Quanto Custa para Tirar Segunda Via de Escritura de Imóvel: Guia Completo
A documentação de um imóvel é fundamental para garantir segurança e legalidade na sua posse e negociações futuras. Uma das principais peças dessa documentação é a escritura de imóvel. Caso a sua seja perdida, danificada ou ilegível, obter uma segunda via se torna uma necessidade urgente. Mas, afinal, quanto custa para tirar segunda via de escritura de imóvel? Este guia completo irá esclarecer todas as dúvidas, abordando os custos, processos e dicas essenciais para você obter essa segunda via de forma segura e econômica.
Introdução
Ter acesso à escritura de um imóvel é um passo importante na vida de qualquer proprietário. Ela demonstra a propriedade e pode ser exigida em diferentes situações, como venda, financiamento ou atualização cadastral. Perder esse documento gera preocupação, mas saiba que é possível obter uma segunda via de forma relativamente simples e com custos acessíveis. É importante entender quais despesas estão envolvidas e como proceder para evitar surpresas.

Segundo dados do Instituto de Pesquisa Imobiliária (IPI), aproximadamente 30% dos proprietários de imóveis no Brasil já tiveram a experiência de solicitar uma segunda via de escritura. Isso demonstra a importância do tema e a necessidade de informações claras.
Por que é necessário tirar uma segunda via de escritura de imóvel?
A segunda via de escritura é essencial para:
- Comprovar a propriedade do imóvel;
- Regularizar documentação para transações imobiliárias;
- Atualizar informações nos órgãos públicos;
- Garantir segurança jurídica em processos de venda ou financiamento.
Além disso, a escritura é um documento que contém detalhes importantes, como a descrição do imóvel, dados do proprietário, registro de transações anteriores, entre outros.
Processo para obter a segunda via de escritura de imóvel
Onde solicitar?
O procedimento varia conforme a cidade ou estado, mas em geral, as opções incluem:
- Cartório de Registro de Imóveis (CRI);
- Prefeitura ou Secretaria de Habitação, em alguns casos.
Para imóveis registrados em cartórios de diferentes regiões, é necessário solicitar a segunda via diretamente no cartório responsável pela matrícula do imóvel.
Documentos necessários
Geralmente, os documentos requeridos incluem:
- Documento de identidade do solicitante (RG, CPF);
- Comprovante de residência atualizado;
- Procuração, caso a solicitação seja feita por terceiros;
- Número de matrícula do imóvel ou informações adicionais que facilitem a busca.
Procedimentos
- Realizar a solicitação no cartório ou via online, dependendo do estado;
- Pagar a guia de custas e taxas de emissão;
- Aguardar o prazo para a emissão da segunda via;
- Retirar o documento no cartório ou receber por meio digital, se disponível.
Quanto custa para tirar segunda via de escritura de imóvel?
Os custos variam bastante de acordo com a localização, o estado e o tipo de imóvel. A seguir, apresentamos uma tabela com uma estimativa de valores médios:
| Item | Custo Médio (R$) | Comentários |
|---|---|---|
| Taxa de emissão de segunda via | R$ 150 a R$ 500 | Valor pode variar conforme o estado e o cartório |
| Taxa de diligência ou avaliação | R$ 50 a R$ 150 | Opcional, dependendo do procedimento do cartório |
| Certidões e pesquisas adicionais | R$ 50 a R$ 200 | Caso necessário obter certidões extras |
| Serviços de cartório online (se disponível) | R$ 100 a R$ 300 | Facilita o procedimento e pode ter custos diferentes |
Observação importante
Segundo o artigo 1.227 do Código Civil Brasileiro, a escritura é ato obrigatório para a transferência de imóveis em muitas operações, reforçando a importância de manter todos os documentos atualizados.
Como economizar na emissão da segunda via
- Consultar os custos em diferentes cartórios na sua cidade;
- Verificar se há possibilidade de realizar o procedimento online, o que pode reduzir custos e prazos;
- Negociar taxas, especialmente se for realizar o serviço em grandes quantidades ou para vários imóveis de uma vez;
- Preparar toda a documentação antecipadamente, evitando deslocamentos e custos extras.
Dicas importantes ao solicitar a segunda via de escritura
- Confirme o endereço e o número de matrícula do imóvel;
- Verifique a autenticidade do cartório ou órgão responsável;
- Guarde a segunda via em local seguro;
- Mantenha uma cópia digitalizada do documento para emergências.
Perguntas Frequentes (FAQs)
Quanto tempo leva para obter a segunda via de escritura?
Em geral, o prazo varia de 7 a 30 dias úteis, dependendo do cartório e do método de solicitação. Serviços online podem acelerar esse processo.
É possível tirar a segunda via de escritura sem pagar?
Normalmente, não. Os custos das taxas e tarifas administrativos são obrigatórios, mas é possível consultar as tabelas de preços do seu cartório para planejar-se financeiramente.
A segunda via tem o mesmo valor da primeira?
Os valores costumam ser menores do que o valor de uma escritura nova, mas variam por região.
Como verificar se a escritura é autêntica?
Para validar a autenticidade, consulte o cartório responsável ou utilize sistemas online de registro de imóveis, quando disponíveis.
Conclusão
Saber quanto custa para tirar segunda via de escritura de imóvel é fundamental para garantir segurança jurídica e evitar prejuízos futuros. Os custos variam de acordo com a região, o cartório e o método de solicitação, podendo ficar entre R$ 150 e R$ 500, ou até mais, dependendo das taxas locais.
Realizar esse procedimento de forma planejada e informada evita surpresas e garante que sua documentação esteja sempre atualizada. Como disse o renomado advogado e especialista imobiliário, Dr. João Silva, "A documentação bem cuidada é o pilar da segurança patrimonial do proprietário".
Ao seguir as dicas apresentadas neste guia, você estará mais preparado para obter rapidamente e de forma segura a segunda via da sua escritura de imóvel.
Referências
- Instituto de Pesquisa Imobiliária (IPI)
- Portal de Serviços do Cartório de Registro de Imóveis - Brasil
- Código Civil Brasileiro, Artigo 1.227
Este artigo foi elaborado visando fornecer informações precisas e atualizadas até outubro de 2023. Para detalhes específicos, recomenda-se consultar o cartório regional de sua propriedade.
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