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Quando Retirar as Amígdalas: Sintomas, Procedimentos e Cuidados

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A remoção das amígdalas, procedimento conhecido como amigdalectomia, é uma cirurgia comum realizada para tratar diversas condições relacionadas às amígdalas palatinas. Apesar de ser uma intervenção tradicional, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre quando é realmente necessário retirar as amígdalas, quais os riscos envolvidos, os sinais de que a cirurgia pode ser indicada e como se preparar para o procedimento. Este artigo busca esclarecer esses pontos, fornecendo informações detalhadas, recomendações de cuidados e explicando os aspectos mais importantes relacionados à amigdalectomia.

O que são as amígdalas e qual a sua função?

As amígdalas são duas massas de tecido linfático localizadas na parte posterior da garganta, próximas à boca. Elas fazem parte do sistema imunológico, atuando na defesa contra infecções que entram pelo trato respiratório superior. Apesar de cumprirem funções importantes na infância, em alguns casos, suas condições de saúde podem se deteriorar, levando à necessidade de intervenção cirúrgica.

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Sintomas que indicam a necessidade de retirar as amígdalas

A decisão de realizar a cirurgia de amigdalectomia geralmente é baseada na avaliação clínica do paciente e na frequência e gravidade das infecções ou problemas relacionados às amígdalas.

Principais sinais e sintomas

Sinal/SintomaDescriçãoQuando procurar um médico
Amigdalite recorrenteInfecções repetidas das amígdalas, principalmente mais de 5 episódios por ano por pelo menos 2 anosQuando as infecções impactam a qualidade de vida
Amigdalite crônicaInflamação contínua, com relatos de má hálito, dor ao engolir e sensação de obstruçãoAo persistir por mais de 3 meses
Obstrução das vias aéreasPerda de sono, ronco intenso ou apneia do sonoQuando há dificuldade para respirar ou sono interrompido
Presença de abscessosFormação de abscesso ao redor da amígdala (quinsy)Quando há complicações ou dificuldades de tratamento clínico
Crescimento de massas ou nódulosDificuldade na deglutição ou sensação de corpo estranhoApós avaliação de um especialista

Quando a remoção das amígdalas é indicada?

A cirurgia é recomendada principalmente nas seguintes condições:

Indicações médicas para amigdalectomia

  • Amigdalite recorrente frequente ou grave: Quando o paciente tem episódios de amigdalite que comprometam sua saúde geral ou causam complicações.
  • Amigdalite crônica: Inflamação persistente que não responde ao tratamento clínico.
  • Obstrução das vias aéreas superiores: Apneia do sono obstructiva secundária ao aumento das amígdalas ou hipertrofia.
  • Presença de complicações associadas: Abscessos, fístulas ou tumores nas amígdalas.
  • Problemas de fala ou alimentação: Dificuldades relacionadas ao tamanho das amígdalas que impactam funções essenciais.

Critérios específicos utilizados na decisão

Centro de Referência em Cirurgia Pediátrica e Otorrinolaringologia recomendam a retirada quando há:

  • Mais de 7 episódios de amigdalite em um ano
  • Mais de 5 episódios por dois anos seguidos
  • Mais de 3 episódios por três anos consecutivos
  • Presença de complicações sistêmicas ou locais graves

Para entender melhor os critérios utilizados na prática, consulte a Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia.

Procedimento de amigdalectomia

Preparação pré-operatória

Antes da cirurgia, o paciente passa por avaliação clínica detalhada, incluindo exames laboratoriais. Recomenda-se jejum de 8 a 12 horas antes do procedimento. Além disso, é fundamental informar ao médico sobre alergias, uso de medicamentos e condições clínicas preexistentes.

Como é realizada a cirurgia

A amigdalectomia é geralmente realizada sob anestesia geral. O procedimento dura aproximadamente 30 a 60 minutos e pode ser feito por diversos métodos, incluindo:

  • Dissecção com bisturi
  • Uso de bisturi elétrico
  • Radios een
  • Laser

O procedimento consiste na remoção das amígdalas e fechamento do local, com cuidado para minimizar sangramentos.

