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DST: Quais São Os Tipos Mais Comuns e Como Se Protejer

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As Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), também conhecidas como Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), representam um problema de saúde pública de grande relevância em todo o mundo. Com milhões de casos registrados anualmente, essas doenças podem afetar pessoas de todas as idades, gêneros e orientações sexuais. Apesar de suas consequências sérias, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre os tipos de DST existentes, como elas são transmitidas, prevenidas e tratadas.

Este artigo irá explicar quais são os principais tipos de DST, suas características, sintomas, formas de prevenção e tratamento. Além disso, abordaremos questionamentos frequentes, dados atualizados e dicas para manter a saúde sexual protegida. Continue conosco e saiba tudo o que você precisa saber sobre essas doenças.

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O que são DST?

DSTs ou ISTs são infecções transmitidas principalmente através do contato sexual, incluindo relações vaginais, anais e orais. Algumas DSTs também podem ser transmitidas por contato com sangue ou de mãe para filho durante a gestação ou parto. A prevenção e o diagnóstico precoce são essenciais para evitar complicações e a propagação dessas infecções.

Tipos mais comuns de DST

Abaixo, apresentamos os principais tipos de DST que afetam a população brasileira e mundial:

1. Gonorreia (Neisseria gonorrhoeae)

A gonorreia é uma infecção bacteriana que afeta locais como uretra, garganta, reto e colo do útero. Os sintomas podem incluir dor ao urinar, aumento na secreção e dor abdominal. Contudo, muitos indivíduos podem ser assintomáticos.

2. Candidíase

Apesar de muitas vezes ser considerada uma infecção fungal, a candidíase também pode ser transmitida sexualmente. Ela causa coceira, queimação, corrimento branco e espesso, sobretudo na região íntima.

3. Clamídia (Chlamydia trachomatis)

A clamídia é uma das DSTs mais comuns no Brasil e muitas vezes não apresenta sintomas. Pode causar dor ao urinar, secreção anormal e, se não tratada, levar à infertilidade.

4. Herpes Genital (HSV-2 e HSV-1)

Caracterizada por feridas, bolhas e aftas na região genital, o herpes é uma DST viral persistente, que pode recidivar ao longo da vida do indivíduo. Pode ser transmitido mesmo na ausência de feridas visíveis.

5. Sífilis (Treponema pallidum)

A sífilis é uma infecção bacteriana que apresenta várias fases, com feridas (cancros) na fase inicial, que desaparecem espontaneamente, mas podem evoluir para complicações neurológicas, cardiovasculares e outras se não tratadas.

6. HIV (Vírus da Imunodeficiência Humana)

Vírus que causa a AIDS, o HIV é transmitido principalmente por relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas e de mãe para filho. Pode permanecer assintomático por anos antes de desenvolver complicações graves.

7. HPV (Papilomavírus Humano)

Responsável por verrugas genitais e diversos tipos de câncer, incluindo câncer de colo do útero. Existem vacinas disponíveis que ajudam na prevenção.

Tipo de DSTTransmissãoSintomas ComunsComplicaçõesTratamento
GonorreiaSexo vaginal/anal/oralCorrimento, dor ao urinarInfecção generalizada, infertilidadeAntibióticos
CandidíaseSexo, etc.Coceira, corrimentoDesconforto, complicações na gravidezAntifúngicos
ClamídiaSexo vaginal/anal/oralDor, secreçãoInfertilidade, doença inflamatória pélvicaAntibióticos
HerpesContato diretoFeridas, bolhasRecorrências, transmissão neonatalAntivirais
SífilisSexo, contato com lesõesÚlceras, manchasDanos neurológicos, cardíacosPenicilina
HIVRelações desprotegidasAssintomático inicialmenteAIDS, complicações imunológicasAntirretrovirais
HPVContato com verrugasVerrugas, lesões na peleCâncer de colo do úteroVacina, remoção cirúrgica

Como se proteger contra DST

A prevenção é a melhor estratégia para evitar DSTs. Algumas dicas incluem:

  • Uso consistente e correto de preservativos de látex ou poliuretano em todas as relações sexuais;
  • Comunicação aberta com o parceiro(a) sobre histórico sexual e realização de exames;
  • Realizar exames periódicos, especialmente em casos de múltiplos parceiros;
  • Evitar o compartilhamento de objetos cortantes ou de uso pessoal;
  • Vacinar-se contra HPV e hepatites virais quando disponíveis;
  • Reduzir o número de parceiros sexuais e evitar práticas de risco.

Para uma proteção adicional, recomenda-se fazer o teste de DST regularmente, mesmo na ausência de sintomas, pois muitas infecções podem ser assintomáticas.

Como identificar uma DST: sinais e sintomas

Nem todas as DSTs apresentam sintomas evidentes. Quando presentes, eles podem incluir:

  • Corrimentos anormais;
  • Feridas ou lesões na região genital;
  • Dor ou queimação ao urinar;
  • Coceira ou irritação genital;
  • Feridas, verrugas ou verrugas genitais;
  • Febre, fadiga ou dores musculares nos estágios mais avançados.

Se perceber qualquer um desses sinais, procure um médico especialista para avaliação e tratamento adequado.

Tratamento e acompanhamento

O tratamento varia conforme a DST e pode envolver o uso de antibióticos, antivirais, antifúngicos ou outros medicamentos específicos. Importante lembrar que o tratamento deve ser realizado sob orientação médica e que o parceiro ou parceira também deve fazer o acompanhamento, para evitar reinfecção.

A realização de exames periódicos ajuda na detecção precoce e controle das DSTs, além de ajudar na implementação de medidas de prevenção.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. As DSTs podem desaparecer sozinhas?

Algumas DSTs, como herpes, podem ter episódios de recidiva, mas muitas outras, como sífilis ou clamídia, podem ser eliminadas após o tratamento. No entanto, mesmo após o tratamento, o vírus ou bactéria podem permanecer no organismo e causar reinfecções.

2. Posso transmitir DST mesmo sem sintomas?

Sim. Muitas DSTs podem ser transmitidas por pessoas assintomáticas, por isso a importância de realizar exames periódicos.

3. A vacinação protege contra todas as DSTs?

Não. Existem vacinas contra HPV, hepatite B e outras, mas não há vacina para proteger contra todas as DSTs existentes.

4. É possível ter várias DSTs ao mesmo tempo?

Sim, uma pessoa pode estar infectada por mais de uma DST simultaneamente, o que reforça a importância de acompanhamento médico e exames regulares.

Como manter a saúde sexual protegida

Além do uso do preservativo, algumas práticas recomendadas incluem:

  • Estar em um relacionamento monogâmico ou com parceiros de confiança;
  • Fazer exames de rotina;
  • Evitar o uso de drogas ou álcool em excesso, que podem diminuir a percepção de risco;
  • Buscar orientações médicas sobre imunizações e prevenção.

Conclusão

As DSTs representam um desafio constante para a saúde pública, mas também uma oportunidade de conscientização e cuidado. Conhecer os principais tipos, sinais, formas de transmissão e métodos de prevenção é essencial para manter uma vida sexual saudável e segura.

Lembre-se: a prevenção, a informação e o acompanhamento médico são as melhores armas contra as DSTs. Assim, você evita complicações e contribui para uma sociedade mais consciente e saudável.

"A saúde sexual é um direito de todos, e a informação é o caminho mais seguro para a sua proteção." — Especialistas em Saúde Sexual

Para mais informações, consulte sites confiáveis como Ministério da Saúde e OMS - Organização Mundial da Saúde.

Referências