alto risco para os próprios resgatistas devido à altitude, ao clima e à complexidade logística. Segundo especialistas, "não é apenas uma operação de busca e recuperação, mas também um ato ético que envolve respeito às vítimas."
Para mais detalhes sobre resgates de alta montanha, consulte este artigo da National Geographic.
Impacto dos Corpos no Turismo e na Montanha
A presença de corpos na montanha é um lembrete real da mortalidade associada ao Everest. Isso também influencia na percepção do turismo de aventura e pode impactar as decisões de futuros alpinistas.
Medidas de preservação e conscientização
Organizações de montanhismo e comunidades locais têm trabalhado para equilibrar o respeito às vítimas e a preservação ambiental, promovendo práticas mais sustentáveis e éticas.
Perguntas Frequentes (FAQs)
1. Quantos corpos existem atualmente no Everest?
Estima-se que aproximadamente 200 corpos permaneçam na montanha, distribuídos ao longo de diferentes rotas e zonas altas.
2. Por que os corpos não são removidos do Everest?
Devido às condições extremas, alto risco, custo elevado e limitações logísticas, muitos corpos permanecem na montanha por decisão de resgatistas, familiares e organizações.
3. Existe algum esforço para remover os corpos?
Sim, alguns corpos são recuperados quando acessíveis e considerados viáveis para resgate, mas muitos permanecem na montanha por motivos de segurança e éticos.
4. Como a presença dos corpos afeta os alpinistas?
Para alguns, os corpos servem como lembretes dos perigos; para outros, representam uma parte da história do Everest. A presença de cadáveres pode impactar emocionalmente os montanhistas mais sensíveis.
5. Os corpos ajudam na localização de áreas perigosas?
Sim. Os corpos frequentemente marcam zonas de risco ou obstáculos, sendo referências visuais para montanhistas e equipes de resgate.
Conclusão
O Everest, além de ser um símbolo de conquista, é também um monumento silencioso às tragédias humanas. Estima-se que cerca de 200 corpos permanecem na montanha, testemunhos do desafio extremo e do preço pago por alguns alpinistas na busca pelo cume. Apesar dos avanços tecnológicos e das tentativas de resgate, muitos corpos permanecem onde caíram, eternizados na paisagem de uma das regiões mais inóspitas do planeta.
A discussão sobre a permanência desses corpos na montanha envolve questões éticas, ambientais e de segurança, refletindo os limites humanos diante da força da natureza. Como disse Reinhold Messner, um dos maiores alpinistas da história: "A montanha não é apenas um monte de pedra, é uma escola de humildade." Talvez, ao lembrar dos corpos no Everest, aprendamos a respeitar mais a grandiosidade e os riscos dessa aventura.
Referências
- Krakauer, J. (1997). No Limite do Perigo. Companhia das Letras.
- National Geographic. (2020). Rescue Missions on Everest. Disponível em: https://www.nationalgeographic.com/expeditions/article/rescue-missions-everest.
- The Himalayan Database. (2023). Expeditions and Fatalities. Disponível em: https://www.himalayanDatabase.com
Este artigo foi criado para esclarecer dúvidas e fornecer informações detalhadas sobre a presença dos corpos no Everest, contribuindo para uma compreensão mais profunda dos riscos e realidades desta impressionante montanha.
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