Recuperação e cuidados pós-operatórios

Após a cirurgia, o paciente permanece em observação por algumas horas ou até o dia seguinte. Os principais cuidados incluem:

  • Repouso absoluto nos primeiros dias
  • Manutenção da hidratação adequada
  • Dieta líquida ou pastosa
  • Analgesia conforme orientação médica
  • Evitar atividades físicas intensas por, pelo menos, duas semanas

Para uma recuperação tranquila, é importante seguir todas as recomendações médicas e procurar auxílio caso haja complicações.

Cuidados importantes após a cirurgia

CuidadosDetalhesPor que são essenciais?
Manter-se hidratadoConsumir líquidos em temperatura ambientePrevine desidratação e facilita a cicatrização
Alimentação adequadaPreferir alimentos macios, como pudins, sopas e purêsMinimize dor e desconforto na garganta
Evitar alimentos irritantesTemperos picantes, alimentos secos ou ácidosReduzem risco de irritação na área operada
Gestão da dorUso de analgésicos conforme prescriçãoConforto durante a recuperação
Evitar esforços físicosComo corrida ou levantamento de pesoPrevine sangramento ou complicações

A recuperação varia, mas, em geral, leva de 7 a 14 dias para cicatrizar completamente.

Perigos e riscos da amigdalectomia

A retirada das amígdalas é uma cirurgia segura na maioria dos casos, porém, como qualquer procedimento cirúrgico, envolve riscos, tais como:

  • Sangramento
  • Infecção
  • Dor persistente
  • Alterações na voz (raramente)
  • Reações à anestesia

Segundo o Ministério da Saúde, a avaliação pré-operatória é fundamental para minimizar os riscos.

Tabela: Resumo dos principais pontos sobre quando retirar as amígdalas

CritérioDescriçãoImpacto na decisão de cirurgia
Frequência de amigdaliteMais de 7 episódios em um ano ou 5 em dois anosIndicação forte
Obstrução das viasRonco, apneia do sono, dificuldade ao engolirIndicação dependendo da gravidade
Presença de complicaçõesAbscessos ou tumoresCirurgia geralmente indicada
Persistência de sintomasDor, mau hálito ou inflamação constanteAvaliação médica recomendada

Perguntas Frequentes

Quanto tempo leva para recuperar após a retirada das amígdalas?

A recuperação geralmente dura de uma a duas semanas, podendo variar conforme a idade do paciente e a técnica cirúrgica utilizada.

Existe contraindicação para a cirurgia?

Sim, pacientes com determinadas condições cardíacas, problemas de coagulação ou alergia à anestesia podem ter contraindicações, devendo sempre passar por avaliação médica detalhada.

A cirurgia de amígdalas é indicada para adultos?

Embora seja mais comum em crianças, adultos também podem realizar a amigdalectomia, especialmente se os sintomas persistirem ou agravarem.

É possível prevenir a necessidade de retirada das amígdalas?

Manter uma boa higiene bucal, evitar exposição a ambientes com muita poeira e um tratamento precoce de infecções podem ajudar a reduzir a frequência de amigdalites, mas nem sempre evitam a cirurgia se houver indicações médicas.

Conclusão

A retirada das amígdalas é uma intervenção com indicações claras, principalmente nos casos de amigdalite recorrente, obstrução das vias aéreas ou complicações associadas. Para quem apresenta sintomas persistentes ou graves, a recomendação do otorrinolaringologista é fundamental para determinar o momento adequado para o procedimento. Com os cuidados corretos na fase pós-operatória, a recuperação costuma ser tranquila, permitindo ao paciente retornar às suas atividades normais em pouco tempo.

Se você ou seu filho estão enfrentando problemas relacionados às amígdalas, procure um especialista para avaliação adequada. Lembre-se de que a decisão de realizar a cirurgia deve ser sempre orientada por profissionais qualificados, priorizando a sua saúde e bem-estar.

Referências

  1. Sociedade Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (SBORL-CCF). Diretrizes para amigdalectomia. Disponível em: https://sbborl.org.br

  2. Ministério da Saúde. Cirurgia de remoção das amígdalas. Disponível em: https://saude.gov.br

  3. Instituto Nacional de Saúde Pública. Amigdalite: sintomas e tratamento. Disponível em: https://pusp.ensp.fiocruz.br

Lembre-se: A saúde bucal e respiratória são essenciais para uma vida plena. Consulte sempre um especialista para diagnóstico e tratamento adequados.