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Tipos de Sujeitos: Guia Completo para Entender a Gramática

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A língua portuguesa é cheia de nuances e regras que, quando compreendidas, facilitam a comunicação e o entendimento de textos. Uma dessas nuances é o sujeito, elemento fundamental na estrutura da frase. Entender os tipos de sujeitos é essencial para quem deseja aprimorar seus conhecimentos gramaticais, seja para estudos escolares, redações ou comunicação profissional. Neste artigo, abordaremos de forma detalhada os diferentes tipos de sujeitos, suas características, exemplos e dicas para identificá-los com facilidade.

Introdução

O sujeito é aquele termo que realiza ou sofre a ação expressa pelo verbo na oração. Segundo a Gramática Normativa, ele é o termo responsável por indicar quem ou o quê realiza a ação ou sobre quem ela recai. Entretanto, o sujeito pode assumir diversas formas e posições na frase, o que exige atenção e prática para sua identificação correta.

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Ao longo deste guia completo, exploraremos os tipos de sujeitos existentes na língua portuguesa, suas particularidades, exemplos práticos e dicas de como reconhecer cada um. Compreender esses aspectos irá enriquecer seu entendimento gramatical, aprimorando sua escrita e leitura.

O que é o sujeito na gramática?

Antes de explorar os tipos, é importante entender a definição básica do sujeito na estrutura gramatical:

Sujeito é aquele termo que, na frase, indica quem realiza ou sofre a ação do verbo.

O sujeito pode ser explícito, quando está presente na oração, ou implícito, quando não aparece na frase, mas é entendido pelo contexto.

Tipos de Sujeitos na Gramática

Existem diversos tipos de sujeitos na língua portuguesa. A seguir, apresentamos uma classificação ampla, que abrange as principais categorias, com explicações e exemplos.

Sujeito Simples

O sujeito simples possui apenas um núcleo, ou seja, uma palavra principal que determina a sua identidade.

Exemplo:

A estudante estuda para o exame.

Neste caso, o núcleo do sujeito é "estudante".

Sujeito Composto

Quando o sujeito tem mais de um núcleo ligado por conjunções coordenativas, é classificado como sujeito composto.

Exemplo:

O professor e os alunos participaram da reunião.

O núcleo do sujeito é formado por "professor" e "alunos".

Sujeito Desautoiduplicado (ou Sujeito Recurso de Repetição)

Esse tipo ocorre quando o sujeito é formado por um núcleo repetido ou reforçado por pronomes.

Exemplo:

Ele mesmo resolveu o problema.

A repetição do pronome reforça quem realizou a ação.

Sujeito Oculto (ou Sujeito Identificado)

O sujeito está presente na conjugação verbal, mas não aparece na frase, sendo denominado sujeito elíptico ou oculto.

Exemplo:

Ficamos em casa ontem. (O sujeito é "nós", que está oculto na conjugação "ficamos").

Como identificar?

Verifique a desinência verbal e pergunte "quem?" ou "o quê?" ao verbo.

Sujeito Indeterminado

Quando a ação não tem um sujeito definido ou específico, o sujeito é considerado indeterminado.

Exemplos:

Dizem que amanhã vai chover.
Precisa-se de funcionários eficientes.

Como identificar?

Normalmente, aparecem verbos na terceira pessoa do plural ou com o verbo na voz passiva sintética.

Sujeito Inexistente (Ou Frase sem Sujeito)

Algumas frases não têm sujeito, como as que começam com verbos impessoais.

Exemplos:

Chove bastante nesta época.
Faz frio no inverno.

Nestes casos, não há sujeito, pois o verbo é impessoal.

Tabela Resumida dos Tipos de Sujeitos

Tipo de SujeitoCaracterísticasExemplos
SimplesApenas um núcleoA menina correu.
CompostoDois ou mais núcleos ligados por conjunçõesO carro e a bicicleta ficaram na entrada.
OcultoNúcleo do sujeito não aparece na frase(Eu) Vim cedo hoje.
IndeterminadoVerbo na forma que indica ação sem sujeito definidoPrecisa-se de atenção.
InexistenteFrases impessoais, sem sujeito explícito ou implícitoFaz calor.

Como identificar os tipos de sujeitos na prática?

Para facilitar o reconhecimento, siga os passos:

  1. Identifique o verbo da oração.
  2. Pergunte "quem?" ou "o quê?" ao verbo.
  3. Procure o núcleo do sujeito.
  4. Observe se o núcleo está presente ou implícito na frase.
  5. Verifique as conjunções e a estrutura da frase para determinar se há vários núcleos ou sujeitos indeterminados.

Por exemplo:

As crianças brincam no parque.
Pergunta: Quem brinca? – As crianças.
Núcleo: "crianças" – sujeito simples.

Por que entender os tipos de sujeitos é importante?

Conhecer os diferentes tipos de sujeitos ajuda a:

  • Melhorar a compreensão de textos e frases.
  • Realizar análises gramaticais precisas.
  • Melhorar a escrita, usando a pontuação e concordância corretas.
  • Identificar erros comuns e aprimorar o uso da língua portuguesa.

Dica de especialista

Segundo Celso Cunha, um renomado gramático brasileiro, "entender a estrutura do sujeito é fundamental para domínio da sintaxe e da construção textual."

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. Como saber se o sujeito é oculto ou explícito?

Se o núcleo do sujeito estiver presente na frase, ele é explícito. Caso contrário, está oculto. Faça a pergunta "quem?" ou "o quê?" ao verbo. Se a resposta for o termo ausente, o sujeito é oculto.

2. Pode haver mais de um sujeito na mesma oração?

Sim, exemplos incluem sujeitos compostos, como visto anteriormente.

3. Como distinguir sujeito indeterminado de sujeito inexistente?

O sujeito indeterminado refere-se a uma ação cuja autoria não é destacada, enquanto o inexistente ocorre em frases com verbos impessoais ou sem sujeito, como "Chove" ou "Faz calor".

4. O sujeito pode estar antes ou depois do verbo?

Sim, dependendo da estrutura da frase. Em frases afirmativas, geralmente vem antes, mas também pode ocorrer após o verbo, especialmente em construções como perguntas ou frases com termos deslocados.

Conclusão

Compreender os tipos de sujeitos é essencial para aprimorar sua leitura, escrita e análise textuais. Conhecendo suas características e exemplos, fica mais fácil identificar o núcleo do sujeito na oração, como ele se manifesta e qual sua função dentro da frase.

Seja em textos acadêmicos, profissionais ou cotidianos, dominar esse conceito garante maior clareza na comunicação e evita erros comuns de concordância e estrutura. Assim, lembre-se sempre de praticar a análise de frases e aplicar os conhecimentos adquiridos neste guia.

Para aprofundar seus estudos, confira estes recursos externos:

Referências

  • Cunha, Celso et al. Gramática Escolar da Língua Portuguesa. Ed. Atual, 2010.
  • Bechara, Evanildo. Moderna Gramática Portuguesa. Editora Lucerna, 2009.
  • Perini, Carlos Roberto. Gramática Normativa da Língua Portuguesa. Saraiva, 2014.
  • Souza, C. C. (2020). Fundamentos de Sintaxe. Editora Contexto.

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