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Coqueluche: Quais São Os Sintomas e Como Identificar

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A coqueluche, também conhecida como Tosse Convulsa, é uma infecção altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis. Embora seja mais comum em crianças, adultos também podem contrair a doença, sendo importante reconhecer seus sintomas precocemente para evitar complicações graves. Neste artigo, abordaremos detalhadamente quais são os sinais e sintomas da coqueluche, como identificá-la, além de fornecer dicas práticas para buscar o tratamento adequado.

Introdução

A coqueluche é uma doença respiratória que, apesar de ser conhecida há centenas de anos, ainda representa um desafio de saúde pública em várias partes do mundo. A sua transmissão ocorre principalmente por contato com gotículas de secreções respiratórias de uma pessoa infectada. Por isso, reconhecer os sintomas iniciais e entender o progresso da doença é fundamental para prevenir complicações e disseminação.

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Segundo dados do Ministério da Saúde, a vacinação é uma das principais armas contra a coqueluche, mas sua incidência vem aumentando devido à baixa cobertura vacinal e fatores relacionados à imunidade.

Quais São os Sintomas da Coqueluche?

Os sintomas da coqueluche evoluem em três fases principais, cada uma com manifestações específicas. Conhecê-las ajuda na identificação precoce da doença.

Fase 1: Fase Catarral (Semelhante a Resfriado)

A primeira fase geralmente dura de 1 a 2 semanas e apresenta sintomas semelhantes aos de um resfriado comum.

Sintomas da fase catarral:

  • Coriza
  • Espirros
  • Tosse leve a moderada
  • Febre baixa ou ausente
  • Conjuntivite
  • Fadiga

Durante esta fase, a pessoa é altamente contagiosa, mas muitas vezes não percebe que está infectada, confundindo os sintomas com um resfriado comum.

Fase 2: Fase Paroxística

A fase paroxística é marcada pela tosse intensa e convulsiva, que pode durar várias semanas.

Sintomas da fase paroxística:

  • Tosse em ataques severos e repetidos: episódios de tosse que ocorrem em acessos rápidos, seguidos de engasgos e vômitos.
  • Som característico na tosse: o "guincho" ou som de whooping, especialmente em crianças.
  • Vômitos após episódios de tosse: devido ao esforço durante os ataques.
  • Olhos vermelhos, lábios azulados ou pálidos durante os episódios de tosse intensa.
  • Fadiga extrema após as crises.

“A tosse da coqueluche é tão severa que muitas vezes interfere na qualidade de vida do paciente, principalmente em crianças pequenas.” — Ministério da Saúde

Fase de Convalescença

Após semanas de ataques de tosse, o paciente entra na fase de recuperação, que pode durar meses. A tosse diminui lentamente, embora alguns episódios possam persistir por até 12 semanas.

Sintomas finais:

  • Tosse menos frequente
  • Recuperação da energia
  • Redução dos episódios de vômito

Como Identificar a Coqueluche?

Para identificar se os sintomas reforçam a suspeita de coqueluche, é fundamental considerar fatores como:

  • Idade do paciente (especialmente menores de 1 ano)
  • Histórico de vacinação
  • Contato com pessoa infectada

Importante: O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações, como pneumonia, convulsões, deficiência neurológica e até a morte, principalmente em bebês.

Diagnóstico Clínico e Laboratorial

  • Exame clínico detalhado
  • Testes laboratoriais, como Swab nasofaríngeo para crescimento bacteriano ou PCR
  • Sorologias específicas

Se você suspeita de coqueluche, consulte um profissional de saúde imediatamente.

Como a Vacinação Pode Prevenir a Coqueluche?

A vacina da DTP (Difteria, Tétano e Pertussis) é eficaz na prevenção da coqueluche. Ela é administrada em crianças na imunização básica, com reforços na adolescência e adultos.

Tabela: Esquema de Vacinação contra a Coqueluche

IdadeVacinaDoses RecomendadasPeríodo de Reforço
2 mesesDTP3 dosesEntre 15 a 18 meses
4 mesesDTP3 doses-
6 mesesDTP3 doses-
15-23 mesesDTP1 dose de reforço-
Entre 4-6 anosDTP1 dose de reforço-
AdolescênciaTdap1 doseA partir dos 11 anos

Para mais informações sobre o calendário de vacinação, acesse o site do Ministério da Saúde Aqui.

Perguntas Frequentes (FAQs)

1. Qual é o período de contágio da coqueluche?
Responder: A pessoa é altamente contagiosa durante a fase catarral, que dura até o início da fase paroxística, aproximadamente de uma a duas semanas após o começo dos sintomas.

2. É possível ter coqueluche mesmo estando vacinado?
Responder: Sim, a vacina reduz a gravidade da doença e a chance de complicações, mas não garante imunidade total, podendo ocorrer casos leves.

3. Quais são as complicações mais comuns da coqueluche?
Responder: Pneumonia, convulsões, perda de peso, dificuldades respiratórias e, em casos graves, óbito, especialmente em bebês.

Conclusão

Reconhecer os sintomas de coqueluche é fundamental para um diagnóstico precoce e tratamento adequado, evitando complicações graves. As fases da doença apresentam manifestações distintas, sendo a tosse intensa e convulsiva característica da fase paroxística. A vacinação permanece como a principal estratégia de prevenção, protegendo principalmente as populações mais vulneráveis.

Se você ou alguém que conhece apresenta sintomas compatíveis com a coqueluche, procure um médico imediatamente. A atenção rápida pode salvar vidas.

Referências

  1. Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde. Brasil: Ministério da Saúde, 2019.
  2. Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Pertussis (Whooping Cough). Disponível em: https://www.cdc.gov/pertussis/index.html.
  3. Organização Mundial da Saúde. Vacinas e imunização. Disponível em: https://www.who.int/immunization/en/.

Lembre-se: manter-se atualizado com as vacinas e procurar atendimento médico ao menor sinal de sintomas respiratórios intensos é a melhor forma de evitar a coqueluche e suas complicações.