Possibilidade de Engravidar Tomando Anticoncepcional: O que Você Precisa Saber
A escolha de utilizar anticoncepcionais é uma decisão comum para mulheres que desejam prevenir a gravidez de forma eficaz. No entanto, muitas dúvidas surgem acerca da real eficiência desses métodos e da possibilidade de engravidar mesmo com o uso regular. Afinal, qual é a chance de gravidez ao tomar anticoncepcional? Este artigo irá esclarecer essa dúvida, abordando os tipos de anticoncepcional, sua eficácia, fatores que podem reduzir sua eficiência, além de fornecer dicas importantes para quem deseja evitar uma gravidez indesejada.
O que é anticoncepcional e como funciona?
Anticoncepcionais são métodos utilizados para prevenir a gravidez, atuando de diferentes formas no corpo feminino, como inibir a ovulação, alterar o muco cervical ou modificar o revestimento do útero. Existem diversas opções disponíveis, incluindo:

- Anticoncepcionais orais (pílulas)
- Dispositivo intrauterino (DIU)
- Imãs, injeções, adesivos e anel contraceptivo
- Métodos naturais e barreiras
Cada método possui sua taxa de eficácia, que pode variar de acordo com o uso adequado ou incorreto.
Qual a eficácia dos anticoncepcionais?
A eficácia dos anticoncepcionais é geralmente expressa em termos de taxa de falha. Segundo dados do Ministério da Saúde, a taxa de falha para os métodos mais utilizados no Brasil é a seguinte:
| Método | Eficácia com uso perfeito | Eficácia com uso habitual |
|---|---|---|
| Pílula Oral | 99% | 91% |
| DIU (Dispositivo intrauterino) | 99,8% | 99,2% |
| Contraceptivo de injeção | 99,8% | 97% |
| Preservativo masculino | 98% | 85% |
| Anel vaginal | 99% | 91% |
| Métodos naturais | 99% | 76-88% |
Fonte: Ministério da Saúde, 2020.
Fatores que podem reduzir a eficácia
Apesar da alta eficácia, certos fatores podem diminuir a efetividade do método anticoncepcional, aumentando o risco de gravidez. São eles:
- Esquecer de tomar a pílula regularmente
- Não trocar o adesivo ou anel na frequência correta
- Uso incorreto do preservativo
- Uso de medicamentos que interferem na ação do anticoncepcional
- Vômito ou diarreia severa (no caso de pílulas)
É possível engravidar tomando anticoncepcional?
Sim, é possível engravidar mesmo com o uso de anticoncepcionais, embora a chance seja pequena, especialmente com os métodos de alta eficácia e uso correto. Essa possibilidade pode aumentar em certas situações, como:
1. Uso incorreto ou irregular do método
A principal causa de falha anticoncepcional é o uso inadequado, como esquecer de tomar a pílula, não substituir o dispositivo intrauterino na data correta ou não usar corretamente o preservativo.
2. Interação com medicamentos
Alguns medicamentos podem diminuir a eficácia dos anticoncepcionais, inclusive antibióticos, anticonvulsivantes e medicamentos para tuberculose, por exemplo.
3. Condições médicas ou fisiológicas
Alterações hormonais ou doenças que afetam a absorção do medicamento também podem causar falhas.
4. Erros do fabricante
Raramente, ocorre o que se chama de ‘falha de fabricação’, em que o método não funciona como esperado.
Como reduzir os riscos
Para assegurar maior eficácia, é imprescindível seguir corretamente as orientações do método escolhido e consultar um profissional de saúde periodicamente. Além disso, é recomendado usar um método de backup, como preservativos, em caso de dúvida ou erro.
Quando pensar em melhorar a proteção?
Se você:
- Esquece de tomar a pílula regularmente,
- Está tomando medicamentos que interferem na eficácia,
- Tem dúvidas sobre a técnica de uso do método
- Ou deseja aumentar a segurança
Considere discutir com seu médico alternativas ou métodos combinados, como a associação de anticoncepcional e preservativo.
Métodos contraceptivos de baixa taxa de falha
Tabela de métodos com maior eficácia
| Método | Taxa de falha com uso típico | Comentários |
|---|---|---|
| DIU de cobre ou hormonal | 0,8% | Longo prazo, eficaz e de fácil manutenção |
| Imicação/injeções contraceptivas | 3% | Administradas a cada 3 meses ou mês |
| Pílula oral (uso correto) | 1% | Requer disciplina em horários |
Perguntas Frequentes
1. Posso engravidar se esquecer uma dose da pílula anticoncepcional?
Sim. Esquecer uma dose pode diminuir a proteção, especialmente se for mais de 12 horas após o horário habitual. Nesse caso, recomenda-se consultar o guia do anticoncepcional e, eventual, usar um método de emergência, como a pílula do dia seguinte.
2. Quanto tempo após parar o anticoncepcional posso engravidar?
A maioria das mulheres consegue engravidar em até 6 meses após a interrupção do anticoncepcional. No entanto, isso pode variar dependendo da idade, condições de saúde e fertilidade.
3. Qual método é mais seguro para prevenir gravidez?
O Dispositivo Intrauterino (DIU) ou as injeções contraceptivas apresentam as menores taxas de falha com uso típico e são opções bastante seguras.
4. É normal sentir alteração de humor ou outros efeitos colaterais ao usar anticoncepcional?
Sim. Alguns métodos podem causar efeitos como alterações de humor, enjoos, dores de cabeça ou alterações de peso. Sempre consulte seu médico para ajustar o método ou buscar alternativas.
Conclusão
A possibilidade de engravidar tomando anticoncepcional é baixa, especialmente quando o método é utilizado corretamente e de forma contínua. No entanto, a falha pode acontecer por diversos motivos, como erro de uso, interação medicamentosa ou condições de saúde específicas. Portanto, é fundamental seguir as orientações médicas, estar consciente dos fatores que podem reduzir a eficácia do método e, sempre que necessário, buscar aconselhamento especializado.
Lembre-se: a contracepção é uma ferramenta altamente eficaz, mas não infalível, e a responsabilidade de seu uso adequado é da mulher. Para quem deseja evitar totalmente a gravidez, o uso correto do método combinado com outros meios de proteção, como preservativos, oferece maior segurança.
Referências
- Ministério da Saúde. (2020). Guia de métodos contraceptivos. Disponível em: https://saude.gov.br
- WHO. (2018). Ensuring effectiveness of contraception. World Health Organization.
Quer saber mais? Consulte também as informações disponíveis no site do Planserv ou Saúde Viva.
MDBF