Quando e Considerado Febre: Sintomas, Diagnóstico e Cuidados
A febre é uma resposta comum do corpo a infecções, inflamações ou outros problemas de saúde. Embora possa assustar principalmente os pais de crianças pequenas, ela é, na maioria das vezes, um mecanismo de defesa do organismo. Entender quando a febre é considerada perigosa e como ela deve ser avaliada e tratada é essencial para garantir o bem-estar de quem está doente. Este artigo aborda todos os aspectos relacionados à febre, incluindo sintomas, diagnóstico, cuidados e quando procurar ajuda médica.
O que é Febre?
A febre, também conhecida como pyrexia, é uma elevação temporária da temperatura corporal acima dos níveis considerados normais. Ela é uma resposta do organismo a uma variedade de condições, principalmente infecções.

Temperatura corporal considerada normal
| Faixa de Temperatura | Descrição |
|---|---|
| 36,1°C a 37,2°C | Normal |
| Acima de 37,2°C | Elevada ou febre leve |
| Acima de 38°C | Febre moderada |
| Acima de 39°C | Febre alta |
| Acima de 40°C | Febre muito alta (poder ser perigosa) |
"A febre é frequentemente um sinal de que o corpo está lutando contra uma infecção, mas também pode indicar outras condições que necessitam de atenção." — Dr. Luiz Fernando, especialista em Medicina Geral e Familiar.
Quando a Febre é Considerada uma Situação de Risco?
A febre só é considerada perigosa ou uma emergência em determinados casos específicos. A seguir, veja os fatores que indicam que a febre deve ser avaliada com mais cuidado:
Padrões de febre e duração
- Febre persistente: Quando a febre dura mais de 3 dias mesmo com uso de antipiréticos.
- Febre muito alta: Temperatura acima de 39°C que não diminui com remédios comuns.
- Febre recorrente: Episódios de febre que aparecem periodicamente.
Sintomas associados
- Dificuldade para respirar
- Dor no peito
- Confusão mental ou sonolência excessiva
- Convulsões
- Erupções cutâneas incomuns
- Dor intensa ou dor de cabeça severa
- Rigidez no pescoço
- Dor abdominal intensa ou persistente
Faixa etária e condições de risco
- Recém-nascidos e crianças pequenas: Febre acima de 38°C deve ser avaliada rapidamente.
- Idosos: Febre alta pode indicar infecção grave.
- Pessoas imunossuprimidas ou com doenças crônicas: Mais suscetíveis a complicações.
Sintomas Comuns que Acompanham a Febre
A febre costuma vir acompanhada de outros sintomas dependendo da causa. Aqui estão os mais comuns:
Sintomas frequentes
- Calafrios
- Suor excessivo
- Mal-estar geral
- Dor muscular
- Falta de apetite
- Desidratação
Sintomas específicos de algumas doenças
| Doença | Sintomas adicionais |
|---|---|
| Gripe | Tosse, dor de garganta, dor no corpo |
| Infecção urinária | Dor ao urinar, dor na região inferior do abdômen |
| Dengue | Dor atrás dos olhos, manchas na pele, fadiga |
| Febre tifóide | Dor abdominal, fraqueza, perda de apetite |
Diagnóstico da Febre
O diagnóstico da febre envolve a coleta de informações clínicas e a realização de exames complementares, quando necessário.
Como medir a temperatura corretamente?
- Utilizar termômetros digitais ou de mercúrio.
- Medir a temperatura axilar, oral ou retal.
- Evitar atividades físicas antes da medição.
- Repetir em caso de dúvidas sobre a precisão.
Exames complementares
Dependendo do quadro clínico, o médico pode solicitar:
- Hemograma completo
- Exames de sangue específicos
- Cultura de sangue ou outros fluidos corporais
- Radiografias
- Testes para detecção de vírus ou bactérias específicos
Cuidados e Tratamentos para Febre
A maioria das febres pode ser controlada com cuidados básicos, mas alguns casos requerem atenção médica.
Cuidados gerais
- Hidratação: Beber bastante água, sucos naturais e soluções de reidratação oral.
- Repouso: Dar descanso ao corpo para facilitar a recuperação.
- Controle da febre: Utilizar antipiréticos sob orientação médica, como paracetamol ou ibuprofeno.
- Abafar a febre: Usar roupas leves e ambientes frescos.
Quando procurar um médico?
- Febre acima de 39°C que não responde ao uso de antipiréticos.
- Febre que dura mais de 72 horas sem melhora.
- Presença de sintomas graves ou atípicos.
- Em crianças pequenas, idosos ou pessoas com imunossupressão.
"Ninguém deve tratar uma febre apenas com remédios. O acompanhamento médico é fundamental para determinar sua causa e receber o tratamento adequado." — Dra. Ana Paula, pediatra especialista em doenças infecciosas.
Quando procurar ajuda médica imediatamente?
Procure atendimento de emergência se:
- Aparecimento de convulsões
- Dificuldade respiratória
- Perda de consciência
- Dor de cabeça intensa com rigidez no pescoço
- Erupções cutâneas que não desaparecem
- Vômitos contínuos
Perguntas Frequentes
1. Quando a febre é considerada febre alta?
Resposta: Febre alta geralmente é aquela que ultrapassa 39°C. Ela pode indicar uma infecção mais grave e merece atenção médica.
2. É seguro usar antipiréticos em qualquer idade?
Resposta: Em geral, sim, mas o uso deve ser feito seguindo a orientação de um profissional, especialmente em crianças pequenas, idosos ou pessoas com condições médicas específicas.
3. Qual a diferença entre febre e hipertermia?
Resposta: A febre é uma elevação controlada da temperatura, mediada pelo cérebro, e geralmente motivo de resposta do corpo. A hipertermia é uma elevação descontrolada da temperatura, muitas vezes por calor excessivo, que exige intervenção de emergência.
4. Como prevenir a febre?
Resposta: Manter higiene adequada, vacinar-se regularmente, evitar contato com pessoas doentes e manter ambientes limpos contribuem para a prevenção de doenças infecciosas que causam febre.
Conclusão
A febre é um sintoma comum e frequentemente benéfico, sinalizando que o organismo está combatendo alguma condição. Entretanto, ela merece atenção especial quando apresenta certos padrões, é acompanhada de outros sintomas graves, ou ocorre em populações mais vulneráveis, como crianças e idosos. Conhecer os níveis considerados febre e saber os cuidados apropriados pode fazer toda a diferença na recuperação. Sempre procure orientação médica em casos de febre persistente, muito alta ou acompanhada de sinais de gravidade.
Referências
- Ministério da Saúde. Protocolo de controle de doenças infecciosas. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br
- Sociedade Brasileira de Infectologia. Diretrizes para manejo de febre. Disponível em: https://www.infectologia.org.br
Este artigo foi elaborado para fornecer informações educacionais e não substitui uma avaliação médica. Em caso de dúvida, consulte um profissional de saúde.
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